“Acho que a palavra certa no contexto certo vale por mil imagens.” – Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade

Desde da primeira vez que levei com uma publicação do João Geada que algo intrigou-me. Como nunca trabalhei numa agência de Lisboa, eu não sabia quem era aquele homem mas achei que tinha de escuta-lo e partir à descoberta no Youtube. Daí a ser o primeiro convidado do “Desconstruindo” foi a escolha mais natural porque o feeling estava certo.

Desconstruindo #1 | João Geada e a Publicidade

Designer, Criativo Publicitário, Copywriter, Estratega. Ser criativo é mesmo uma maldição? Como tem sido o teu percurso “amaldiçoado”? 

Ser criativo é uma coisa natural para todos. Mantermo-nos criativos na sociedade actual é que é uma maldição, porque vem de uma sensibilidade e curiosidade que nos torna mais atentos às imperfeições, e como há muitas, tendemos normalmente para ser pessoas revoltadas.

O meu percurso tem sido exactamente isso (por exemplo, o acordo ortográfico revolta-me, razão porque escrevo exactamente e não exatamente), uma vida com mais ou menos revolta contra os defeitos da humanidade. Claro que com a idade e com mais de 30 anos a trabalhar como criativo publicitário, estou consideravelmente mais tolerante e paciente.

Porque um publicitário irrita-se mais que um “pizzaiolo” que também está continuamente a mudar as suas receitas com pedidos extras ou substituição de elementos?

Acredito que toda a gente que aplica fortemente criatividade no seu trabalho, põe uma paixão pouco comum no que faz, e ninguém gosta de ver o produto da sua paixão a ser transformado para pior, o que acontece quando essa transformação passa por dar uns passos para trás no processo que levou ao resultado que a nossa experiência e intuição dizem ser o melhor.

Isto para dizer que acredito que os “pizzaiolos” também se devem irritar, ainda que o resultado do seu trabalho seja objectivo, provocar uma experiência sensorial em clientes, que saberão seguramente se gostam mais de bacon com ananás do que de anchovas com caracol.

Nós trabalhamos com um produto subjectivo e que não foi encomendado por quem o vai ‘consumir’, que também deve provocar experiências sensoriais e mexer com a percepção que têm de algo. Como tudo isto é dificilmente quantificável, fica só por conta da tal experiência e intuição do criador.

Quando mudam o resultado do nosso processo, muitas vezes com base numa experiência pessoal que não é a de um criador de comunicação, estão a colocar em causa o nosso profissionalismo, o que é obviamente irritante.

As marcas portuguesas entenderam o potencial das redes sociais e do digital?

É difícil generalizar. Umas sim, como o Activobank, outras nem por isso.

A meu ver, as universidades portuguesas que produzem profissionais de marketing e comunicação são fracas, e os profissionais que de lá saem, não só vêm com um desfasamento cultural de uma década, como viram a sua criatividade a ser lentamente destruída no processo formativo.

Isto faz com que as marcas portuguesas ainda tenham uma certa arrogância, provocada pela ignorância, que as impede de se comportarem de uma forma mais transparente, natural e humana. Sem isto, é difícil tirar o melhor partido do digital e das redes sociais.

Um bom exemplo é o comportamento digital de algumas marcas internacionais na web, lá fora e cá dentro, como é o caso do Burger King. Vê-se bem a tal década de desfasamento.

Com o digital há uma ruptura muito grande com o passado criado por Edward Bernays, David Ogilvy e outros? 

Com o digital há uma ruptura enorme na forma de distribuir os conteúdos, nas possibilidades de interacção com os públicos, e no acesso a todo o tipo de informação. Na forma de criar os conteúdos, não há ruptura absolutamente nenhuma, se a coisa for bem feita e não resvalar para a automação de processos ou para o exagero de tempo de antena das marcas, que tiram qualquer humanidade à comunicação.

A grande ruptura está na forma como as marcas devem criar as suas estratégias e aqui precisamos de muito mais maturidade.

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Daí a criação do Faceboot em 2016 para a Timberland?

O Faceboot foi uma proposta aprovada pela Timberland, que acabou por não avançar como previsto, porque os representantes da marca não entenderam a sua dimensão.

Mas sim, a ideia passava por dar relevância ao posicionamento de uma marca conhecida por promover a aventura e o contacto com a natureza, criando uma ‘rede social’ sem dispositivos electrónicos pelo meio, ou como dizia o claim da campanha, ‘Less likes, more hikes’.

Isto não significa que a marca se afastasse das redes sociais no formato normal, era apenas uma forma diferente e pertinente, para uma marca como a Timberland contar a sua história

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No mesmo ano, o teu cartaz (imagem acima) foi um dos vencedores do concurso da ONU de alerta à violência a mulheres. As palavras não são levadas pelo vento como diz o provérbio. Qual o seu verdadeiro poder?

Tenho um fascínio enorme pelas palavras, ditas ou escritas e já que falas em provérbios, ao contrário de outro, acho que é a palavra certa no contexto certo que vale por mil imagens.

