4 COISAS QUE APRENDI AO RECRUTAR NO FOOTBALL MANAGER

Muitos Homens e Mulheres jogam Football Manager e Sims. Uns simulam uma vida como treinadores de futebol e outros simulam vidas ao ponto do avatar virtual ir ao WC.

O Football Manager permite gerir um clube, criar tácticas, treinos, contratar jogadores e equipa técnica, responder a jornalistas e lidar com as emoções dos jogadores (alegria, falta de motivação, tentarem forçar para sair do clube, etc).

Pelas publicações no Linkedin há um descontentamento geral pela generalidade do recrutamento. E há empresas que pela sua dimensão não têm RH.

Estas são as 4 coisas que aprendi ao recrutar no jogo e levaram-me ao sucesso virtual com múltiplas conquistas (Sim é comum os jogadores de Football Manager vanglorizarem as suas conquistas como fossem o Jorge Jesus).

1 – Ter uma Visão e Modelo de Jogo para atingir objetivos

Nofutebol existem tácticas e formas de jogar. Para cada posição é preciso definir os jogadores com as características necessárias (modelos de candidatos) conforme o modelo de jogo idealizado/implantado e que se complementam como equipa.

Ao contrário de muitas ofertas de emprego não pedia que os jogadores fossem guarda redes, defesas, médios e avançados tudo ao mesmo tempo. Ou que o guarda-redes soubesse fazer pontapés de bicicleta.

Há ofertas de emprego que são como canções românticas (repletas de exageros). “Granadas” são lançadas à espera que um Bruno Mars apanhe e arrebente com ela. A granada é lançada e não importa se a pessoa do marketing digital tenha de dominar Autocad.

 Sim, aconteceu mesmo

Não se contrata as pessoas chave para executar sem uma visão das ideias a meter em prática. Sem um rumo traçado falha-se ao desenhar o modelo de candidato, as metas a atingir e as condições para alcançar o sucesso.

E esse sucesso pode não ser imediato!

2 – Como contratar e planos de carreira

Ao contratar pesquisava as características, analisava os números e fazia comparações. Por vezes contratava para formar numa posição, outras vezes esperava de resultados mais imediatos ou contratava numa perspectiva de evolução.

Contudo fazia tudo para manter o núcleo duro com aumentos salariais e prémios, desde que mantivessem a mesma motivação e o querer de ficar no clube(mas sobretudo aumentava as condições do clube e atingíamos os resultados). Por outro lado havia certo tipo de jogadores com perspectiva que fossem vendidos (para gerar receita) e definia a linha temporal da saída (para poderem dar mais noutro clube e não serem ofuscados por jogarem menos).

Mas muitas empresas não apresentam um processo de recrutamento contínuo que abrange o modelo de candidato, modelo de entrevista e preparação para as mesmas, benchmarking, múltiplas entrevistas aos candidatos escolhidos e comparação entre entrevistas, definição de expectativas, plano b em caso do candidato escolhido recusar depois de aceitar, e por último, não analisam indicadores “tóxicos” nos primeiros 30 dias. 

3 – Procurar Soluções Internamente

Nem sempre as soluções estão no exterior. Há características que facilitam a adaptação com formação/treino para outra posição.

Olhem o exemplo do Ronaldo. Antes não era um goleador, contudo os treinadores aproveitaram as suas características para um maior rendimento individual e para a equipa.

O Manchester United poderia ter ido contratar um goleador mas formaram internamente!

A simbiose para um objetivo em comum entre o know how dos líderes e de cada membro da equipa gera resultados, quando existe uma visão em que cada membro da equipa é importante para transformar/aprimorar no terreno. 

4 – Prospeção proativa

Para cada posição tinha alvos bem definidos! Não entrava em pânico se algum jogador quisesse sair ou por algo não conseguiu adaptar. A prospeção proativa permitia ter uma lista de jogadores para cada posição e com as características alinhadas com a visão e modelo de jogo.

