“Os Americanos encaram o falhanço como algo banal a caminho do sucesso.”​

A Rute define-se como “estrategista que adora construir projetos do zero”.

Diz ser uma Hip Hop Head (aos 16 foi co-fundadora da primeira revista online de Hip Hop de Portugal), contudo também tem Head para o Marketing!

Trabalhou no mundo corporativo para duas multinacionais onde lançou novos produtos e reestruturou todo um departamento de marketing. Aos 22, largou um desses empregos para aventurar no comércio electrónico.

Já fez uma loja pop-up de 3 meses num grande shopping onde vendia caixas de música alemãs. Foi gerente de marketing numa empresa de eventos, fez consultoria, trabalhou no Dubai “sem um título oficial e adorou cada minuto”, criou start-ups e hoje em dia é Fiel Marketing Manager na Rancher Labs, nos EUA.

No Desconstruindo#10 vamos conhecer muito da sua carreira, dos desafios e experiências, mas também da diferença entre mercados. (E a seguir à entrevista oiçam o Podcast onde participa Casa Trabalho Casa, é um dos meus favoritos!!)

Marketing e Marketing Digital serem um só. Rap e Trap serem o mesmo estilo. E ambas, atualmente fazem parte da sociedade de uma forma mais abrangente. Há mais parecenças que diferenças entre o Hip Hop e o Marketing? 

Sou Hip-hop head e um bocado purista por isso não sei se concordo que Rap e Trap são exactamente o mesmo estilo… a relação é mais de género e sub-género e penso que talvez este paralelismo fosse adequado há 10 ou 12 anos atrás quando o digital surgiu como uma disciplina do marketing mas hoje em dia o digital está presente em quase todas as estratégias de marketing e desdobra-se ele mesmo em tantas “sub-categorias” que não me parece uma comparação adequada.

Agora, a cultura Hip Hop moldou-me como marketer e há muito a aprender com ela, para quem se interessar. Achas que é difícil escrever um tweet e passar a mensagem em apenas 280 caracteres? Experimenta fazê-lo num verso onde todas as palavras rimam entre si, fluem num beat dentro do tempo e ainda têm duplos sentidos.

Aprendi tudo o que sei sobre copywriting a “estudar” lendas do liricismo no rap. Outras lições valiosas incluem storytelling, product placement e como criar tribos e comunidades – artistas bem sucedidos em géneros alternativos como o hardcore ou indie mostram bem o poder que têm mil fãs verdadeiros (1,000 true fans).

Portugal, Emirados e EUA. Quais as maiores diferenças culturais, profissionais e a nível de marketing e road map/go to market? 

Em Portugal há as óbvias barreiras inerentes a um mercado bastante pequeno e com um poder de compra limitado. Temos ainda um longo caminho a percorrer no digital e na modernização das empresas. As diferenças culturais são mesmo muitas. Nos EUA há uma cultura muito forte de produtividade e focada em resultados, em crescimento rápido, o que é bom mas que também pode resultar num ambiente de trabalho com maior pressão (até porque não há grandes proteções laborais).

Há uma tolerância ao risco muito maior, há espaço para testar e falhar, investe-se muito mais em ferramentas e em formação. São mais pragmáticos e menos formais: os títulos não importam tanto e, embora isto varie conforme o ambiente é mais ou menos corporate, não há a cultura dos doutores e engenheiros que sempre me criou uma certa alergia em Portugal.

Há menos barreiras à entrada, é mais fácil criar um negócio e lançar um produto, mesmo que seja de nicho. Em Portugal temos a tendência a sub-valorizarmo-nos e isto nota-se nas políticas de preço. Muitos empreendedores têm receio de cobrar um preço justo ou adequado ao posicionamento que pretendem, nivelam por baixo e isso mata um negócio à nascença.

Os Emirados são um pouco um mundo à parte. Já mudou bastante desde que lá trabalhei (de 2013 a 2015) mas na altura foi uma mudança de escala que me impressionou. Passei de ter de fazer esticar orçamentos sempre muito curtos em Portugal a de repente ter capacidade para fazer coisas ambiciosas sem que o investimento fosse questionado.

A caricatura do luxo tem um fundo de verdade, há realmente uma cultura de querer fazer tudo em grande. Por outro lado, o ritmo de negócios em si é lento, bastante lento. É o ritmo do deserto. Há muita sempre muita burocracia e culturalmente as coisas levam o seu tempo (a não ser que estejamos a falar de construção… erguem-se arranja-céus “em dois dias”).

O facto de conviverem ali muitas nacionalidades diferentes torna o mercado de trabalho muito interessante, aprende-se muito com as perspectivas diferentes e há toda uma sensibilidade que tem de se ter com a cultura local e o background de cada um.

Em termos de go to market achei muito interessante porque havia um ecossistema de startups dinâmico mas com alguns desafios muito específicos.

Nos EAU há poder de compra elevado mas o mercado em si é pequeno, então para ganhar escala estruturam-se negócios para actuar em toda a região do golfo ou no médio oriente no geral. O problema é que se trata esse mercado como se fosse unificado só porque partilha a mesma língua, mas depois na prática a região é muito fragmentada. São culturas diferentes, leis diferentes e até a língua árabe em si difere muito, o que complica as coisas.

O que é que Nova Iorque, Dubai e Portugal têm em comum? Comida excelente. Fora de brincadeiras, não encontro muitos pontos comuns entre fazer negócios (ou marketing) nos três sítios.

A nível de empreendedorismo, a cultura americana é mais receptiva ao falhanço e em Portugal é encarado como um fardo. Tens algum projeto próprio que não correu como planeado e quais as lições que tiraste? 

Quem me dera que fosse só um! Tenho vários e as lições também são várias. Algumas são muito específicas para cada negócio, por exemplo o primeiro que lancei quando tinha 22 anos falhou por inexperiência, porque estava dependente de um único fornecedor e quando houve uma quebra no fornecimento não consegui colmatar a perda de receitas.

Outros falharam porque eram nichos demasiado pequenos em Portugal para serem rentáveis.

Talvez as duas lições mais importantes que retirei de negócios que não correram como esperavam foi que (1) os teus cofounders e as pessoas com quem escolhes trabalhar são mais importantes do que a ideia ou modelo de negócio, e (2) o empreendedorismo é um caminho difícil e é fundamental ter um propósito que nos guia porque correr apenas atrás do dinheiro não é suficiente. Estes dois elementos (equipa e propósito) são essenciais para nos segurarem nos pontos baixos porque é mesmo uma montanha russa.

Já que mencionaste a diferença entre a cultura Portuguesa e Americana, tenho uma história curta que a ilustra perfeitamente.

Há 10 anos atrás um sócio-gerente perguntou-me numa entrevista de emprego com um tom desafiante: “se o teu negócio falhou, porque é que devo confiar em ti para gerires a minha empresa?”. No ano passado, numa entrevista com o CMO da empresa para a qual trabalho agora mencionei que a minha startup tinha falhado e ele responde-me apenas: “good for you.”

Os Americanos encaram o falhanço como uma ocorrência banal a caminho do sucesso. Nós temos culturalmente um grande estigma com isto. E apesar de eu ter uma boa tolerância ao risco e ser bastante optimista, não sei muito bem lidar com o (meu) insucesso. Não estou habituada a falhar e tenho que fazer um esforço consciente para contrariar isto. Essa é a terceira grande lição: é importante ultrapassar rapidamente o desânimo e a desilusão porque quanto mais cedo o fizermos, mais cedo seguimos em frente rumo ao projecto seguinte.

Há sucessos que marcam. Em 2011, fizeste parte da equipa que conceptualizou e levou à criação do Live Beach, em Mangualde(e que ainda perdura). Qual foi a estratégia aplicada e qual a lógica do local escolhido? 

Fizemos um estudo de viabilidade económica. Logo há partida havia dois critérios que eram absolutamente essenciais: tínhamos de escolher uma cidade do interior longe o suficiente da costa para não concorrer com praias naturais e era necessário um mínimo de habitantes para que o investimento fosse rentável.

Identificámos a zona de Viseu como ideal porque cumpria estes dois critérios com o acréscimo que a população cresce bastante no Verão com o fluxo de emigrantes que regressa para as férias na sua terra Natal. Depois é uma questão de encontrar uma autarquia receptiva ao projecto pois o alinhamento com os governos locais é fundamental neste tipo de investimento. Encontrámos em Mangualde um excelente parceiro.

Ao longo do teu percurso trabalhaste várias vertentes do Marketing e em diferentes áreas. A abrangência é essencial para a especialização ou a abrangência permite mais opções de fazer carreira trabalhando diferentes projetos? 

A tendência actual é para a híper-especialização e como tal o recrutamento depois também acaba por refletir isso mesmo. Vê-se nos anúncios em que, pela lista de critérios (um bocado irrealistas, diga-se de passagem), se deduz que se procuram profissionais com vários anos de experiência em determinada indústria, determinada vertente (e sub-vertente) do marketing e às vezes até X anos a trabalhar com determinadas ferramentas.

Esta tendência é boa e má. É boa porque nos permite ser mais precisos tacticamente mas é má porque pode produzir profissionais sem visão periférica e que não têm bases sólidas naquilo que é fundamental.