Um simples ‘Yes we can’ contém muito mais imagens que todas as fotografias do Obama juntas. Este poder minimal da palavra é de facto impressionante, porque na realidade a palavra faz-nos criar imagens.

Dou um exemplo. Quando vês o filme sobre uma história que leste primeiro o que acontece? Não gostas, porque as imagens que o realizador escolheu são dele e na maioria das vezes, não têm nada a ver com as que tu criaste quando leste o livro.

Embora a imagem criada por humanos seja bastante mais antiga que a palavra, continuo a reconhecer mais poder e universalidade na escrita, mas confesso que acredito ainda mais no poder da boa combinação das palavras certas com as imagens certas.

A humanidade caminha para um Lazy Movement ou The Creative Humanity?

A humanidade precisa das duas. Precisa sem dúvida nenhuma de recuperar a criatividade e o tempo pessoal, que nos foram retirados pelas escolas e pela sociedade, ambas ainda com muitas influências do industrialismo.

Em relação à criatividade, é ela que nos permite evoluir enquanto espécie e é a falta dela que está a retardar essa evolução. Porque se por um lado inovamos muito, essa inovação é maioritariamente má, porque não só dá cabo do nosso Planeta como continua a não ser integradora e acaba por contribuir sempre para os desequilíbrios sociais.

O tempo pessoal é outra coisa óbvia. Vivemos em média 70 ou 80 anos e desses, 60 anos são a trabalhar e a estudar 8 ou mais horas por dia, com pressa para acabar a universidade, o projecto, o trajecto para casa, etc. Vivemos a maioria da nossa vida preocupados em acabar qualquer coisa, em ‘despachar’ tudo, e para mim isto deixou de fazer qualquer sentido.

Como digo numa das frases criadas para o Lazy Movement, ‘Começa alguma coisa e nunca a acabes’. O que quero dizer com isto é que, se pensarmos bem, vale muito mais um projecto, pessoal ou profissional, ao qual dedicamos muita paixão e carinho, e que por isso deve levar todo o tempo possível, do que 100 projectos que despachamos apenas para começar outro, mal acabados e que não nos deram prazer nenhum a realizar.

Eu sei que precisamos de dinheiro e que para ter mais é preciso despachar serviço, mas de quanto dinheiro precisamos? Será que não o conseguimos fazer com mais tempo para tudo e com muito mais qualidade de vida? É este tipo de questões que pretendo levantar com o Lazy Movement.

Aliás, recentemente a Microsoft Japão, contrariamente à semana de trabalho também herdada dos tempos da revolução industrial, reduziu-a para 4 dias e a produtividade aumentou em 40%. Isto dá muito que pensar.

Como serão as agências de publicidade no futuro?  

Há muitos anos que penso sobre isso e acredito que vão ser absorvidas pelas marcas. Acho que as empresas terão um director criativo e uma equipa que conhecerá a marca como ninguém e será responsável pela criação da maioria dos conteúdos. Os eventuais perigos da falta de visão externa, serão atenuados por freelancers, ou ‘artistas convidados’ que acrescentarão frescura nos projectos mais relevantes.

Também creio que o formato do qual já vemos alguns indícios, que é a junção de gente com talentos complementares, que formam colectivos, embora hoje em dia tendam ainda a virar agências, como é o caso da Solid Dogma ou d’O Escritório, no futuro acho que será semelhante aos artistas de música, que se juntam e separam consoante o projecto.

Ainda haverá “Efeito Rashomon” entre a percepção de quem contrata e a dos criativos?  

Com as agências dentro das marcas o efeito será seguramente atenuado. E no dia em que a tendência para marketeiros criativos, como Steve Jobs ou Fernando Machado, Director de Marketing da Burger King internacional, se afirmar definitivamente, acredito que o lado mau do efeito, irá lentamente desaparecer.

A tua vida dava um filme? Se sim, qual a sinopse e quem escolherias como realizador? 

Dava. Um filme ou uma série com muitas temporadas.

A sinopse em versão tweet seria algo como ‘Um criativo, com doença bipolar, 8 filhos e uma vida de excessos, encontra finalmente a tranquilidade, o amor e a vida calma’.

O realizador seria uma dupla entre o David Fincher e o Woody Allen porque gostaria que fosse uma comédia negra, com um final feliz.

Sobre João Geada

Foi diretor criativo executivo de agências como a Proximity BBDO Portugal, a Wunderman España, JWT Lisboa e dos projectos pessoais Maxdesign e Lalaland. Consultor para campanhas em todo o mundo, foi também jurado em vários festivais nacionais e internacionais e conquistou quase duas centenas de prémios em praticamente todos os festivais de renome e em todo o tipo de disciplinas, como Design, Filme, Imprensa, Marketing Relacional e Digital.

