O Facebook apesar de ser um vampiro dos dados permite vermos os seus dentes.

Clica aqui para veres os supostos interesses relevantes para apanhares “anúncios relevantes”.

Quanto mais fazes scroll mais estranho fica, certo? Tu tens mesmo interesse em pelo menos 65% da coisas?

A mim o Facebook diz que gosto de Basebol.

Mas apenas cliquei numa notícia dos jogos do mês da PS Plus (serviço de subscrição da Playstation que oferece dois jogos mensais) que tinha um jogo de basebol e outro jogo, o jogo que eu estava interessado.

O Facebook bate bolas sem contexto na caça de interesses.

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Não tenho jeito para artes manuais. Em EVT tirava 3- (e davam-me por pena para não estragar as outras notas).

Mas o Facebook diz que gosto de Aguarela porque visitei a página de um RESTAURANTE local chamado AQUARELA.

O Facebook diz que gosto do Fiat 500 de 2007 mas também de Carros de Luxo e eu não ligo a carros.

O Facebook diz que gosto do Jenson Button mas tive de googlar para saber quem é ao escrever isto (é um piloto de F1).

O Facebook diz que gosto de Fraldas mas eu não sou Pai.

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O Facebook diz que gosto da banda Simple Plan porque 10 anos atrás mandei uma piada num post de um colega da universidade (Ele era fã).

O Facebook diz que sou fã Will Smith porque cliquei numa partilha de story e visitei o perfil dele (é a internet clicamos em diversas coisas mesmo sem sermos fãs).

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O Facebook engorda (pun intended) os dados de diversas formas.

  • Visita ou Interações com páginas Facebook ou perfis Instagram.
  • Palavras escritas na plataforma (Até no Messenger)
  • Por associação (Se assume que gostas de X também gostas de Y)
  • Dados de outros sites

E neste último aconteceu-me um caso surreal.

Ouvi no Canal 11 umas recomendações de jovens talentos da Liga de Futebol da Dinamarca.

Como Online pesquiso de tudo e mais alguma coisa. Pesquisei e entrei num site.

Resultado…

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Como anunciar num ecossistema com falhas – os Desafios para anunciantes

O pixel é inteligente sobretudo quando a audiência é construída com vendas pelo Google.

Quando anunciei para uma loja de revenda de cosmética, fazer Sem Interesses era mais rentável do que segmentar pelas marcas vendidas (mas ambas eram necessárias e davam ROAS).

Apesar de ser Sem Interesses havia uma segmentação por género e por faixa etária com base no intervalo de idades que mais compravam no site.

Mas cosméticos é um produto de necessidade e por isso é vendável para as massas.

Vamos imaginar uma empresa de Servidores e Domínios.

Se colocarmos os interesses ligados à área apanhamos também pessoas nada a ver.

E apercebemos disso ao interagirem sem querer ou forçados pelo Facebook (Sim, o Facebook mete uns gostos ou comentários se um anúncio tiver pouca interação).

Está aqui a chave da resolução.

Os criativos dos anúncios devem chamar a atenção do público-alvo.

Fazer anúncios hoje requerem mais trabalho criativo e mão de obra para após diversos testes encontrar o que funciona.

Mas o vídeo tem também aqui um papel importante.

É possível segmentar para quem viu X % do vídeo.

Uma imagem pode ser vista sem querer. O Facebook assume como interesse termos parados num anúncio estático. Mas talvez apenas paramos porque o anúncio tinha uma gralha ou porque recebemos uma chamada (há casos que as pessoas são mais lentas no scroll).

Mas para ver um vídeo com uma duração superior a 1 minutos já tem de haver um compromisso.

O covid trouxe cortes em imensas empresas numa altura que o Marketing precisa de mais investimento para captar a atenção.

Nos EUA testam vários criativos.

Em Portugal, puros players Online como a Loja do Shampoo e Skin fizeram anúncios televisivos.

A Delta Q está em força no Online com parcerias com o Maluco Beleza, podcast Reset da Bumba da Fofinha, etc.

Branding + Performance + Customer Care é o caminho para os desafios de um digital cada vez mais automatizado mas sem third-party cookies.

Além de uma personalização com dados de first-party.

Exemplo: Envio de Sms Marketing com os descontos da marca Y para os compradores da mesma há mais de Z dias.

Contudo, o Covid trouxe contenção e onde não haverá investimento, McGayvers tenterão ter resultados com pouco.

Mas é importante que exista pelo menos a perceção que está a haver uma mudança e as coisas não são tão fáceis como antes.

Hoje, o Digital envolve mais Meios!

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