Quem tira cursos profissionais de alguns meses para ganhar competências numa vertente específica deve procurar entender onde essa peça encaixa na estratégia de marketing. Também existe um maior risco de obsolescência: é preciso estar constantemente a aprender para não sermos ultrapassados por ferramentas e tendências que de repente são a nova moda. Quem tem bases consegue facilmente adaptar-se, mas estas não podem faltar.

Eu escolhi propositadamente a abrangência (vs. a especialização) e tenho tido o privilégio de ao longo da minha carreira ter passado por inúmeras indústrias diferentes, funções completamente distintas e mercados geográficos distantes.

Portanto teoricamente a abrangência permite fazer carreira a trabalhar em diversos projectos mas não é nada fácil. Mesmo para um profissional senior, encontrar emprego com um CV abrangente pode ser um entrave quando do outro lado estão à procura de alguém que caiba numa caixa. Especialmente para um recrutador que é quem faz a primeira triagem de CVs e tem uma lista de requisitos à frente.

É preciso ligar os pontos no CV para o recrutador e deixar claro que existe um fio condutor no nosso percurso senão caímos facilmente em estereótipos negativos: job hopper (salta pocinhas?), com falto de foco, à deriva, etc. Temos de saber reduzir essa incerteza, apresentando uma história com um fio condutor, demonstrar competências transferíveis e se possível ir directamente ao hiring manager. Isto dava uma resposta longa demais (costumo falar sobre este tema no Casa Trabalho Casa, o meu podcast) mas acrescento apenas mais isto: abrangência não significa falta de expertise. No meu caso desenvolvi expertise em estratégia e um bom estratega consegue identificar padrões em qualquer área.

A certa altura reestruturaste um departamento de Marketing. A estrutura é a base para o sucesso? E no presente, o Marketing é mais um comportamento do que um departamento?

Estava numa multinacional há 6 meses onde trabalhávamos muito em silos. Fui identificando pontos de melhoria e tracei uma estratégia de crescimento que implicava uma restruturação e contratações adicionais.

Fui espontaneamente ao CEO para a apresentar e foi bem recebida. A estrutura é fundamental para escalar o negócio mas sem dúvida que o marketing é um mindset que influenciar todas as decisões estratégicas e deve permear a organização de forma transversal. É da responsabilidade da liderança executiva estabelecer valores e uma promover cultura virada para servir os colaboradores (marketing interno) e o cliente, mas cabe ao marketing influenciar essas decisões, criar ferramentas e “evangelizar” mesmo dentro da organização.

Após um início numa multi-nacional, lançaste um e-commerce de merch de anime e lançaste uma pop-up store que até vendia caixas musicais alemãs. Passar do corporate para o “rock n roll” foi necessário para um “I Can Get Satisfaction”?

Desde o início da minha adolescência (quando percebi que nunca ia ser jogadora profissional de futebol) que sei que o quero é ter uma empresa minha.

Não tenho jeito nenhum para artes, mas tenho imensa criatividade e o que gosto de criar são projectos e arrancá-los do zero.

Despedi-me da multinacional onde trabalhava porque ao fim de um ano tinha estagnado em termos de aprendizagem e não tinha margem para expressar a minha criatividade.

Também não gostei particularmente do ambiente corporate, sou mais virada para uma cultura menos formal e mais ágil. Essas duas empresas foram força das minhas circunstâncias aos 22 anos. Entretanto tenho vindo a descobrir o meu propósito que ainda está solidificado nesse meu “sonho” de adolescente mas que hoje é mais maduro.

Não basta ser um projecto empreendedor. Tem de ser um negócio escalável que me permita criar inúmeros postos de emprego, desenvolver projetos interessantes e devolver à comunidade.

Tenho uma colecção de “pessoas” num bloco de notas que carrego comigo há anos. Pessoas talentosas com quem me cruzei ao longo dos anos e com quem gostaria de voltar a trabalhar. Adoro ver o potencial dos outros, perceber como as peças encaixam e no fundo o que ambiciono um dia é criar a estrutura necessária em torno dessas pessoas para que façam aquilo que fazem melhor e que as realiza.

A teu ver, quais são as próximas tendências no Marketing e quais as coisas que já existem nos Estados Unidos e que irão chegar em Portugal nos próximos anos?

Não me atrevo a fazer futurologia e já vivo fora há 7 anos para conseguir medir o pulso ao mercado português. Mas uma coisa que costumo recomendar a quem me pergunta como se manter relevante em marketing – visto que é uma área em constante evolução – é precisamente pesquisarem por anúncios de emprego no LinkedIn, definindo a área como marketing e a localização como Nova Iorque, Los Angeles ou Bay Area. E depois observar com atenção os resultados: ver os títulos dos empregos, as descrições de função, os requisitos pedidos.

É um exercício muito bom para identificar que áreas estão em crescimento, que ferramentas são utilizadas, que skills têm procura. As coisas às vezes levam um pouco a chegar a Portugal mas eventualmente chegam (e cada vez mais rápido) por isso é bom para estar um passo à frente.

Tenho várias colegas a trabalhar em marketing que me dizem que as empresas têm bases de dados gigantes mas não fazem quase nada com a informação dos clientes. Isto é literalmente deitar dinheiro pela janela fora. A tendência é para que TUDO seja medido e optimizado.

Algumas áreas a crescer imenso em b2b: demand generation, ABM, customer success, conteúdos (conteúdos a sério! Não é só escrever uns blogs), field marketing. Algumas destas áreas parecem “novas” mas quem anda nisto há uns anos facilmente percebe que são evoluções naturais de coisas que sempre foram fundamentais no marketing.

Uma função cada vez mais importante, à medida que os departamentos de marketing adoptam cada vez mais ferramentas (MarTech), é a de marketing operations.

Uma pessoa com conhecimentos de marketing que consegue analisar as necessidades de cada função no departamento, mapear esses requisitos, recomendar ferramentas, documentar processos e gerir essas mesmas ferramentas.

Na empresa onde trabalho agora, a minha equipa usa 43 softwares diferentes. Alguns são essenciais para o dia-a-dia e estão todos integrados entre si – se um deles falha tem consequências desastrosas. E quando pequenas coisas são optimizadas ou processos são simplificados, têm impacto imediato na nossa produtividade e resultados.

Se a tua vida fosse um Pitch, como seria?

Não sei se é propriamente um pitch mas gosto da máxima que diz que “ninguém te deve nada”. Isto representa duas coisas: (1) é o oposto de uma postura de entitlement – não esperamos sentados nem entregamos a responsabilidade do nosso sucesso (o que quer que isto represente para cada um) a terceiros, circunstâncias ou factores externos e (2) ao mesmo tempo faz com que não nos centremos tanto em nós. Parece paradoxal mas não é. Se nos focarmos em entregar valor, a cultivar empatia e ajudar os outros, eventualmente a balança equilibra-se. Não acredito no “Universo” mas acredito em compounding.

“Só pode ser considerada inovação se der frutos, senão é uma ideia.”​

Foi atleta de alta competição, participou na seleção nacional de basquete, e também foi campeã de kickboxing. Com mais de 11 anos de experiência, conta no seu portefólio com marcas como a Danone, Disney, Deloitte, Nestle e Microsoft. Com passagens pela Brandel em África à dinamarquesa Green Innovation Group, atualmente é CEO da Business Avenue, empresa que criou para ajudar empresas no Desenvolvimento de Negócios.

Foram duas frases da Vera que me levaram a pensar “É a convidada ideal para falar de negócios nos Desconstruindo”.

A primeira foi “Portugal, muito por ser um país “anfitrião” de outras culturas, tem um sentido de serviço muito forte. Independentemente da área de negócio, assisto muitas vezes o cliente a controlar o empresário e não o contrário.”

e um excerto no blog em inglês “(…)Numa das sessões estratégicas destes projectos, estava em curso um debate sobre um produto direccionado para a população local onde a marca sabia conscientemente que iria causar graves problemas de saúde e ainda assim a estratégia foi aprovada. Foi a primeira vez que saí de uma reunião, de um projeto e de uma carreira, no mesmo momento, apenas para dar voz aos meus valores.”

Portanto foi difícil escolher um título porque muito que diz é possível “quote”!!

Vera Costa Pereira no Desconstruindo #9 sobre Desenvolvimento de Negócios

Tal igual num combate os negócios podem ser um carrossel de emoções e dificuldades. A resiliência psicológica e a agilidade são o fator chave do sucesso para ser um Rocky em vez de um Rookie?

A tua pergunta fez-me viajar para um cenário com empresários ao som do “Eye of the Tiger” a subir energicamente as épicas escadas do Rocky.

Sabes eu sou uma defensora fervorosa da resiliência como principal “drive” para o sucesso, não acredito que consigamos nos apoiar na motivação nem no sonho, porque estes vão e vem. Agora a resiliência (e um toque de teimosia) é a capacidade que distingue os bem sucedidos, basta pensarmos nos indivíduos que admiramos, nas diversas áreas.

A resiliência permite executar e esse é o caminho mais perto entre o que somos e o que queremos ser.

Quando analiso uma Startup, analiso primeiro se o empresário tem os 3 C’s, i.e., se começa, se continua e se conclui os seus objetivos. Só assim nos podemos focar em fazer a empresa crescer.

Como o Desenvolvimento de Negócios e as Vendas podem trabalhar em conjunto para uma maior lucro?

Tínhamos pano para mangas, mas de forma prática o desenvolvimento de negócio é o ato de operacionalizar a estratégia.