Em 2017, fundou o The Creative Humanity, um projecto que pretende ajudar toda a gente a usar as suas capacidades criativas para fazer das suas vidas e empreendimentos, coisas mais Humanas e sustentáveis.

https://joaogeada.pt/

legislativas no digital 2019

[Análise] As Legislativas 2019 no Digital

Sabia que o Pan é o partido com mais seguidores nas redes sociais? E que o Bloco investe mais em Facebook Ads do que a soma de todos os partidos da assembleia?

Análise ao digital dos 6 partidos com assento parlamentar, um partido que competiu pela primeira vez nas últimas eleições (Livre) e um partido que compete pela primeira vez nas legislativas (Iniciativa Liberal). Nota: O CNE e o Facebook proíbem conteúdo político direto patrocinado a nível de propaganda  mas os partidos optam geralmente por contornar a situação (Criticas aos adversários, coluna de opinião, anunciar comícios, entre outros conteúdos). 

legislativas no digital 2019

As Legislativas 2019 no Digital – Análise

Redes Sociais

A adaptação a um meio gera evolução e nesse sentido o Pan e a Iniciativa Liberal são os partidos que mais criam conteúdo para o seu público-alvo. A adaptação ao meio representa que o Pan seja o partido com mais seguidores nas redes sociais à frente dos partidos históricos e do agora não tão “fresco” Bloco de Esquerda, que conta com 20 anos de existência. Por outro lado, a comunicação direta e de guerrilha da Iniciativa Liberal tem gerado um aumento de seguidores em todas as redes sociais, sendo o único partido dos analisados com presença no Linkedin e comunicação ativa para inscrição no seu WhatsApp, serviço de chat que não apresenta corte de alcance ao contrário das redes sociais.

De salientar que o Bloco designa-se no digital como Esquerda.net funcionando como um meio noticioso para os temas e causas que defendem.

Anúncios nas Redes Sociais

Com o decréscimo do alcance orgânico, a utilização de anúncios nas redes sociais faz parte de uma estratégia de comunicação online. Contudo no período em análise, o PAN apesar de apresentar um maior número de seguidores, são a par do CDS, partidos sem uma utilização ativa de anúncios.

O PS apesar de atualmente ser governo investiu mais e melhor do que o seu eterno rival PSD, com o uso Pixel de medição e Remarketing.

Segundo os dados do Facebook Ads Library, o Bloco foi o partido que mais investiu em Facebook Ads (15 053€). Ao contrário da CDU não utilizam o Pixel para uma medição mais correta e recolha de dados no site para Remarketing, como o caso do PS, Livre e Iniciativa Liberal.

Além do maior investimento na rede Facebook (Inclui Instagram), o Bloco foi o único partido que já realizou anúncios pagos no Twitter.

Rede Google e Afiliados

Apesar de referidos no site Similar Tech  é impossível enunciar sem suposições e sem ter visto um anúncio. O PS e a Iniciativa Liberal utilizam a rede de afiliados AWIN, possivelmente para a colocação dos artigos do seu blog em sites escolhidos a dedo dos parceiros da plataforma. O suposto uso do Doubleclick por parte do Bloco e da Iniciativa Liberal permite alcançar o público-alvo em sites, redes sociais e apps parceiros da plataforma com uma segmentação precisa ao ponto de ser possível a escolha da afiliação partidária.

Comunicar Offline para ser notícia e partilhável no Online

cartaz iniciativa liberal

De todos os partidos, a Iniciativa Liberal (IL) tem apresentado maior criatividade e guerrilha na sua comunicação. Desde de outdoors como forma de resposta ao outdoor “vizinho” (cumprimos / com primos ) a outdoors que fogem completamente à norma.

Grande parte dos outdoors criativos são idealizados por Manuel Soares Oliveira, Diretor-Geral da agência Mosca e criativo voluntário para a IL.

“Um simples outdoor pode ser mais do um simples outdoor. Vivemos numa época em que todos têm uma máquina fotográfica no bolso e a vontade de partilhar conteúdos nas redes sociais. Por isso, um outdoor em 2019 deve ser pensado no potencial viral que possa vir a ter nas redes sociais. O reach é enorme quando se aposta na criatividade. Este outdoor da Iniciativa Liberal prova este ponto. Foram milhares de partilhas, artigos de jornais e reportagens na TV. Depois disto, fica difícil justificar não apostar na criatividade” refere em publicação no seu Linkedin.

Os partidos no Digital

Na era das fake news e publicações populistas com dados falsos, a comunicação nos canais dos partidos deve ser cada vez mais enquadrada para as pessoas. O combate às fake news apenas se consegue com ideias simplificadas na sua transposição no digital. O Pan e a Iniciativa Liberal são o exemplo que existe pessoas interessadas em partidos e nas suas respetivas ideias.

Fontes: https://www.facebook.com/ads/library/?active_status=all&ad_type=political_and_issue_ads&country=PT

www.similartech.com

Como comunicar eventos nas Redes Sociais e vencer o algoritmo

A comunicação de eventos nas redes sociais dá um real significado à função de “Social Manager Manager” porque requer grande sensibilidade para jogar com timings mas também em gerir egos das “caras do cartaz” e parceiros.

