Milhões de views, ads, rádio online, sites e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

Hip Hop tuga

Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reina com um trabalho visionário, consistente e profissional.

A programação do canal varia entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out (Com diversos vídeos acima dos 300 000 views) e Cosp´Acapella onde rappers rimam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit” o canal aproveita o ritmo da internet e a interactividade.

Um programa de conversa com excertos de músicas que podem ser visionadas através de um clique.

Hip Hop tuga.png

O canal explora o Youtube como poucos em Portugal!  As notícias curtas(3 minutos no máximo) contam com apresentadora, grafismo e captura de vídeo em concertos.

A forma de ouvir música mudou! Ouve-se canções soltas invés de álbuns e a música online gratuita ou a baixo custo(Spotify Premium) substituiu a compra do Cd físico. O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

Já ouviram falar de Piruka? Os seus vídeos atingem milhões de visualizações, o single “Ca Bu Fla Ma Nau” superou recentemente as 8 milhões de views. Um caso de sucesso gerado pela internet e que atualmente vive apenas da música.

A concorrência é feroz e há um perigo de se cair no esquecimento ao não existir uma continuidade de novos singles. A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

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Os videoclips na era digital são como roletas num jogo de matraquilhos. São um elemento de surpresa que ajudam a disparar nas views. Atualmente, existe um maior investimento na produção, com ou sem apoios estatais. A música Andorinha do rapper Deau é um dos exemplos de produção artística com apoio do Estado(DR Cultura Norte).

O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico Sam The Kid criou no verão de 2016,  a”TV Chelas”, um canal de hip hop com Música, Vídeo, Entrevistas e Podcast.  Na rubrica “Três Pancadas”,  de uma forma descomplexada e apaixonada ouvimos conversas sobre a cultura hip hop.

O arriscar e o momento atual do mercado levou à criação da primeira rádio online de hip hop, certificada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)

Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo de Regula, um dos rappers mais populares durante anos.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

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