Para começar é preciso interiorizar que um bom negócio sabe onde está e para aonde vai. Caso não tenha uma estratégia sua então significa que segue a estratégia dos outros, o que deixa o negócio fora de controle e à deriva.

Quando os objetivos estratégicos são desconstruídos em táticas para a organização estamos assim todos a remar para o mesmo lado, e os resultados surgem em mais vendas, mais faturação e mais liquidez. Este estado é a chamada “pilotagem”.

Mas nota, que muitos empresários têm como objetivo estratégico a faturação e isso limita-os à nascença.

O online e o crescimento do e-commerce e plataformas como o Shopify facilitam o lançamento de um produto mínimo viável e o teste ao mercado? E quais são os maiores erros ao lançar um produto e quais são os próximos passos cruciais após os testes?

A metodologia Lean veio revolucionar as startups e a criação de MVPs, contudo entrar no mercado com um produto frágil pode causar dissabores como, critica negativa, desajuste entre o preço real e o custo, problemas de distribuição, canibalização por parte dos players com mais recursos, entre outros.

O maior erro é o empreendedor não criar o MVP em torno do cliente e do seu perfil. O que eu quero dizer com isto, é que eu posso ter a melhor ideia do mundo, mas se não for vendável não adianta de nada. Outro erro é não fazer uma boa análise de riscos de modo a antecipar ou até mesmo colmata-los. Não me canso de reiterar a importância da estratégia em todas as fases do negócio.

Quanto aos próximos passos um dia ouvi a Sara Blakely – criadora da Spanx e presença assídua no Shark Tank USA – numa palestra a dizer o seguinte “The first thing you do is to hire your weakness.”, tenho de concordar com ela.

E quais são as maiores diferenças que notas em estratégias não tão funcionais e em estratégias com maior resultados? 

Posso apontar duas, que na minha opinião são transversais, a primeira são as crenças limitativas dos empresários. A estratégia não é boa apenas porque sempre se fez assim, a estratégia é boa quando agrada ao cliente ao ponto de o fidelizar e tem um bom retorno financeiro. De outro modo trabalhamos para aquecer e ninguém escolhe ser empresário para uma vida assim.

A segunda, vai de encontro aos empreendedores e ao mundo “iludido” das startups, a inovação é uma técnica para nos diferenciarmos no mercado e só pode ser considerada inovação se der frutos, senão é somente uma ideia. Temos e devemos construir as nossas ideias em torno de um cliente tipo, que normalmente sofre de alguma frustração ou dor que, o nosso produto vai colmatar.

O mundo dos negócios pode ser duro e com um grande foco no dinheiro. Como África mudou a forma que vês a vida e os negócios?

África tornou-me justa, verdadeira e a valorizar mais ética nos negócios que o dinheiro.

Eu sempre trabalhei com empresas com cultura nórdica, a primeira foi irlandesa, depois alemã e por aí em diante. Quando cheguei a Moçambique, foi um choque cultural imenso, um verdadeiro teste à minha resiliência enquanto ser humano e profissional. Vi muita coisa boa a acontecer, e tive oportunidade de lançar produtos que deixaram marca na sociedade moçambicana.

Por outro lado, vivi a crueldade da ambição. Perceber que eu fazia planos go-to-market de milhões e os operacionais que os executavam tinham um ordenado de 100 euros, foi das realizações mais duras da minha vida.

Por isso, hoje sou justa no meu preço, justa com os meus colaboradores e não faço floreados aos meus clientes.

Escreveste que “Aprendi a trabalhar fora de Portugal uma das lições mais complexas do mundo empresarial, a ginástica entre a empatia e a assertividade(…)”. O controlo por parte do cliente coloca a empresa ou o empresário de pernas para o ar? 

Garantidamente. Cria arrombos brutais na liquidez, pressão na equipa e no empresário.

Dou muitas vezes o exemplo do hamster na roda que corre, corre e não chega a lado nenhum, é desgastante.

E após o “pino” é possível voltar a ter controlo?

Claro que sim. Tem de se começar a pensar de outro modo, acrescentando valor ao nosso produto/serviço nos bons clientes – uma dica que costumo dar é pensar num rácio 1:10 em que 1 é o valor que o cliente paga e 10 são as coisas que recebe em troca – enquanto os educamos nas novas regras da casa.

Os clientes nocivos irão naturalmente à vida deles, e os novos já entram numa cultura diferente.

Parece fácil, mas como alguém comentou recentemente num dos meus posts “é na complexidade da simplicidade que está a dificuldade”.

Qual o resultado da tua carreira que destacarias num livro de negócios e qual foi a estratégia para alcançar?

Ufa são muitos, mas vamos lá…

A título de contexto, e para que percebas o porquê da estratégia, um dos grandes problemas de trabalhar com mercados africanos são as transações em dólares e a dependência que as empresas têm dos bancos e da disponibilidade de moeda.

Na altura eu trabalhava como Diretora de Desenvolvimento de Negócio na Brandel, uma agência de Marketing local, que representava grandes marcas e fazia campanhas milionárias.

O que seria ótimo, não fosse o constrangimento constante com o banco. Repara que não entrando a adjudicação para cobrir os custos, tínhamos de ser nós a adiantar o dinheiro. Estás a ver onde estava a crise financeira…

Na altura o que eu fiz foi criar um produto de publicidade estática, onde o meu cliente como, por exemplo, uma Unilever, pagava um ano de serviço na adjudicação com um markup de 20%, mas eu localmente geria e negociava com fornecedores mensalmente. Para além de garantir a almofada de capital que nos permitia adiantar pagamentos para as campanhas a decorrer, ainda conseguimos lucros na ordem dos 40% sem um grande esforço.

Se a tua vida fosse um livro, como seria a sinopse? 

Nascida a 4 de fevereiro de 1985 e criada em Quarteira, na altura ainda vila, demonstrei cedo uma forte determinação e engenho para contrariar as adversidades da vida. Dificilmente me ficava com um não. E por isso aprendi muito cedo a ser adulta e a conquistar o meu lugar a pulso.

Aprendi o que era contabilidade aos 6 anos, o que recordo com alguma leveza pois era uma maneira do meu pai me manter por perto já que tinha 2 trabalhos e a minha mãe estudava à noite. Esses momentos de “brincadeira” adoçaram-me a boca para o mundo empresarial e desde de cedo soube o que queria ser quando cresce-se… EMPRESÁRIA. Fui atleta de alta competição, participei na selecção nacional de basquete estando em competições internacionais, mais tarde consagrei-me como campeã de kickboxing.

O desafio é o drive que me motiva, a conquista e a forte ética profissional que adquiri do meu pai.

Por eu ser uma mulher de causas, os valores humanitários pautaram todo o meu caminho na vida adulta, encarar a pobreza e desigualdade são aqueles momentos únicos no crescimento emocional de alguém. África é um choque, daqueles que nos percorre o corpo, deixamos de saber quem somos por momentos.

Ao longo da minha carreira, trabalhei em dezenas de projetos em 16 países, ajudando empresas a encontrar parcerias ou soluções criativas que transformaram as suas propostas tornando-as efectivas e atractivas ao mercado.

Com mais de 11 anos de experiência, conto no meu portefólio marcas como, Danone, Disney, Johnny Walker, Nestle, Compal, Smirnoff, Mariotte Hotel, Huggies, Unilever, KPMG, BCG, Deloitte, BPI France, Grant Thornton, PwC, Best Bank, Caixa Geral de Depósitos, Nova, AWS, Microsoft, Catapult energy systems e Sector Públicos, como o Ministério do Mar em Portugal e Foreign and Commonwealth Office Reino Unido entre tantas outras.

Sou uma mulher de convicções fortes, quem fala comigo percebe a alma que dou a tudo o que me proponho e hoje a minha missão, é capacitar pessoas e negócios a se unirem e elevarem os seus resultados.

Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade

“Acho a palavra certa no contexto certo vale mais que mil palavras”

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling ”

“Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas

“Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

Desconstruindo #4 Elsa Fernandes e a Escrita Web

“Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

Desconstruindo #5 Carlos Guimarães Pinto e Portugal

” A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”

Desconstruindo #6 Paulo Rosas e as Redes Sociais

“O algoritmo não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo”

Desconstruindo #7 Vanessa Carreiro Amaral, a Twitch e o Gaming

“A Twitch é ainda um diamante em bruto, com um potencial gigantesco”

Desconstruindo #8 Pedro Machado, Seo, e o Humor nos Conteúdos “Em muitos anúncios sobre SEO vê-se o equivalente aos comprimidos de emagrecimento”

O Desconstruindo é uma rubrica onde se dá voz a profissionais numa desconstrução de um tema, e por vezes, de forma algo filosófica mas muito prática e real.

“Em muitos anúncios sobre SEO vê-se o equivalente aos comprimidos de emagrecimento”​

O Pedro Machado trabalha em SEO e Conteúdo na Infraspeak e os mais atentos na rede acompanham as suas publicações com uma pitada de humor. Portanto a forma como nos conhecemos digitalmente só podia ser algo cómica.

Em 2014, o Pedro Barbosa e o Pedro Machado fundaram o Cultura X um site apresentado como o “Buzzfeed Tuga”. Submeti a candidatura, contudo disse que pretendia fazer sketchs de humor animados em 3D. Depois percebi que errei na abordagem e criei uma persona feminina para escrever artigos e fui aceite.

Passados uns anos visitamos o perfil um do outro e assim que vi “Cultura X” enviei uma mensagem a relembrar a coisa, dado que a certa altura tinha sido descoberto.