Este artigo não aborda uma verdade absoluta e retrata uma opinião pessoal com base em 8 eventos geridos e o respetivo feedback online (antes/durante e após) e lotação offline. 

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A fase pré-evento também serve para entender sobre interações na primeira hora após publicação. É importante definir três horários de posts em caso de posts múltiplos e com uma diferença horária de 4 horas para minimizar a diminuição do alcance por “overdose de posts”. A publicação que irá “criar mais barulho” deve entrar no horário onde foi mais frequente existir uma interação maior e imediata.

Definição de fases de Comunicação pré-evento

  • Fase Teaser ou Fase Surpresa – Um evento pode ser lançado com teasers ou de repente sem aviso mas é a altura ideal para criar zumzum e comunicar a hashtag do evento.
  • Fase Heavy Metal –  A partir daqui não há dias mortos. Tempo de criar barulho! Os nomes do cartaz são o grande chamariz para um evento. Torna-se importante criar uma estratégia dos nomes a revelar. Nota: É necessário guardar um nome reconhecido pelo público em geral para ser a última revelação e desse modo criar mais “hype”.     

Exemplo de estratégia:

– Divulgação do galardoado no TOP 100 de uma lista no presente ano.

– Divulgação do galardoado com dois prémios máximos na área.

– Divulgação de alguém com presença mediática. Daí para a frente não divulgar dois perfis semelhantes de seguida, de modo a criar uma maior abrangência. 

  • Fase CríticaApós três nomes lançados torna-se importante diversificar o conteúdo para “não massar” audiência e gerar mais buzz. A desmistificação do conceito pode ser um bom ponto de partida.

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  • Fase Ir com Tudo Na semana antecedente do evento divulga-se o último nome (o tal nome familiar pelo público) e realiza-se a press/contacto para ser notícia no maior número de meios com relevância e credibilizar o evento. A realização de ADS para chegar ao público-alvo escolhido permite chegar às pessoas mas sermos referidos por um outro meio. Além deste conteúdo, gifs e excertos de vídeo são boas formas de alertar para o evento. 

Nota: Aparecer na NIT(exemplo) não garante notoriedade por si só. Se observarem um feed de um jornal online, poucas são as notícias que ganham tracção. A ideia de aparecer passa pelo foco exclusivo de anunciar(Facebook Ads) pelo canal do evento, uma notícia de um canal externo, ou seja quebrar a barreira da “desconfiança” e ser legitimado por um meio de comunicação.

Redes Sociais e o Conteúdo

O público-alvo determina a presença em cada rede social. Neste artigo irei focar em Facebook e Instagram devido a minha experiência nas mesmas.

  • Facebook – A criação do evento permite o público aderir mas também convidar amigos. A grande vantagem são as notificações automáticas que relembram a data aos interessados. Por outro lado, a cada post colocado no evento também recebem notificação. Por esse prisma, convém apenas colocar publicações chave para não correr o risco de as pessoas desligarem as notificações!
  • As páginas de evento também permitem a criação de sondagem de múltiplas votações que geram engagement sobretudo aquando partilha na página principal.  Exemplo de sondagem: Qual o orador que mais anseiam ver?

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  • Instagram – A nível de stories permite criar um countdown, lançar teasers em vídeo e encaminhar para vídeos completos no Feed, mostrar o making-of, entre outro tipos de conteúdo. A nível do feed convém manter uma estética que seja fácil de visualizar e entender os acontecimentos do evento mas também conteúdo visual “instagramável.”

Tipos de conteúdo nas redes: Vídeos curtos (podem ser aproveitados de edições passadas), Vídeos conceptuais – entrevistas, mini-documentários etc, Imagem ou Gif criativos ou informativos, artigos em blog, etc.

Exemplo realizado na extinta L4D para o evento Vagos Sensation Gourmet (imagem do portefólio da agência)

Arranjar formas criativas e alternativas de divulgação

Há páginas ou pessoas com uma audiência vasta e permitem organicamente alcançar o seu público. A criação de conteúdo com a linguagem própria do canal passa nativamente como um conteúdo próprio do mesmo. Por outro lado, ao serem convidados para falar/atuar no evento/ter uma zona específica (Exemplo: Blogger´s Zone), permite divulgarem a sua presença no evento nas suas redes sociais.

Exemplo feito pelo Centro Comunitário Gafanha do Carmo – o Lar mais viral do país 

Comunicações de micro-eventos com inscrição

Um evento maior pode conter micro-momentos com workshops que requerem inscrição prévia. Entre diversas soluções de comunicação das mesmas, as mais tradicionais passam pela criação de um evento especifico + anúncio segmentado + posts a divulgar na página principal ou a criação de post na página principal + partilha no evento + anúncio segmentado. Ambas requerem criar urgência com publicações de últimas inscrições. 