Comprometer no recrutamento prejudica a empresa. Se a empresa contratar por contratar dificilmente existe uma partilha de know how que desafia a evolução da empresa e de cada pessoa a nível profissional. 

A Twitch é ainda um diamante em bruto, com um potencial gigantesco

Em 2015, no meu estágio de verão na Legendary lembro de escrever algo e receber o feedback da Account que a Vanessa aprovou os textos para a landing page.

Com uma evolução na Worten, a Vanessa é “the real thing” como Head of Social Media e mete mesmo as mãos na massa! Tem um canal na Twitch, um canal no Youtube onde experimenta diversos formatos (incluído Podcast com a rubrica Os Anti-Sociais) e é apresentadora em alguns dos conteúdos da marca.

Adepta de videojogos, da Twitch( e do Twitter) é a #7 convidada do Desconstruindo

Desconstruindo Vanessa Carreiro Amaral, o Gaming e a Twitch

A Worten é muito ativa com a comunidade gamer e criadores de conteúdos da Twitch e Youtube. Do Level Up ao Game Ring e à Game City, a jornada tem sido um Punk Rock com organização e sempre ligada à corrente para não ficar com “Low Battery”?

Tenho a sorte de trabalhar uma marca como a Worten. Uma marca de inovação, que tem perdido cada vez mais o medo de arriscar. Os projetos que temos lançado são um reflexo dessa atitude. Antes da minha chegada às redes sociais da Worten, eu já tinha desenhado uma ideia muito clara do que seria uma presença para a marca nas redes sociais. Pouco a pouco, vou conseguindo implementar alguns desses meus pensamentos. E, claro, fui ajustando-os para aquelas que são as guidelines do negócio e da própria marca. A Tecnologia é o maior eixo de comunicação da Worten. O gaming é relativamente recente. Mas ambos são muito importantes e complementares na estratégia da Worten. Logo, seria muito importante estarmos próximos destas audiências, destas comunidades, e uma das formas de o fazermos é através da criação de conteúdos sobre estes temas. Daí a nossa presença em YouTube com um magazine sobre atualidade tecnológica e novas tendências. E a presença na Twitch, sob a alçada da marca Worten Game Ring, com conteúdos exclusivos sobre jogos com algumas das caras mais conhecidas do meio e também algumas das novas caras, a quem queremos ajudar a dar visibilidade.

Tu própria és uma consumidora e criadora de conteúdos, na Twitch e Youtube, tanto a nível pessoal e para a Worten. Estar por dentro permite ser menos “Anti-Social” nas parcerias e apostar em criadores como o Morais, que pela personagem poderia não ser muito bem aceite pela maioria das marcas?

Acho que é muito importante conhecer as plataformas e o trabalho que está a ser feito por lá. Acredito que a melhor forma de o fazer é pondo as mãos na massa e “criar”/testar. No meu caso, a coisa fica facilitada porque tenho o “bichinho” da criação de conteúdos e isso permite-me conhecer os meios por dentro e por fora. Não só como funcionam do ponto de vista prático, como também quem são os seus maiores criadores de conteúdo e como fazem “a sua magia acontecer”. Quando a Worten assume que quer conquistar um mercado de Gaming, fez-me todo o sentido ativar uma estratégia de “influenciadores” deste meio. Só eles nos poderiam ajudar a atingir essas audiências e fazer com que essas audiências nos começassem a ver como “especialistas” no gaming. Não gosto do termo influenciador. Prefiro criador de conteúdo. Mas a realidade é que a influencia desta malta credibiliza a presença da marca em alguns temas/meios.

O Zorlak a fazer Stream de CS às 7:30 da manhã, o Morais a entrevistar a Carolina Torres no Talk-Show “Pichudo Beleza”, mulheres a fazer ASMR ou a NASA lançar astronautas para o espaço em direto. Afinal, o que é a Twitch?