Ok, não é uma “cunha”! Genuinamente acho que o Pedro Machado cria conteúdo que merece ser lido. Ele também acha porque encheu a entrevista com os links dos seus artigos 😂

Desconstruindo #8 Pedro Machado, SEO e o Humor nos Conteúdos

Empresas/profissionais que prometem resultados rápidos e outros com planos estruturados e com resultados após muito trabalho…o SEO tem um paralelismo com a perda de peso?

Por acaso há semelhanças. Em muitos anúncios de prestadores de serviços de SEO vê-se o equivalente aos comprimidos de emagrecimento em 7 dias e cremes para queimar barriga — “10.000 backlinks de qualidade RÁPIDO”, “Posição #1 do Google garantida”, “Sinta-se mais sensual com estes extraordinários featured snippets”.

No SEO não existem resultados garantidos e muito menos rápidos. É um investimento a longo prazo. É preciso planeamento em condições, é preciso muito trabalho de vários tipos e, geralmente, os resultados só são visíveis depois de meses. Tanto que, por vezes, se acaba por descuidar o SEO para focar esforços em canais pagos, que geram resultados mais imediatos, apesar de o orgânico ser muito mais sustentável a longo prazo.

Sou menino até para dizer que é mais fácil perder peso com todo o trabalho e ansiedade envolvidos numa estratégia de SEO decente do que com cremes para queimar. Pensem nisso.

SEO é muito mais do que luzes de semáforos de um plug-in?

Sem dúvida. Claro que os plugins dos semáforos cobrem alguns aspetos mais básicos do on-page SEO e são, obviamente, importantes; assegurar luzinhas verdes já é um excelente princípio para conseguir posicionar bem. 

Mas sim, o SEO vai muito além disso. Desde estratégia de conteúdo a link building, passando pelo SEO técnico (velocidade de carregamento, arquitetura de site, dados estruturados…) e mesmo pela gestão, analytics, reporting… há muita coisa diferente e complexa além do on-page.

A problema é que muita gente (normalmente pessoal mais generalista no marketing digital e/ou menos experiente), diz saber SEO com base nas “luzes de semáforos”, o que é quase o mesmo que dizer que sabemos o Código da Estrada com base nas… luzes de semáforos.

É o efeito de Dunning-Kruger e também já passei por ele — achamos que sabemos muito, depois descobrimos que afinal não sabemos quase nada, ficamos deprimidos, tomamos Valium, viciamo-nos em Bollycaos e só depois é que começamos, efetivamente, a saber do assunto. Tudo normal.

Se o SEO fosse uma rádio seria a Semântica FM? Como se sintoniza o Google a interpretar o conteúdo?

Sei que a Renascença não seria de certeza, porque o SEO evolui rápido e não se prende às tradições dos anos 30 (não me estragues a comparação, se faz favor, não quero saber se não havia SE0 nos anos 30). 

Respondendo à tua questão, o algoritmo da Google está cada vez mais evoluído na capacidade de interpretação (isto é, na determinação do tema e da qualidade) do conteúdo; reconhece, por exemplo, termos semanticamente relacionados (“keywords LSI”) para compreender os tópicos das páginas. E é por isto que, ao contrário do que muito se fez ao longo dos anos, não podemos “escrever para SEO” — é importante criar conteúdo natural e escrever normalmente, como se estivéssemos a conversar, em vez de recorrer a técnicas infelizes como a repetição de target keywords que nem a letra do Baby Shark.

Aproveito para fazer um shameless plug para o meu artigo sobre este tema.

Qual a personagem do Star Wars que faria uma analogia perfeita com trabalhar SEO e fazer a gestão de um blog em 4 línguas diferentes? (Nesta descobrimos que por alguma razão o Facebook meteu gosto no Star Wars e ele nunca viu um filme).

Não tinha intenção de ferir susceptibilidades, mas é a isso que me obrigas: nunca vi um filme do Star Wars completo. Mas calma. Antes que os fãs me apareçam à porta de casa com tochas e sabres de luz, tenho uma explicação perfeitamente válida e compreensível: nunca vi o Star Wars, mas só porque é um nojo e não me apetece.

Ainda assim, vou usar o meu conhecimento limitado de Star Wars para responder na mesma e dizer que seria o Chewbacca, visto que “RAWRGWAWGGR” é a única coisa que consigo articular depois de um dia inteiro a escrever e editar textos em vários idiomas.

Numa nota mais séria, trabalhar SEO e gerir conteúdo em 4 línguas implica saber gerir prioridades (porque não há tempo para tudo), ser consistente e eficiente e ser capaz de desenrascar soluções em cima do joelho. Agora diz-me tu que personagem é esse. 

E já agora, era muito mau se eu pusesse aqui mais um link para o meu artigo sobre esta questão?

Ao pesquisarmos “SEO” no Google levamos com imensos artigos com “O que é o SEO” no ínicio do título (até na quinta página existem artigos assim). Existe espaço para a diferença na escolha para o “olho” das “aranhas” ou robôs” dos motores de pesquisa?

Não existe grande espaço para escolha porque o principal objetivo do Google não é dar muitas opções de escolha diferentes, mas sim apresentar o resultado mais útil possível ASAP. É tudo uma questão de search intent.

Quanto uma pesquisa é feita, ela é feita com uma intenção em mente (comprar ou obter informação, por exemplo). A partir do momento em que o Google determina a principal intenção por detrás de um termo de pesquisa, as páginas de resultados são ajustadas para mostrar os resultados que satisfazem essa intenção nos primeiros lugares. Pegando no teu exemplo — o algoritmo da Google determina que, geralmente, quem pesquisa “SEO” está à procura de saber o que é; logo, vai meter esse tipo de resultados acima dos restantes. 

Na fase de keyword research, é importante investigar as SERP para os nossos termos de pesquisa, para perceber qual é o search intent (refletido nos resultados da primeira página) e, idealmente, criar conteúdo com ele em mente. Isto leva a que, muitas vezes, se criem páginas com propósitos — e, logo, títulos — muito semelhantes a outros que já existam.

O que vou dizer é totalmente uma wild guess, mas acredito que o efeito seja especialmente acentuado neste exemplo em específico. Quem cria artigos sobre SEO sabe, à partida, mais sobre SEO e, portanto, sobre a questão do search intent, o que faz com que mais rapidamente repliquem a abordagem dos artigos que já estão bem posicionados.

Se eu fosse um gajo sem escrúpulos, metia aqui mais um link para o meu artigo sobre search intent.

Numa internet cada vez mais imprevisível a nível de sensibilidades, como e quando usar o humor na criação de conteúdos para as marcas?

É verdade que as sensibilidades na internet estão cada vez mais imprevisíveis, mas, no que toca ao humor no marketing de conteúdo, o princípio continua a ser o mesmo: fazê-lo apenas quando se souber que é seguro, isto é, que não compromete a imagem da marca nem a credibilidade do produto ou serviço. A determinação do que é seguro ou não, isso já dependerá de caso para caso; é uma questão de sensibilidade, de conhecer a audiência e até de fazer testes.

Para algumas marcas, o humor está fora de questão, como produtos de luxo, ou compras que impliquem algum risco financeiro. Ninguém vai comprar um Ferrari depois de ver um anúncio com uma piada estúpida e auto-depreciativa sobre ele. Mas para as restantes, à partida, pode ser vantajoso (claro que, na prática, depende sempre de alguns fatores como a identidade já criada pela marca). 

Nalgumas indústrias, é quase obrigatório. Pensa em produtos mais mundanos — alimentares, higiene, electrónicos e por aí adiante. A concorrência é tanta, o risco de uma compra é tão baixo e já há tantas marcas a trabalhar comunicação mais informal, que o humor (ou outra forma de comunicação menos convencional) é quase necessário para conseguir captar atenção e destacar da multidão.

Há um gajo, não posso dizer quem, que escreveu um artigo extraordinário sobre este assunto recentemente.

O humor além de humanizar pode acelerar o ritmo do texto?

Diria que há uma correlação, mas não necessariamente uma relação de causalidade. Ou seja, se calhar os textos com humor até fluem mais rapidamente, mas não porque têm humor. 

O que acelera o ritmo do texto é a escrita mais natural/informal, o “escrever como quem fala” que eu já mencionei acima. Saramago, para dar um exemplo conhecido, consegue acelerar o ritmo do texto pela forma leve como escreve e pelo uso menos convencional de pontuação. O que acontece é que, normalmente, quem tem jeito para escrever assim acaba também por ser capaz de criar textos com algum grau de de humor. Claro que isto não é minimamente científico, as minhas fontes são a minha cabeça e os 5 minutos que estive a pensar nisto.

A chave é mesmo escrever de forma natural e conversacional. Mais do que o humor, é isso que é indispensável na comunicação das marcas e, infelizmente, é algo que muitas delas não fazem.

A Cultura X criada em conjunto por ti e pelo Pedro Barbosa reuniu mais de 13 milhões de pageviews e mais de 800 mil visitantes únicos em apenas 1 ano, durante o período que esteve no ar. Qual foi o mote inicial e a estratégia utilizada?