Comunicação durante o evento

Com equipa maior ou menor, mais ou menos meios não existem razões para não comunicar! Imaginando que o meio é apenas um Smartphone…nada impede de tirar fotografias, criar panorâmicas, mini-vídeos, diretos e até mesmo dar o Smartphone a um convidado carismático antes de entrar em palco e fazer um direto!

Por outro lado, mais meios e uma equipa maior permite diversidade e um aumento de qualidade dos conteúdos.

Imaginando uma equipa composta por 4 membros ( Social Media Manager, Fotografo, Vídeo e Jornalista), a tarefa do social media manager passa por gerir os timings e contextos dos posts para uma maior interação mas também gerir a equipa e a captação de momentos, dado podem existir dois acontecimentos ao mesmo e cabe ao “manager” avaliar em que momento deve o fotografo estar presente em cada atuação.

Cada post deve ser pensado para a audiência como um conteúdo a ser consumido por quem se encontra no evento e quem acompanha pelas redes sociais no momento mas também “fora de horas”. O conteúdo não pode ter uma data de validade para quem visita a página durante o evento e nos dias seguintes após o seu fim. Portanto, uma foto que anuncia o começo de x atuação não beneficia em nada a comunicação. Um resumo do acontecimento apresentará sempre mais “sumo” e conteúdo mais durável. A colocação de várias fotos aumenta o alcance orgânico e consequente alcance pela interação, exemplo cliques.

 

Contudo se existe uma foto de qualidade pode ser feito um contexto pré-acontecimento mas a audiência irá interagir pela qualidade da foto em si e não pelo seu texto.

Ter um fotógrafo que capta momentos de forma sublime alavanca a comunicação! Mas também requer saber os tempos e entregar o seu conteúdo da melhor forma mas também o conteúdo gerado pelos utilizadores. 

Vagos Insta

Por exemplo, a seleção das melhores fotos diárias devem ser colocadas na manhã seguinte para não perder timing e onde por norma os eventos estão sem ação. Não basta colocar por colocar…é importante escolher as fotos de destaque e criar um contexto para o clique. 

Citações

Um evento faz-se de pessoas!! Dar voz e cita-las é uma maneira simples e funcional de gerar e colocar conteúdo.  Exemplo de contexto criado aquando publicação da entrevista com Cátia Gourmon “As pessoas que vivem ao pé do mar vivem com uma aura especial”. Verdade, não é? As palavras de Tia Cátia no seu regresso ao Vagos Sensation Gourmet!

Pós-Evento

O Pós-Evento permite recolher feedback mas também lançar conteúdos que ficaram de fora porque iriam perder destaque entre as imensas publicação no dia do evento. Exemplo de entrevista com X personalidade.

Uma boa forma de gerar interação e empatia é a criação de um texto emocional de agradecimento após o último dia do evento.

Tudo é uma questão de timing. Na era do vídeo a imagem não basta e o after-movie final deve ser lançado no máximo uma semana após o evento, sendo que após 3 ou 4 dias seja o ideal porque o evento ainda se encontra “quente”.

Video After-Movie (Por bug não foi permitido fazer embeed direto de um canal próprio do evento)

Gestão de Egos

A comunicação de um evento passa muito pela sensibilidade e gestão de egos.

Exemplo: Se determinado vídeo tiver um influenciador na thumbnail, a sua expressão facial deve estar a sorrir. A missão de um social media manager passa muito por escolher onde as pessoas e o seu trabalho estão favorecidos mas também favorecer o evento nos momentos mortos. É normal que determinados horários levam a uma menor afluência mas as fotos não podem demonstrar tal, porque ninguém quer ir para um evento vazio!! 

A gestão de egos também passa por entender se o fotógrafo não conseguir desdobrar em dois locais ao mesmo tempo e se necessário registar um momento, capta-lo com o smartphone. Imaginem o seguinte: Todas atuações foram publicadas na rede social mas uma não foi registada! O momento simbólico da atuação não poderia ser partilhado nas suas próprias redes sociais e isso é problemático.

Por outro lado, os patrocinadores em alguns casos, em vez de criarem momentos interactivos no offline para aparecer no online, insistem que devem ser comunicados individualmente na rede. Imaginem que seria criar 50 publicações diferentes sobre patrocinadores no feed…isto estragaria a dinâmica do algoritmo e o trabalho de gerar uma comunidade que interage, dado são conteúdos sem interesse para interagir. A solução passa por criar um álbum com uma foto para cada um e onde são devidamente mencionados com um texto personalizado, isto permite partilharem o seu logótipo num template com as datas do evento na página da marca.

O caso muda de figura com o Main Sponsor que requer um maior destaque pelo seu investimento financeiro.