A Twitch é um Universo de possibilidades. Tanto para criadores de conteúdo como para marcas, instituições e organizações, e ainda para meios mais “tradicionais” como a TV, rádio e imprensa. É a TV do futuro On Steroids! Para já, a maior parte do conteúdo que lá vive está associado aos videojogos e Esports, mas acredito que muito em breve teremos lá de tudo. Desde chefs com estrelas michelin, a gurus do fitness, a reality shows, a artistas das mais variadas áreas. Apesar de já existir há algum tempo, a Twitch é ainda um diamante em bruto, com um potencial gigantesco de alcance e de interação com audiências em real-time. Tenho muita curiosidade em ver como tudo se irá desenrolar.

A indústria dos E-Sports, milhões a assistir concertos virtuais no Fortnite. Os videojogos são muito mais do que videojogos? 

Os videojogos atingiram, finalmente, o estatuto de entretenimento. Finalmente! Como sempre foi o cinema, as séries e a música. O gaming também tem essa finalidade. Sempre teve. Se me entretém, se me traz alegria, se me move de alguma forma, é entretenimento. E melhor, pela sua componente interativa, os jogos tem capacidade de unir as pessoas, de criar relação, de criar memórias.

Há pessoas que jogam juntos 10 ou 15 anos e trabalham nas profissões mais diversas, desde de Advogado a Reparador de Estoros. Os videojogos são o escape caseiro perfeito após um dia ou semana de trabalho?

Podem ser. Assim como uma série de outras atividades. Eu prefiro um bom jogo com uma excelente história e personagens a um livro de ficção. Prefiro uma noitada com os meus amigos a jogar League of Legends, em vez de uma noite de cinema. Mas esse é o meu caso. Acho que tudo o que te divirta, ajude a abstrair um pouco da tua realidade e a relaxar deste mundo cheio de estímulos, é um bom escape. Cada um é como é. Cada um sabe o que é que lhe faz melhor e o que lhe dá mais prazer e descanso. O gaming é só mais uma possibilidade.

“Se os videojogos influenciam…as pessoas tomariam ecstasy após jogar Pacman”. Os videojogos apresentam mais benefícios do que malefícios? 

Jogar faz-me bem. Para além de me divertir, junta-me aos meus amigos. Mesmo que não estejamos a jogar juntos, é tema de conversa e de partilha de experiências. Acredito que, para algumas pessoas, jogos violentos sejam o gatilho para desbloqueio de impulsos desse género. Mas isso não é algo exclusivo ao gaming. Esses mesmos impulsos podem ganhar asas por toda a violência que nos chega através do cinema e até mesmo das notícias que são publicadas diariamente nas redes sociais. Há cerca de um ano, escrevi num tweet que “jogo FPS desde sempre e que nunca matei ninguém”. O problema não é os jogos. O problema é as pessoas, a falta de educação que leva à falta de bom senso e espírito crítico, e a falta de acompanhamento psicológico e psiquiátrico, por ainda ser um estigma social. Esses são os verdadeiros problemas.

Numa edição de “Clueless Gamer” contigo e com o Marcelo Rebelo de Sousa, que jogo escolherias para o presidente jogar?

O Solitário. Mesmo em tempo de pandemia, é difícil manter uma pessoa como o presidente em confinamento. Em alguns momentos, na minha opinião, fez falta que ele se acomodasse. Ele, e outros.

Se a tua vida fosse um videojogo, como seria?

Seria um RPG, com muitos plot Twists, mas com personagens fofinhos como no Crash Bandicoot. Teria a possibilidade de construção, como no Minecraft ou Fortnite, e ainda uma grande capacidade de encaixe, como num simples Tetris.