O propósito do Cultura X foi sempre, do início ao fim, fazer diferente daquilo que era popular na altura e preencher a lacuna que havia em termos de conteúdo escrito, original, e que entretivesse sem emburrecer. Nesse ano (2014), as coisas mais consumidas eram memes e vídeos virais de sites tipo Tá Bonito, Tá Feio, Tá Fixe, Tá A Meter Nojo, Tá A Ficar Farto Disto Que É Tudo Igual… então percebemos que havia espaço por explorar. Pegamos e começamos um site com artigos de humor e entretenimento, direcionado ao pessoal mais jovem (uma espécie de BuzzFeed português, mas com mais jeito — posso estar enviesado) e posicionamo-nos como a alternativa ao conteúdo mainstream.

A distribuição foi quase exclusivamente feita em redes sociais, principalmente o Facebook, que ainda não era canceroso a nível de reach orgânico. O crescimento foi muito baseado na viralidade — criávamos diariamente e consistentemente conteúdo com que as pessoas se identificavam e partilhavam, tivemos coisas virais ao ponto de aparecerem na rádio e TV nacionais e de serem plagiadas até dizer chega (estas duas situações podem ou não estar relacionadas).

Além do social, éramos fortíssimos a nível de luzinhas de semáforo e conseguíamos imensos backlinks organicamente, pelo que as pesquisas orgânicas foram também uma fonte significativa de tráfego.

Se a tua vida fosse um título de um artigo como seria?

“Como ter 45 skills totalmente inúteis e não ser particularmente bom em nenhum: guia passo-a-passo [2020]”.

4 COISAS QUE APRENDI AO RECRUTAR NO FOOTBALL MANAGER

Muitos Homens e Mulheres jogam Football Manager e Sims. Uns simulam uma vida como treinadores de futebol e outros simulam vidas ao ponto do avatar virtual ir ao WC.

O Football Manager permite gerir um clube, criar tácticas, treinos, contratar jogadores e equipa técnica, responder a jornalistas e lidar com as emoções dos jogadores (alegria, falta de motivação, tentarem forçar para sair do clube, etc).

Pelas publicações no Linkedin há um descontentamento geral pela generalidade do recrutamento. E há empresas que pela sua dimensão não têm RH.

Estas são as 4 coisas que aprendi ao recrutar no jogo e levaram-me ao sucesso virtual com múltiplas conquistas (Sim é comum os jogadores de Football Manager vanglorizarem as suas conquistas como fossem o Jorge Jesus).

1 – Ter uma Visão e Modelo de Jogo para atingir objetivos

Nofutebol existem tácticas e formas de jogar. Para cada posição é preciso definir os jogadores com as características necessárias (modelos de candidatos) conforme o modelo de jogo idealizado/implantado e que se complementam como equipa.

Ao contrário de muitas ofertas de emprego não pedia que os jogadores fossem guarda redes, defesas, médios e avançados tudo ao mesmo tempo. Ou que o guarda-redes soubesse fazer pontapés de bicicleta.

Há ofertas de emprego que são como canções românticas (repletas de exageros). “Granadas” são lançadas à espera que um Bruno Mars apanhe e arrebente com ela. A granada é lançada e não importa se a pessoa do marketing digital tenha de dominar Autocad.

 Sim, aconteceu mesmo

Não se contrata as pessoas chave para executar sem uma visão das ideias a meter em prática. Sem um rumo traçado falha-se ao desenhar o modelo de candidato, as metas a atingir e as condições para alcançar o sucesso.

E esse sucesso pode não ser imediato!

2 – Como contratar e planos de carreira

Ao contratar pesquisava as características, analisava os números e fazia comparações. Por vezes contratava para formar numa posição, outras vezes esperava de resultados mais imediatos ou contratava numa perspectiva de evolução.

Contudo fazia tudo para manter o núcleo duro com aumentos salariais e prémios, desde que mantivessem a mesma motivação e o querer de ficar no clube(mas sobretudo aumentava as condições do clube e atingíamos os resultados). Por outro lado havia certo tipo de jogadores com perspectiva que fossem vendidos (para gerar receita) e definia a linha temporal da saída (para poderem dar mais noutro clube e não serem ofuscados por jogarem menos).

Mas muitas empresas não apresentam um processo de recrutamento contínuo que abrange o modelo de candidato, modelo de entrevista e preparação para as mesmas, benchmarking, múltiplas entrevistas aos candidatos escolhidos e comparação entre entrevistas, definição de expectativas, plano b em caso do candidato escolhido recusar depois de aceitar, e por último, não analisam indicadores “tóxicos” nos primeiros 30 dias. 

3 – Procurar Soluções Internamente

Nem sempre as soluções estão no exterior. Há características que facilitam a adaptação com formação/treino para outra posição.

Olhem o exemplo do Ronaldo. Antes não era um goleador, contudo os treinadores aproveitaram as suas características para um maior rendimento individual e para a equipa.

O Manchester United poderia ter ido contratar um goleador mas formaram internamente!

A simbiose para um objetivo em comum entre o know how dos líderes e de cada membro da equipa gera resultados, quando existe uma visão em que cada membro da equipa é importante para transformar/aprimorar no terreno. 

4 – Prospeção proativa

Para cada posição tinha alvos bem definidos! Não entrava em pânico se algum jogador quisesse sair ou por algo não conseguiu adaptar. A prospeção proativa permitia ter uma lista de jogadores para cada posição e com as características alinhadas com a visão e modelo de jogo.

Comprometer no recrutamento prejudica a empresa. Se a empresa contratar por contratar dificilmente existe uma partilha de know how que desafia a evolução da empresa e de cada pessoa a nível profissional. 

A Twitch é ainda um diamante em bruto, com um potencial gigantesco

Em 2015, no meu estágio de verão na Legendary lembro de escrever algo e receber o feedback da Account que a Vanessa aprovou os textos para a landing page.

Com uma evolução na Worten, a Vanessa é “the real thing” como Head of Social Media e mete mesmo as mãos na massa! Tem um canal na Twitch, um canal no Youtube onde experimenta diversos formatos (incluído Podcast com a rubrica Os Anti-Sociais) e é apresentadora em alguns dos conteúdos da marca.

Adepta de videojogos, da Twitch( e do Twitter) é a #7 convidada do Desconstruindo

Desconstruindo Vanessa Carreiro Amaral, o Gaming e a Twitch

A Worten é muito ativa com a comunidade gamer e criadores de conteúdos da Twitch e Youtube. Do Level Up ao Game Ring e à Game City, a jornada tem sido um Punk Rock com organização e sempre ligada à corrente para não ficar com “Low Battery”?

Tenho a sorte de trabalhar uma marca como a Worten. Uma marca de inovação, que tem perdido cada vez mais o medo de arriscar. Os projetos que temos lançado são um reflexo dessa atitude. Antes da minha chegada às redes sociais da Worten, eu já tinha desenhado uma ideia muito clara do que seria uma presença para a marca nas redes sociais. Pouco a pouco, vou conseguindo implementar alguns desses meus pensamentos. E, claro, fui ajustando-os para aquelas que são as guidelines do negócio e da própria marca. A Tecnologia é o maior eixo de comunicação da Worten. O gaming é relativamente recente. Mas ambos são muito importantes e complementares na estratégia da Worten. Logo, seria muito importante estarmos próximos destas audiências, destas comunidades, e uma das formas de o fazermos é através da criação de conteúdos sobre estes temas. Daí a nossa presença em YouTube com um magazine sobre atualidade tecnológica e novas tendências. E a presença na Twitch, sob a alçada da marca Worten Game Ring, com conteúdos exclusivos sobre jogos com algumas das caras mais conhecidas do meio e também algumas das novas caras, a quem queremos ajudar a dar visibilidade.

Tu própria és uma consumidora e criadora de conteúdos, na Twitch e Youtube, tanto a nível pessoal e para a Worten. Estar por dentro permite ser menos “Anti-Social” nas parcerias e apostar em criadores como o Morais, que pela personagem poderia não ser muito bem aceite pela maioria das marcas?

Acho que é muito importante conhecer as plataformas e o trabalho que está a ser feito por lá. Acredito que a melhor forma de o fazer é pondo as mãos na massa e “criar”/testar. No meu caso, a coisa fica facilitada porque tenho o “bichinho” da criação de conteúdos e isso permite-me conhecer os meios por dentro e por fora. Não só como funcionam do ponto de vista prático, como também quem são os seus maiores criadores de conteúdo e como fazem “a sua magia acontecer”. Quando a Worten assume que quer conquistar um mercado de Gaming, fez-me todo o sentido ativar uma estratégia de “influenciadores” deste meio. Só eles nos poderiam ajudar a atingir essas audiências e fazer com que essas audiências nos começassem a ver como “especialistas” no gaming. Não gosto do termo influenciador. Prefiro criador de conteúdo. Mas a realidade é que a influencia desta malta credibiliza a presença da marca em alguns temas/meios.

O Zorlak a fazer Stream de CS às 7:30 da manhã, o Morais a entrevistar a Carolina Torres no Talk-Show “Pichudo Beleza”, mulheres a fazer ASMR ou a NASA lançar astronautas para o espaço em direto. Afinal, o que é a Twitch?

A Twitch é um Universo de possibilidades. Tanto para criadores de conteúdo como para marcas, instituições e organizações, e ainda para meios mais “tradicionais” como a TV, rádio e imprensa. É a TV do futuro On Steroids! Para já, a maior parte do conteúdo que lá vive está associado aos videojogos e Esports, mas acredito que muito em breve teremos lá de tudo. Desde chefs com estrelas michelin, a gurus do fitness, a reality shows, a artistas das mais variadas áreas. Apesar de já existir há algum tempo, a Twitch é ainda um diamante em bruto, com um potencial gigantesco de alcance e de interação com audiências em real-time. Tenho muita curiosidade em ver como tudo se irá desenrolar.

