Milhões de views e com artistas todas as semanas nas tendências do Youtube, Ads, rádio online, séries e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

Hip Hop tuga

Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reinou de 2012 até 2018. A rubrica Liga Knock Out passou do Online para os Palcos do Sudoeste e viagens de finalistas, após milhões de visualizações. 

A programação do canal variava entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out e Cosp´Acapella onde rappers rimavam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit”, o canal aproveitava o ritmo da internet e a interactividade.

Com um programa de conversa com excertos de músicas que podiam ser visionadas através de um clique.

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A forma de ouvir música mudou! Lançam-se singles e não álbuns para se manter relevante. O público ouve canções soltas em vez de álbuns e a música Online Gratuita ou a Baixo Custo(Spotify Premium) substituiu a compra do CD Físico.

O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma, os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

A banda Wet Bed Gang e o rapper Piruka são os mais visualizados. A música Salto Alto apresenta mais de 30 Milhões de Visualizações.

A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

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O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico X-Tense criou uma série (Mais de 100 mil views) onde em cada episódio apresenta uma nova música. A série conta com participações de humoristas e rappers com bastante atividade no Youtube.

Nas redes sociais são autênticos “Rockstars” com um público fiel e que interage. Por exemplo, o artista Bispo apresenta uma taxa de interação de 16% no Instagram.

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Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo do rapper Regula, um dos mais populares no panorama.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

Em 2019, “A História do Hip Hop Tuga” foi contada em festivais ou em concerto em nome próprio, com artistas de cada ano a assinalarem o seu marco durante quatro horas de concerto. O Hip Hop já não é uma sub-cultura e atualmente faz parte da sociedade.

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