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Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade “Acho a palavra certa no contexto certo vale mais que mil palavras”

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling ” “Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas “Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

Desconstruindo #4 Elsa Fernandes e a Escrita Web “Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

Desconstruindo #5 Carlos Guimarães Pinto e Portugal ” A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”

Desconstruindo #6 Paulo Rosas e as Redes Sociais “O algoritmo não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo”

O Desconstruindo é uma rubrica onde se dá voz a profissionais numa desconstrução de um tema, e por vezes, de forma algo filosófica mas muito prática e real.

Vender Online é Vender Batatas com Mensagens Para os Amigos

Há um mito que vender online é “Easy Like Sunday Morning”. Na visão simplista é fazer uns anúncios, publicações e a coisa vai render.

Não se fala do diferencial do produto/vantagem competitiva, das margens de lucro, que 9 em 10 pessoas dizem que o maior incentivo de compra são os portes grátis…logo ter portes grátis é mais um custo, o custo das caixas, a comissão das empresas de serviços de pagamento seguro, etc, etc.

Ok…mas venho falar de BATATAS. 

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De BATATAS!!

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A empresa americana Potato Parcel antes do Shark Tank vendia 25000 dólares por mês com um lucro de 70%.

Após o Shark Tank alcançaram os 6 dígitos.

Afinal não vendem batatas…vendem um presente inusitado e personalizado.

E vendem uma experiência partilhável nas redes sociais

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Há áreas com imensa concorrência e que são mais difíceis de entrar sem um forte investimento. A ilusão pode levar a acreditar que é Fácil como decorar a tabuada dos 0, contudo o negócio pode mesmo valer 0 e valer menos que Mensagens Personalizadas em Batatas.

Isto não é a Lógica da Batata. É a Lógica de ter um Diferencial no Produto.

“O alcance orgânico não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo”​

Foi um dos vencedores do Estágio Improvável da agência Torke. Passou pela equipa de multimédia do Benfica como Head of Social Media e Brand Content. Em 2013, aceita o convite da J. Walter Thompson (actual Wunderman Thompson). E trabalhou marcas como Vodafone Portugal, Cerveja Sagres, Ikea, Galp, Nestlé, entre outras.

Hoje é Formador, Creative e Cocial media consultant mas também Chief Innovation na direção do Lisbon Digital School.

O Paulo Rossas é uma presença habitual no meu feed e na minha cabeça foi sempre o “Sem Merdas”. O Desconstruindo sobre as Redes Sociais está ao seu estilo “sem merdas” e com muitos pontos de reflexão para profissionais, diretores e administrações.

Há administrações ou diretores de marketing que olham muito para as métricas de ego, que podem ser facilmente bombadas com anúncios de interação. Existe ainda uma iliteracia digital?

Ui, vamos por aqui. Existe muita sim, tudo porque este mundo tem muito de instinto e quanto tem muito de instinto o lamber o dedo e dizer “eu acho que” ainda é considerado estratégia. O instinto ajuda, mas é preciso olhar para os Objetivos e para aquilo que as métricas nos respondem para esses objetivos. O “gosto” ainda é a bitola. A minha mãe de 68 anos e entrou no Facebook o ano passado está numa ponta, o Diretor de uma grande empresa está na outra. Todas as pessoas aquilo pelo meio, trabalhando Digital ou não, sabem que se tem muitos “gostos” é bom, se tem poucos é mau. Esta é a bitola hoje em dia. Explicar isto e sair disto é muito complicado.

Facebook, Instagram, Twitter, TikTok, Snapchat, Youtube, Twitch, Pinterest, Linkedin e outras tantas. As redes sociais são tão vastas e por isso não há especialistas?

Ninguém é especialista de coisa nenhuma. Se tens de dizer que és especialista quer dizer que não és. Temos de trabalhar muito, todos os dias, todas as horas para estar a par deste mundo. Estas plataformas mudaram o mundo, mudaram formatos, mudaram formas de pensar. É preciso olhar para as que aparecem e perceber porque estão a ser utilizadas e como vai ser o nosso futuro. Os meus pais viam Tv em 4:3 eu vejo em 16:9 e o meu filho que tem 3 anos vê youtube em 9:16, formato da miudagem que nasceu com um telemóvel na mão.