A indústria dos E-Sports, milhões a assistir concertos virtuais no Fortnite. Os videojogos são muito mais do que videojogos? 

Os videojogos atingiram, finalmente, o estatuto de entretenimento. Finalmente! Como sempre foi o cinema, as séries e a música. O gaming também tem essa finalidade. Sempre teve. Se me entretém, se me traz alegria, se me move de alguma forma, é entretenimento. E melhor, pela sua componente interativa, os jogos tem capacidade de unir as pessoas, de criar relação, de criar memórias.

Há pessoas que jogam juntos 10 ou 15 anos e trabalham nas profissões mais diversas, desde de Advogado a Reparador de Estoros. Os videojogos são o escape caseiro perfeito após um dia ou semana de trabalho?

Podem ser. Assim como uma série de outras atividades. Eu prefiro um bom jogo com uma excelente história e personagens a um livro de ficção. Prefiro uma noitada com os meus amigos a jogar League of Legends, em vez de uma noite de cinema. Mas esse é o meu caso. Acho que tudo o que te divirta, ajude a abstrair um pouco da tua realidade e a relaxar deste mundo cheio de estímulos, é um bom escape. Cada um é como é. Cada um sabe o que é que lhe faz melhor e o que lhe dá mais prazer e descanso. O gaming é só mais uma possibilidade.

“Se os videojogos influenciam…as pessoas tomariam ecstasy após jogar Pacman”. Os videojogos apresentam mais benefícios do que malefícios? 

Jogar faz-me bem. Para além de me divertir, junta-me aos meus amigos. Mesmo que não estejamos a jogar juntos, é tema de conversa e de partilha de experiências. Acredito que, para algumas pessoas, jogos violentos sejam o gatilho para desbloqueio de impulsos desse género. Mas isso não é algo exclusivo ao gaming. Esses mesmos impulsos podem ganhar asas por toda a violência que nos chega através do cinema e até mesmo das notícias que são publicadas diariamente nas redes sociais. Há cerca de um ano, escrevi num tweet que “jogo FPS desde sempre e que nunca matei ninguém”. O problema não é os jogos. O problema é as pessoas, a falta de educação que leva à falta de bom senso e espírito crítico, e a falta de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, por ainda ser um estigma social. Esses são os verdadeiros problemas.

Numa edição de “Clueless Gamer” contigo e com o Marcelo Rebelo de Sousa, que jogo escolherias para o presidente jogar?

O Solitário. Mesmo em tempo de pandemia, é difícil manter uma pessoa como o presidente em confinamento. Em alguns momentos, na minha opinião, fez falta que ele se acomodasse. Ele, e outros.

Se a tua vida fosse um videojogo, como seria?

Seria um RPG, com muitos plot Twists, mas com personagens fofinhos como no Crash Bandicoot. Teria a possibilidade de construção, como no Minecraft ou Fortnite, e ainda uma grande capacidade de encaixe, como num simples Tetris.

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Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade “Acho a palavra certa no contexto certo vale mais que mil palavras”

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling ” “Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas “Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

Desconstruindo #4 Elsa Fernandes e a Escrita Web “Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

Desconstruindo #5 Carlos Guimarães Pinto e Portugal ” A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”

Desconstruindo #6 Paulo Rosas e as Redes Sociais “O algoritmo não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo”

O Desconstruindo é uma rubrica onde se dá voz a profissionais numa desconstrução de um tema, e por vezes, de forma algo filosófica mas muito prática e real.

Vender Online é Vender Batatas com Mensagens Para os Amigos

Há um mito que vender online é “Easy Like Sunday Morning”. Na visão simplista é fazer uns anúncios, publicações e a coisa vai render.

Não se fala do diferencial do produto/vantagem competitiva, das margens de lucro, que 9 em 10 pessoas dizem que o maior incentivo de compra são os portes grátis…logo ter portes grátis é mais um custo, o custo das caixas, a comissão das empresas de serviços de pagamento seguro, etc, etc.

Ok…mas venho falar de BATATAS. 

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De BATATAS!!

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A empresa americana Potato Parcel antes do Shark Tank vendia 25000 dólares por mês com um lucro de 70%.

Após o Shark Tank alcançaram os 6 dígitos.

Afinal não vendem batatas…vendem um presente inusitado e personalizado.

E vendem uma experiência partilhável nas redes sociais

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Há áreas com imensa concorrência e que são mais difíceis de entrar sem um forte investimento. A ilusão pode levar a acreditar que é Fácil como decorar a tabuada dos 0, contudo o negócio pode mesmo valer 0 e valer menos que Mensagens Personalizadas em Batatas.

Isto não é a Lógica da Batata. É a Lógica de ter um Diferencial no Produto.

“O alcance orgânico não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo”​

Foi um dos vencedores do Estágio Improvável da agência Torke. Passou pela equipa de multimédia do Benfica como Head of Social Media e Brand Content. Em 2013, aceita o convite da J. Walter Thompson (actual Wunderman Thompson). E trabalhou marcas como Vodafone Portugal, Cerveja Sagres, Ikea, Galp, Nestlé, entre outras.

Hoje é Formador, Creative e Cocial media consultant mas também Chief Innovation na direção do Lisbon Digital School.

O Paulo Rossas é uma presença habitual no meu feed e na minha cabeça foi sempre o “Sem Merdas”. O Desconstruindo sobre as Redes Sociais está ao seu estilo “sem merdas” e com muitos pontos de reflexão para profissionais, diretores e administrações.

Há administrações ou diretores de marketing que olham muito para as métricas de ego, que podem ser facilmente bombadas com anúncios de interação. Existe ainda uma iliteracia digital?

Ui, vamos por aqui. Existe muita sim, tudo porque este mundo tem muito de instinto e quanto tem muito de instinto o lamber o dedo e dizer “eu acho que” ainda é considerado estratégia. O instinto ajuda, mas é preciso olhar para os Objetivos e para aquilo que as métricas nos respondem para esses objetivos. O “gosto” ainda é a bitola. A minha mãe de 68 anos e entrou no Facebook o ano passado está numa ponta, o Diretor de uma grande empresa está na outra. Todas as pessoas aquilo pelo meio, trabalhando Digital ou não, sabem que se tem muitos “gostos” é bom, se tem poucos é mau. Esta é a bitola hoje em dia. Explicar isto e sair disto é muito complicado.

Facebook, Instagram, Twitter, TikTok, Snapchat, Youtube, Twitch, Pinterest, Linkedin e outras tantas. As redes sociais são tão vastas e por isso não há especialistas?

Ninguém é especialista de coisa nenhuma. Se tens de dizer que és especialista quer dizer que não és. Temos de trabalhar muito, todos os dias, todas as horas para estar a par deste mundo. Estas plataformas mudaram o mundo, mudaram formatos, mudaram formas de pensar. É preciso olhar para as que aparecem e perceber porque estão a ser utilizadas e como vai ser o nosso futuro. Os meus pais viam Tv em 4:3 eu vejo em 16:9 e o meu filho que tem 3 anos vê youtube em 9:16, formato da miudagem que nasceu com um telemóvel na mão.

Quais as marcas que recomendas acompanhar no Tik Tok?

World Healt Organization, Buzzfeed, VibeHouse Pt que é a antiga Team Strada e esta é mais para os pais saberem que um potencial pedófilo ainda anda por aí a construir marcas, ESPN, The Telegraph e se quiseres Royal Palm Properties. Uma bela imobiliária com milhões de fãs e só partilha…casas.

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Os mais jovens estão na linha da frente nas redes sociais e aplicações. Como se pode aprender com eles?

Falem com eles. Aprendam com eles. Absorvam o seu conhecimento. Temos que ser humildes e aceitar que não somos jovens. Ouvir, falar com a mesma linguagem e reconhecer mérito. O Bruno Almeida chegou ao 1 milhão no TikTok e o que eu escrevi foi exatamente o que se passou. Ele apareceu em 2016. É um trabalho de 4 anos, não foi ontem. Isso é valioso para eles, porque compreendo-os. Eles não têm o mesmo conhecimento do que eu, eu procuro todos os dias informação sobre as plataformas, testo as plataformas praticamente todos os dias, tenho excell do TikTok desde Agosto de 2019. Mas esou daquelas pessoas que quer saber mesmo o que se passa e trabalhar o que pode vir a seguir.

Se trabalhar redes sociais para as marcas fosse um episódio de Seinfeld como seria?

Seria o George Costanza Social Media Manager a tentar jantar com uma famosa que conheceu num desses eventos que teve de marcar presença e tirar fotos, num dia em que está a ocorrer algo dessa marca live e tem de postar a todos os momentos.

Conseguiu convencer o Jerry e o Kramer a ir ao evento por ele e enviarem as fotos pelo Whatsapp. Problema, eles tiram só fotos horríveis e não estão a ajudar. E eles está a passar-se porque eles não sabem o que são Stories ou 9:16 e está a perder o timing, quer do trabalho quer do jantar com a famosa, que na verdade tem de ir a esse evento fazer uma presença depois do jantar. Coisa que o George Descobre no final do episódio que ela esteve lá e que podia ter utilizado de borla como influencer para a sua marca e fazer um bom trabalho.