Anúncios Pagos

Uma página orgânica dificilmente alcança o maior número de pessoas possíveis e a estratégia depende de alguns conteúdos patrocinados antes, durante evento e pós-evento, no caso do vídeo final:

  • Vídeos atrativos sobre o evento (5 coisas a fazer no evento, Vídeo com momentos da edição passada e anunciar cartaz etc)
  • Divulgação dos cabeça de cartaz individualmente ou em formato carrossel
  • Evento
  • Conteúdo temático, exemplo post criativo no São João e respetiva ligação com o contexto do Evento
  • Artigo Blog ou Notícias
  • Remarketing ou anúncios para fãs da página

Como as mulheres começaram a fumar | A criação do desejo no subconsciente

“O ser humano é esquizofrénico e mentiroso” é uma frase que permanece na minha memória. Luís Rasquilha, professor e consultor em inovação, refere a frase de Carlos Coelho, em que num contexto comercial não devemos perguntar o que as pessoas querem ou gostam mas sim antecipar os seus desejos.

Segundo Freud, os seres humanos escondem forças sexuais e forças agressivas primitivas bem dentro da mente e em caso de não controlo levam a sociedade para o caos e destruição. A irracionalidade das pessoas foi o ponto de partida para Edward Bernays, pioneiro em relações públicas e propaganda combinar teorias psicológicas com marketing para controlar decisões e ligar produtos que as pessoas não necessitam a um desejo do subconsciente. 

Como as mulheres começaram a fumar

Antes do século XX, o ato de fumar era um hábito inadequado para as mulheres e visto como objeto de prostitutas. O tabagismo nas mulheres era imoral ao ponto de estados americanos terem tentado a sua proibição. Na margem da lei existia uma grande pressão para não se fumar ao ponto de mulheres baterem em outras mulheres fumadoras. E no cinema existiu pressão perante cineastas para a colocação de mulheres fumadoras apenas em representações de algo “menos digno”.

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Durante a década de 1920 começou a haver esforços para uma mudança de paradigma. Mas a mudança apenas aconteceu em 1929 quando George Hill, presidente do American Tobacco Corporation pediu a Bernays para abrir o mercado porque ao um género não fumar perde-se metade da quota. 

Bernays aceitou o trabalho perante condição de ida a um psicoanalista para entender o que os cigarros significam para as mulheres. –  Representa o símbolo do pénis e o poder sexual do homem, disse ele. Portanto para as mulheres fumarem, Edward Bernays teria de conectar os cigarros com a ideia de desafiar o poder do homem. 

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O Dia D  – A ação de Marketing que revolucionou o mercado do tabaco 

Na parada de Páscoa em Nova Iorque, Bernays convenceu um grupo de mulheres a esconder cigarros debaixo das pernas e no seu sinal acender o lume durante a marcha. Enquanto tal não acontecia, avisou à imprensa que um grupo de mulheres iria protestar com o slogan “Torches of Freedom” (Tochas da Liberdade).

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O momento foi captado por fotógrafos gerando noticia na América e no mundo. O slogan não é inocente dado traz à memória a estátua da liberdade, um símbolo do país e todos que acreditam na igualdade mentalmente sentiriam obrigados a apoiar o consumo de tabaco entre as mulheres.

Ao o tabaco ser socialmente aceite no feminino, as vendas naturalmente dispararam. Um objeto irrelevante tornou-se em algo simbólico pela sua representação social. Os cigarros eram uma maneira de as mulheres lutarem por direitos iguais aos homens e simboliza ainda hoje independência e rebeldia mas também glamour e sedução.

Contudo apesar dos malefícios conhecidos no presente, a percepção irracional que fumar gera independência tem gerado cada vez mais mulheres fumadores segundo dados da Sociedade Portuguesa de Pneumologia.

Bernays e a sua influência na comunicação de massas

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Várias empresas contrataram os seus serviços após o sucesso na indústria do tabaco. A revista Cosmopolitan foi uma dessas empresas e serviu como meio na comunicação dos produtos dos seus clientes em artigos e anúncios com estrelas de cinema.

A influência de Bernays também foi além do uso de estrelas de cinema (e no uso de marcas nas passarelles e descritas na revista). Foi também pioneiro no uso de estudos encomendados que proclamou como independentes para a comunicação dos produtos dos seus clientes.

E-Commerce: As estratégias que me fizeram comprar um casaco de Hong Kong

Ao visitar uma loja online pode existir uma questão de desconfiança contudo cabe à marca gerar credibilidade complementando com estratégias de marketing e comunicação que reforçam a compra. Da pesquisa, da indefinição à conquista final neste artigo conto todo o processo que me levou comprar um casaco de uma marca do Hong Kong!

O negócio no digital pode criar uma ilusão de facilidade pela leviandade apresentada em certos cursos, workshops, publicações nas redes, empresas, etc.

SEO – Conhecer a marca através do Google

Ao realizar a pesquisa Google “Souvenir Jacket” deparei-me na segunda posição com um artigo jornalístico sobre a história cultural dos mesmos. Apesar de na pesquisa a marca apresentar-se na sexta posição não me percebi dado o artigo chamou-me mais atenção do que as lojas e marketplaces (Amazon e Etsy).

O artigo refere a palavra “Sukajan” tradução original dos casacos em japonês. A pesquisa da nova palavra apresentou 3 lojas online, a definição do wikipedia e a categoria dos casacos no marketplace Etsy.