Quais as marcas que recomendas acompanhar no Tik Tok?

World Healt Organization, Buzzfeed, VibeHouse Pt que é a antiga Team Strada e esta é mais para os pais saberem que um potencial pedófilo ainda anda por aí a construir marcas, ESPN, The Telegraph e se quiseres Royal Palm Properties. Uma bela imobiliária com milhões de fãs e só partilha…casas.

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Os mais jovens estão na linha da frente nas redes sociais e aplicações. Como se pode aprender com eles?

Falem com eles. Aprendam com eles. Absorvam o seu conhecimento. Temos que ser humildes e aceitar que não somos jovens. Ouvir, falar com a mesma linguagem e reconhecer mérito. O Bruno Almeida chegou ao 1 milhão no TikTok e o que eu escrevi foi exatamente o que se passou. Ele apareceu em 2016. É um trabalho de 4 anos, não foi ontem. Isso é valioso para eles, porque compreendo-os. Eles não têm o mesmo conhecimento do que eu, eu procuro todos os dias informação sobre as plataformas, testo as plataformas praticamente todos os dias, tenho excell do TikTok desde Agosto de 2019. Mas esou daquelas pessoas que quer saber mesmo o que se passa e trabalhar o que pode vir a seguir.

Se trabalhar redes sociais para as marcas fosse um episódio de Seinfeld como seria?

Seria o George Costanza Social Media Manager a tentar jantar com uma famosa que conheceu num desses eventos que teve de marcar presença e tirar fotos, num dia em que está a ocorrer algo dessa marca live e tem de postar a todos os momentos.

Conseguiu convencer o Jerry e o Kramer a ir ao evento por ele e enviarem as fotos pelo Whatsapp. Problema, eles tiram só fotos horríveis e não estão a ajudar. E eles está a passar-se porque eles não sabem o que são Stories ou 9:16 e está a perder o timing, quer do trabalho quer do jantar com a famosa, que na verdade tem de ir a esse evento fazer uma presença depois do jantar. Coisa que o George Descobre no final do episódio que ela esteve lá e que podia ter utilizado de borla como influencer para a sua marca e fazer um bom trabalho.

A Elaine vai passar todo o episódio a seguir a marca nas Redes Sociais, ou seja, o evento e a criticar as fotos do George, a falar no grupo deles do Whatsapp, e no final, o George engana-se e mete uma foto dele na marca e é despedido. Ela imprime e forra a casa do Jerry com essa foto.

Acho que era isto.

O alcance orgânico morreu ou quem cava a sua sepultura utiliza como desculpa ao não ter um público, e conteúdos que disputam a atenção com páginas de memes?

O Alcance orgânico não morreu, o que morreu foi a excelência de conteúdo. Quantas páginas vais diretamente? Poucas, só aquelas que realmente tem coisas que gostas. O truque é esse. “Deixa cá ver o que eles andam a fazer!” Geralmente essa malta faz o quê? Coisas geniais e incríveis. Tão fácil como isto. As plataformas são grátis, os fãs são grátis, paguem bem às pessoas para fazer bom conteúdo que as pessoas realmente gostem. É mesmo assim tão simples.

As publicações com um conceito ou em real-time são uma forma de arte moderna?

Sim. As publicações com conceito deviam ser vistas ao mesmo nível de um Mupi. Na verdade um post é visto mais vezes do que um Mupi. Se é visto mais vezes do que um Mupi, porque raio não se fazem coisas com a qualidade de um bom Mupi? “Porque é um post!” Por favor, ganhem juízo. Estas publicações são intemporais e contam a história da marca. Vejo hoje ou daqui a 10 anos e percebo o que a marca me quer dizer.