A Elaine vai passar todo o episódio a seguir a marca nas Redes Sociais, ou seja, o evento e a criticar as fotos do George, a falar no grupo deles do Whatsapp, e no final, o George engana-se e mete uma foto dele na marca e é despedido. Ela imprime e forra a casa do Jerry com essa foto.

Acho que era isto.

O alcance orgânico morreu ou quem cava a sua sepultura utiliza como desculpa ao não ter um público, e conteúdos que disputam a atenção com páginas de memes?

O Alcance orgânico não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo. Quantas páginas vais diretamente? Poucas, só aquelas que realmente tem coisas que gostas. O truque é esse. “Deixa cá ver o que eles andam a fazer!” Geralmente essa malta faz o quê? Coisas geniais e incríveis. Tão fácil como isto. As plataformas são grátis, os fãs são grátis, paguem bem às pessoas para fazer bom conteúdo que as pessoas realmente gostem. É mesmo assim tão simples.

As publicações com um conceito ou em real-time são uma forma de arte moderna?

Sim. As publicações com conceito deviam ser vistas ao mesmo nível de um Mupi. Na verdade um post é visto mais vezes do que um Mupi. Se é visto mais vezes do que um Mupi, porque raio não se fazem coisas com a qualidade de um bom Mupi? “Porque é um post!” Por favor, ganhem juízo. Estas publicações são intemporais e contam a história da marca. Vejo hoje ou daqui a 10 anos e percebo o que a marca me quer dizer.

Real-time é um aproveitamento. Não é intemporal. É ir na onda. Nós fãs estamos muito mais abertos a ver vários posts sobre o mesmo tema porque já sabemos qual é. As marcas devem usar o Real-time claro mas sempre com alguma ligação à marca, fazer por fazer é demasiado básico e redutor. Problema: Eu acho, desculpa, eu tenho a certeza que 8 em cada 10 Social Media Managers não sabem o que é um Insight, um Conceito e uma Ideia Criativa e isso dificulta o bom conteúdo.

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Como se gere a criação do real-time às 22 horas, mas os responsáveis pela conta estão num aniversário ou em outra atividade social?

Com dinâmica, com trabalho, com saber que tem de trabalhar porque é o seu trabalho e vai chegar a mais pessoas se o fizer. Qualquer pessoa que trabalhe Redes Sociais e se queixe por ter de fazer isto, sabendo que vai chegar a mais pessoas e é bom para a sua marca, não percebe este mundo. Está cá porque ganha uns trocos. Esse é um dos vários problemas deste mundo. A malta que está cá só porque não tem mais nada e pensa que é fazer posts. Não é. Isto é muito mais descobrir insights, conceitos e boas ideias.

Em marcas mais pequenas é normal “Influencers” pedirem produtos em troca de divulgação. Em alguns casos mais de 50% dos seguidores são homens. E não é enviado nenhum dado de vendas e CTR em stories de produto. Há uma grande diferença entre ser a “Pipoca Mais Doce” e “Pipocas com Mais Fotos com Bikinis”?

Grande parte das influenciadores e influenciadores falam com o corpo e não com a sua boca/cérebro ou se preferirem dedos de teclar. Já perceberam o truque, tiram roupa e a comunidade cresce. Tenho dois amigos, um segue 8000 pessoas, gajas de bikini e o outro 5000, gajas de bikini. Algum dia vai comprar um produto? Não! É um falso reconhecimento de trabalho. Culpa dos influenciadores, que não percebem que se estão a destruir e das marcas que só olham para a métrica do “gosto” e do “alcance”. Um influenciador devia ser um “Rock Star”, uma pessoa que dentro da sua Comunidade é uma estrela, e não um cardápio ou uma capa de um filme porno. Andamos muito errados na definição e as marcas são culpadas. São quem paga a festa e deviam pelo menos informar-se sobre este mundo.

Que ex-jogador do Benfica colocarias num Estágio Improvável em uma agência de publicidade na tua equipa de Social Media e Copywriting?

Obviamente o Paulo Lopes. Team player, engraçado, com coragem para fazer tudo o que pedirmos e sei que é boa onda. Além de tudo isso, tem os seus fãs e é genuíno e nesta área, é preciso isso. #NoBullshiting é das melhores valências que temos de ter.

Se a tua vida fosse uma campanha em Social Media como seria?

Seria um post orgânico do Dia de fazer o gesto do surfista. Provavelmente dava viral e ninguém conseguia explicar o porquê, e é isso mesmo que torna isto tudo muito mais interessante. Não conseguir explicar de onde é que veio, onde está ou muito menos para onde vai.

Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade “Acho a palavra certa no contexto certo vale mais que mil palavras”

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling ” “Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas “Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

Desconstruindo #4 Elsa Fernandes e a Escrita Web “Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

Desconstruindo #5 Carlos Guimarães Pinto e Portugal ” A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”

O Desconstruindo é uma rubrica onde se dá voz a profissionais numa desconstrução de um tema, e por vezes, de forma algo filosófica mas muito prática e real.

“​A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”​

O Carlos Guimarães Pinto apesar dos seus 36 anos é um homem com uma história de vida imensa. Viveu um mês com a namorada em Dharamshala e deu aulas a refugiados, foi árbitro de futebol, operador de call center, formou-se em Economia, deu aulas na universidade Católica mas também no Vietname. Teve aulas num retiro com Dalai Lama e foi consultor de empresas baseado no Dubai, tendo trabalhado em mais de 20 países. Regressou a Portugal e liderou a Iniciativa Liberal nas últimas legislativas. O partido colocou-se na agenda mediática através das ideias e comunicação irreverente. Depois das eleições abandonou a liderança do partido após sentimento de missão cumprida ao serem construídas bases para o futuro, contudo continua com uma voz muito ativa sobre o panorama nacional.

Desconstruindo Carlos Guimarães Pinto e Portugal

Índia, Filipinas, Nigéria, Emirados Estados Unidos, Vietnam, o que sair de Portugal mostrou-te e ensinou-te?

Viajar, mas acima de tudo viver a realidade de diferentes países traz-nos o benefício de percebermos melhor a natureza humana e a relativizar uma série de coisas. Ao percebermos o que há de igual, e diferente, entre pessoas de diferentes culturas, compreendemos o que pode ser mudado e o que é inerente à natureza humana. Também nos abre horizontes e torna-nos mais criativos e tolerantes.

Como um liberal assiste à falta de liberdade da disciplina de voto, isso não será como ir para uma prova de natação livre e sermos obrigados a nadar bruços?

É preciso não esquecer que são os deputados que se submetem voluntariamente à disciplina de voto. Não há nada nas regras da Assembleia da República que os obrigue. São eles que fazendo os seus cálculos políticos optam por se submeter em troco de serem novamente colocados nas listas ou agradarem ao chefe. As pessoas devem avaliá-los por se submeterem tão facilmente na mesma medida em que avaliam os partidos por submeterem os deputados a disciplina de voto.

A Iniciativa Liberal assumiu-se como um partido de ideias. Não será uma luta injusta os argumentos lógico/racionais debaterem versus a psicologia de massas dos discursos populistas ou demagogos? 

Não é uma luta fácil nem será ganha com facilidade. É muito mais fácil crescer e vencer na política deixando-se levar pelas ideias populistas e demagógicas. A Iniciativa Liberal tem um conjunto de ideias muitas vezes contra-intuitivas e que são complicadas de transmitir. Mas apesar destes defeitos, estas ideias têm duas características que fazem com que valha a pena lutar por elas: são as ideias que Portugal precisa e as ideias que funcionam. Só por isso vale a pena lutar para que as pessoas percebam isso.

Os algoritmos digitais podem não mostrar um contraditório, ou seja existe a facilidade de entrar numa bolha. Há um Portugal da caixa dos comentários nas redes sociais e um Portugal bem mais simpático no offline? 

O offline é, por definição, muito mais simpático porque as pessoas olhos nos olhos têm sempre uma atitude diferente. Já me aconteceu várias vezes dar-me imensamente bem com algumas pessoas e depois de algumas discussões online a relação ficar completamente destruída, discussões que eu tenho a certeza que olhos nos olhos teriam decorrido de uma forma muito mais amigável. Eu hoje evito completamente ter discussões online. Se não conhecer a pessoa, abandono a discussão assim que percebo que se pode tornar pessoal. Se conhecer a pessoa, convido-a para um café para discutir o assunto. Em 15 anos de discussões online já senti demasiadas vezes a tristeza de perder amigos devido a discussões online (alguns tornaram-se mesmo inimigos activos) e quase sempre que encontrei um “inimigo” online na vida real acabamos por esclarecer as nossas divergências. Também noto isso na malta mais jovem, que já cresceu no online, que me parecem terem relações mais conflituosas e discussões mais entricheiradas. Temos que redescobrir o prazer de falar e discutir olhos nos olhos ou pelo menos de telefonar. Espero que o advento das video conferências ajude a que, mesmo online, as interacções se façam assim, de uma forma mais pessoal.

O economista Steen Jakobsen, diz que “Portugal devia ter vergonha de não ser um país de topo mundial”. É verdade?