SEO

Site – Segurança, Incentivos à compra, Informação Detalhada e Reviews

Num primeiro impacto o site apresenta segurança com uso de HTTPS. Aliado ao uso de segurança apresenta um foco agressivo no desconto em que é mencionado duas vezes de forma distinta. Por outro lado no ecrã recebemos notificações pop-up de compras recentes.

Site

O site apresenta informação detalhada sobre pagamentos, entregas, devoluções e zona de tracking da encomenda gerando mais credibilidade.

pagamentos e termos

O site apresenta uma página com todas as reviews além das criticas dos produtos na sua respetiva página.

reviews

Contudo registei no site mas não comprei…estima-se em média apenas 2% do tráfego de um E-Commerce efetua a compra na primeira visita 

Remarketing – Relembrar o produto 

Ver slide

 

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remarketing é uma forma de abordar pessoas que interagiram anteriormente com o website, os dados são captados através da configuração de um pixel. A marca Koisea apresenta uma publicação do seu best seller com um cupão de desconto para quem visitou o produto! Contudo também apresenta a mesma publicação para uma audiência mais geral tendo mais de 19 000 gostos, 1000 comentários e quase 3000 partilhas.

Por outro lado, também apresentam Remarketing Dinâmico nas redes sociais (necessário ter um catalogo de produtos associado ao pixel no Gestor de Anúncios do Facebook) e na rede display do Google (necessário configurar um Google Merchant). O remarketing dinâmico apresenta anúncios de forma automática a visitantes anteriores com os produtos visualizados ou adicionados no carrinho

Voltei ao site e li informações sobre tamanhos e entregas na página do produto. Com as dúvidas respondidas comecei a preencher os dados!

informacoes.png E-Mail Marketing

Entretanto comecei a preencher os dados e parei…contudo enviaram um E-Mail a relembrar

email marketing

Ao visitarmos o site Similar Tech , uma página que permite obter informações das ferramentas web e de marketing utilizadas concluímos que utilizam a plataforma paga Klaviyo para automação do processo de E-Mails.

Ao concluir a compra automaticamente passados uns minutos recebe-se um e-mail do fundador a agradecer a compra transmitindo as boas-vindas à família, mais informação sincera dos e-mails que iremos receber (promoções, etc) além da abertura de resposta ao e-mail caso surgir algum problema com a encomenda.

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Porém o E-mail do carrinho abandonado não foi o que me levou directamente a finalizar a compra

Redes Sociais – Conteúdo gerado por clientes

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Ao ver um repost no Instagram cliquei no perfil e reparei em algo curioso. A marca é de Hong Kong e a pessoa da Grécia.  E sobretudo veste o casaco na foto de perfil e no total o casaco encontra-se presente em 3 fotos do seu feed!! Após várias reticencias finalizei a compra ao ver uma cliente super satisfeita.

O resumo do processo

A marca realizou a fase de aquisição através de SEO, sobretudo pela junção de palavras-chaves com segurança SSL, adaptação mobile e velocidade do site para uma melhor posição.

Em seguida realizou a ativação através da informação fornecida no site e promoções bem detalhadas.

Contudo foi necessário remarketing (Facebook e rede de parceiros Google) mas sobretudo um remarketing com cupão de desconto e e-mail marketing de carrinho abandonado para gerar retenção 

Mas apenas obtiveram receita após terem uma rede social credível com seguidores, comentários reais e sobretudo conteúdo dos seus clientes! E após receita, o pós-venda reforçou a credibilização da marca com uma mensagem pessoal e oferta de suporte. 

Ou seja, a venda no online envolve a criação de um funil contudo esse mesmo funil pode apresentar variações conforme o comportamento da pessoa porque nem todo o cliente irá gerar receita na mesma fase. Mas torna-se essencial sobretudo garantir a eliminação de dúvidas por parte do consumidor e entregar o produto sem falhas para a sua review e boca-a-boca contribuírem para o crescimento da marca.

Vender no Digital – A leviandade que se aborda em Portugal

Em Portugal fala-se do digital com uma grande leviandade e existem empresas que vendem o serviço com o pior argumento de todos: – 4 mil milhões de pessoas utilizam a internet.

❌ Seriam necessários 100 mil milhões € para atingir entre 393M – 1137M utilizadores do Facebook e a maioria das pessoas nem são o target do produto/serviço.

O Portugal 2020 e outros sistemas de incentivo trouxeram um acesso fácil ao capital para a criação de negócios online, contudo o trabalho difícil surge após a criação do produto e loja e-commerce.

❌ Muitas empresas não apresentam mercados-alvo bem definidos

❌ Há empresas com pretensão de vender no UK(exemplo) sem budget para competir num mercado altamente competitivo

❌ Há empresas sem budget apropriado para campanhas de marketing digital na respectiva área(mesmo com o foco exclusivo em Portugal) O digital pode criar uma ilusão de facilidade pela leviandade apresentada em certos cursos, workshops, publicações nas redes, empresas, etc. Mas essa mesma leviandade gera muitos sonhos utópicos e lojas online com o site em baixo, apenas um ano após a sua criação com fundos comunitários.