Portugal teria todas as condições para ser um dos países mais desenvolvidos do Mundo, principalmente agora com o advento do teletrabalho. Se uma pessoa pode trabalhar em qualquer parte do Mundo, certamente muitos escolheriam trabalhar num país seguro, com um tempo fantástico, boa gastronomia e com baixo custo de vida. Infelizmente, tudo o resto contraria estas vantagens: a carga fiscal, a burocracia, a perseguição da máquina fiscal, a lentidão da justiça, etc. É uma oportunidade perdida.

Aveiro, Braga e Porto são os principais motores da economia portuguesa, contudo porque o país continua centrado em Lisboa?

É um processo que se alimenta mutuamente num ciclo vicioso. O poder político concentra-se em Lisboa levando o poder económico atrás. Atrás desses dois segue o poder mediático. Como o poder mediático se concentra em Lisboa, a opinião pública acaba por se focar mais nos problemas de Lisboa o que faz com que o poder político se preocupe mais com esses problemas, concentrando-se ainda mais em Lisboa e atraindo os outros dois poderes. Temos que já não haja muitas possibilidades de inverter este ciclo.

Há empresas fora das IT (salários acima de média), que faturam milhões e apenas pagam o salário mínimo para a maioria dos colaboradores. Mesmo com uma carga fiscal mais baixa isso mudaria? Há exemplos de pessoas que trabalharam uma vida inteira na mesma empresa e receberam o salário mínimo até se reformarem. Não será uma questão de mentalidade invés de económica? 

Isso é o mesmo que dizer que não voarmos é uma questão de mentalidade. Não é mentalidade, é a lei da gravidade. As pessoas em Portugal recebem pouco porque há poucas empresas. Se houvesse mais investimento em Portugal, mais concorrência entre empresas, os salários seriam mais altos. Não só haveria mais concorrência pelos trabalhadores como as empresas menos produtivas, as responsáveis por atirar os salários para baixo, deixariam de existir. A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores, termos mais concorrência para garantir que empresas pouco produtivas desaparecem.

Digo isto muitas vezes a alguns amigos socialistas: se há coisa que os “patrões” detestam é concorrência: se os querem mesmo lixar, abram os mercados e exponham-nos à concorrência.

Como não vivo em Lisboa e arredores, há problemas locais que me são completamente alheios. Pessoalmente acredito que fora da capital e arredores existem oportunidades mais igualitárias independente da raça ou nacionalidade da pessoa. Do pré 25 de Abril ao pós 25 de Abril, e consequente chegada dos PALOP, ainda existe uma certa segregação urbanística e problemas adjacentes daí?

Parece-me claro que não é igual nascer branco ou negro neste país. Da mesma forma que não é indiferente nascer homem ou mulher, rico ou pobre, lisboeta ou beirão. A falta de crescimento económico e concorrência são os principais causadores da falta de mobilidade social e a prevalência de diferenças entre grupos de pessoas. Pensemos num clube de futebol, uma área em que a concorrência é apertada: o que é que acham que aconteceria se o presidente de um clube de futebol contratasse apenas os seus amigos e familiares para jogar? O clube perderia e ele acabaria sem o seu lugar. Isto porque o futebol é, pela natureza do sector, altamente competitivo. E por o ser é que o futebol é uma das poucas formas que pessoas que de outra forma estariam condenadas à pobreza conseguem subir muito na escala social. Mas o futebol só não chega. Precisamos que toda a economia funcione mais assim.

Quais os restaurantes em Espinho que recomendarias ao Gordon Ramsay?

Gosto muito do Cantinho da Ramboia, fora da zona turística, muito bom e barato. O Aquário também é um marco da cidade, mas esse não precisa de publicidade e está um bocadinho fora do meu orçamento.

Se a tua vida fosse um filme, qual seria a sinopse e quem seria o realizador?

“Carlos Guimarães Pinto, o gajo que gostava de experimentar coisas e escolhia os destinos de acordo com o prazer que lhe daria percorrer o caminho para lá chegar.”. Eu gosto muito do Tarantino, mas acho que a minha história de vida não é suficientemente sangrenta para um filme dele. Ficar-me-ia então pelo David Fincher.

Como Fazer Remarketing Dinâmico e Catálogos em Facebook/Instagram Ads


Criar uma campanha de remarketing dinâmico permite aos visitantes do site lembrarem sobre os produtos que visitaram na loja online.

Quando as pessoas são impactadas com anúncios dinâmicos, as pessoas vêem automaticamente os produtos ou produtos semelhantes ao que viram anteriormente.

É “chato” contudo converte. Exemplo dos últimos 7 dias com apenas 20 euros investidos.

Disclaimer: O Remarketing Dinâmico não é salvação se não houver interesse real nos produtos. Por vezes, o problema é o produto invés dos anúncios.

Requisitos para Remarketing no Facebook e Instagram Ads no Gestor de Anúncios.

  • Eventos do pixel configurados
  • Catálogo dos produtos integrado com o site

Exemplo na CMS – WordPress/Woocommerce

Instalar o Plug-In Facebook for Woocommerce e colocar os dados do Pixel e uma cruz na opção Product Sync

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Clicar em Manage Catalog, preencher todos os campos, importar o catalogo e de seguida copiar este link.

Copiar o Link na zona de Catalogo no Gestor de Anúncios, em Data Sources para uma sincronização automática com a loja online.

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Após a sincronização. Retirar a cruz no pixel porque o Facebook for WooComerce apresenta um bug no evento Compra.

Para resolver a situação. Instalar o Plug-In Pixelyoursite e colocar o respetivo ID.

Criar uma Campanha de Remarketing

Escolher o objetivo de vendas no catalogo.

Escolher a opção Retarget Ads e escolher uma das opções pretendidas + o intervalo de dias

Super Dica:

Tenham em atenção os Placements dos anúncios! Para conversão, por norma, FB/IG feed e IG Story são os locais que funcionam melhor.

A nível de redação da descrição do anúncio tem que se ter conta fatores que eliminam possíveis dúvidas.

  • Dias de entrega
  • Métodos de pagamento
  • Reviews – Classificação em estrelas no Site/Facebook
  • Ou um incentivo de compra (cupão).
  • E outros aspetos relevantes consoante a área

Como Criar anúncios em Catalogo

Os Catálogos são experiências instantâneas exclusivas para Mobile e que encaminham para o site após o clique nos produtos ou botões.

Há dois tipos de Catálogos: Dinâmicos e Manuais/Personalizados.

Os catálogos dinâmicos são a forma mais barata de gerar tráfego para o site e podem ser incluídos na estratégia de funil de marketing.

Para criar um Dinâmico conforme os dados do algoritmo é necessário criar um anúncio de Vendas de Catálogo.

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Na zona dos anúncios escolher Coleção

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E criar um novo template

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Se ligarem a opção de agrupamento automático. O catálogo divide-se por secções de produtos mais vistos, produtos semelhantes, produtos mais populares e produtos sugeridos. Nota: Os textos de origem podem ser alterados.

Super Dica:

É possível criar um catálogo dinâmico apenas com os produtos pretendidos! Exemplo: Nova Coleção ou Promoções.

Para tal, devem criar um novo product set ao criar o conjunto de anúncios e inserirem a respetiva categoria.

Como criar Catálogos que Convertem para o Público-Alvo

Os catálogos dinâmicos estão limitados com a informação proveniente do Website. Um catálogo manual permite personalizar descrições além da ordem dos produtos e criar uma verdadeira experiência para o utilizador.

Os Catálogos Manuais estão presentes nos objetivos de Tráfego e Conversão. (Podem ser criados outros tipos de catálogos neste objetivo).

Esta imagem tem um texto alternativo em branco, o nome da imagem é conversao-catalogo.png

Escolher Coleção e o Template a utilizar

Exemplo com Storefront

E de seguida personalizam o Catálogo. Se manual, não recomendo a colocação do preço mas sim uma breve descrição para o potencial consumidor ficar mais informado.

O Hip Hop Português Gera Milhões de Cliques No Digital

Milhões de views e com artistas todas as semanas nas tendências do Youtube, Ads, rádio online, séries e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

Hip Hop tuga

Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reinou de 2012 até 2018. A rubrica Liga Knock Out passou do Online para os Palcos do Sudoeste e viagens de finalistas, após milhões de visualizações. 

A programação do canal variava entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out e Cosp´Acapella onde rappers rimavam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit”, o canal aproveitava o ritmo da internet e a interactividade.

Com um programa de conversa com excertos de músicas que podiam ser visionadas através de um clique.

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A forma de ouvir música mudou! Lançam-se singles e não álbuns para se manter relevante. O público ouve canções soltas em vez de álbuns e a música Online Gratuita ou a Baixo Custo(Spotify Premium) substituiu a compra do CD Físico.

O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma, os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

A banda Wet Bed Gang e o rapper Piruka são os mais visualizados. A música Salto Alto apresenta mais de 30 Milhões de Visualizações.

A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

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O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico X-Tense criou uma série (Mais de 100 mil views) onde em cada episódio apresenta uma nova música. A série conta com participações de humoristas e rappers com bastante atividade no Youtube.

Nas redes sociais são autênticos “Rockstars” com um público fiel e que interage. Por exemplo, o artista Bispo apresenta uma taxa de interação de 16% no Instagram.

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Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo do rapper Regula, um dos mais populares no panorama.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

Em 2019, “A História do Hip Hop Tuga” foi contada em festivais ou em concerto em nome próprio, com artistas de cada ano a assinalarem o seu marco durante quatro horas de concerto. O Hip Hop já não é uma sub-cultura e atualmente faz parte da sociedade.