Nota Extra 

A marca também utiliza publicidade programática,  uma forma automatizada de comprar espaços publicitários na internet e permitindo alcançar o público-alvo de uma forma mais segmentada e precisa. Orçamento mínimo para uma campanha de programática: 5000 euros.

 

Aplicações Cloud

E-Commerce: Da resposta nas redes sociais à venda

Regra número 1: Não há perguntas parvas. 

Responder nas redes sociais é uma arte e não um sacrifício.  Contudo aquando agências não são contratadas para community managament, em alguns casos, empresas/empresários não dão o devido cuidado ao seu cliente.

Durante um mês realizei um teste para provar a um cliente na área de e-commerce que responder bem e rápido converte em vendas. Resultado: Foi o melhor mês de sempre da recente loja online e aproximadamente 500 euros foram gerados diretamente através de comentários/mensagem privada.

1) Pergunta frequente – Preço

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Estando o preço na publicação ou não, as pessoas irão perguntar pelo preço e comentar que “está na imagem” ou “está no site” não ajuda em nada o potencial cliente. A arte de responder envolve dar a resposta pretendida e ir mais além com informação útil para o processo de compra, como envio de link do produto, portes e prazos de entrega.

Responder mensagens privadas em horas tardias

Uma cliente enviou uma mensagem às 23 horas da noite para esclarecer uma dúvida? É um excelente momento para converter em venda.

Enquanto que a concorrência espera pelo dia seguinte, a atenção dada numa hora tardia gera um sentimento de gratidão que se expressa com frases como “obrigado por responder a esta hora, sei que é tarde”.

Solucionar o problema

Segundos dados do INE apenas 37% dos portugueses realizaram compras online. A primeira compra online pode ser complexa para certas pessoas ou terem receio de fazerem “algo mal” e aí temos de apresentar uma solução.

A solução:  Pedir os dados e criar uma conta, realizar o pedido de compra e enviar a referência multibanco por mensagem privada (na conversa aberta).

Rapidez na resposta

No online quando as pessoas contactam esperam uma resposta imediata e não dar uma resposta imediata resfria o impulso da compra.

Modelo de resposta

Olá Nome de pessoa, o produto x tem o valor de x euros. Os portes são gratuitos em compras superiores y euros e as entregas são realizadas em Z/h úteis. Se tiver mais alguma questão ou pretender uma sugestão estamos ao dispor 🙂

E-Commerce: Da resposta nas redes sociais à venda

A interação gera credibilidade além do apoio demonstrado humaniza a loja. É certo que haverá pessoas que não irão agradecer nem comprar após uma pronta resposta às 23:30. Mas para empresas recentes, responder e a personalização de resposta são factores diferenciadores, contudo torna-se necessário ter motivação para viver do negócio invés de ser um hobby.

Certo dia, o Miguel Esteves Cardoso no programa de conversas “Fugiram da Casa dos Meus pais” comentou que “Quando peço ao servente de um restaurante – O que me recomenda. E se ele responder – Recomendo tudo, aqui tudo é bom. Eu levanto-me e saio”.

E no online não é diferente! Quando as pessoas não são ajudadas tendem a sair e comprar noutro lugar online ou físico.

 

 

Oh não! Mais um Dia Mundial nas Redes Sociais

Nas redes sociais o contexto funciona como rei porque um conteúdo sem contexto transforma-se num sapo difícil de engolir.

As redes sociais dão a conhecer diversos dias mundiais até agora desconhecidos mas em muitos casos sem um encaixe para a marca ou rasgo de criatividade e uso de imagens genéricas do banco de imagens.

Num contexto offline, uma empresa que vende tecnologia não distribui flyers com o dia mundial do bolo de chocolate! (True Story)

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Se não existe uma aplicação em contexto de negócio, os dias mundiais distorcem com a atividade praticada na empresa ou as causas sociais apoiadas.

Exemplos

Aquando responsável das redes sociais da Ben Goji, uma marca com um espírito mais irreverente, foi utilizado o dia do sexo para comunicar o quanto confortável são os sapatos mas fazendo uma alusão subentendida a preservativos e a sua não remoção.   

A criação de um contexto trabalha a percepção e serve um propósito para alcançar um objetivo perante o receptor. Em social media, o enquadramento é essencial para “encher” o conteúdo e não torna-lo vazio e inócuo. Ou seja, uma publicação sem contexto perde força e impacto!

No Dia Mundial do Rock, por exemplo,foi criado um “cartaz” de festival com modelos da coleção Helter Skelter, com sapatos inspirados em músicas do mesmo género.

 

Embora não seja possível em alguns setores o uso da criatividade adaptado ao dia festivo + empresa/produtos, contudo torna-se necessário diferenciar para despertar a atenção no feed(Vídeos, etc).

 

Exemplo realizado aquando colaborar da  agência de Marketing – Live4Digital