Real-time é um aproveitamento. Não é intemporal. É ir na onda. Nós fãs estamos muito mais abertos a ver vários posts sobre o mesmo tema porque já sabemos qual é. As marcas devem usar o Real-time claro mas sempre com alguma ligação à marca, fazer por fazer é demasiado básico e redutor. Problema: Eu acho, desculpa, eu tenho a certeza que 8 em cada 10 Social Media Managers não sabem o que é um Insight, um Conceito e uma Ideia Criativa e isso dificulta o bom conteúdo.

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Como se gere a criação do real-time às 22 horas, mas os responsáveis pela conta estão num aniversário ou em outra atividade social?

Com dinâmica, com trabalho, com saber que tem de trabalhar porque é o seu trabalho e vai chegar a mais pessoas se o fizer. Qualquer pessoa que trabalhe Redes Sociais e se queixe por ter de fazer isto, sabendo que vai chegar a mais pessoas e é bom para a sua marca, não percebe este mundo. Está cá porque ganha uns trocos. Esse é um dos vários problemas deste mundo. A malta que está cá só porque não tem mais nada e pensa que é fazer posts. Não é. Isto é muito mais descobrir insights, conceitos e boas ideias.

Em marcas mais pequenas é normal “Influencers” pedirem produtos em troca de divulgação. Em alguns casos mais de 50% dos seguidores são homens. E não é enviado nenhum dado de vendas e CTR em stories de produto. Há uma grande diferença entre ser a “Pipoca Mais Doce” e “Pipocas com Mais Fotos com Bikinis”?

Grande parte das influenciadores e influenciadores falam com o corpo e não com a sua boca/cérebro ou se preferirem dedos de teclar. Já perceberam o truque, tiram roupa e a comunidade cresce. Tenho dois amigos, um segue 8000 pessoas, gajas de bikini e o outro 5000, gajas de bikini. Algum dia vai comprar um produto? Não! É um falso reconhecimento de trabalho. Culpa dos influenciadores, que não percebem que se estão a destruir e das marcas que só olham para a métrica do “gosto” e do “alcance”. Um influenciador devia ser um “Rock Star”, uma pessoa que dentro da sua Comunidade é uma estrela, e não um cardápio ou uma capa de um filme porno. Andamos muito errados na definição e as marcas são culpadas. São quem paga a festa e deviam pelo menos informar-se sobre este mundo.

Que ex-jogador do Benfica colocarias num Estágio Improvável em uma agência de publicidade na tua equipa de Social Media e Copywriting?

Obviamente o Paulo Lopes. Team player, engraçado, com coragem para fazer tudo o que pedirmos e sei que é boa onda. Além de tudo isso, tem os seus fãs e é genuíno e nesta área, é preciso isso. #NoBullshiting é das melhores valências que temos de ter.

Se a tua vida fosse uma campanha em Social Media como seria?

Seria um post orgânico do Dia de fazer o gesto do surfista. Provavelmente dava viral e ninguém conseguia explicar o porquê, e é isso mesmo que torna isto tudo muito mais interessante. Não conseguir explicar de onde é que veio, onde está ou muito menos para onde vai.

Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade “Acho a palavra certa no contexto certo vale mais que mil palavras”

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling ” “Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas “Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

Desconstruindo #4 Elsa Fernandes e a Escrita Web “Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

Desconstruindo #5 Carlos Guimarães Pinto e Portugal ” A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”

O Desconstruindo é uma rubrica onde se dá voz a profissionais numa desconstrução de um tema, e por vezes, de forma algo filosófica mas muito prática e real.

“​A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”​

O Carlos Guimarães Pinto apesar dos seus 36 anos é um homem com uma história de vida imensa. Viveu um mês com a namorada em Dharamshala e deu aulas a refugiados, foi árbitro de futebol, operador de call center, formou-se em Economia, deu aulas na universidade Católica mas também no Vietname. Teve aulas num retiro com Dalai Lama e foi consultor de empresas baseado no Dubai, tendo trabalhado em mais de 20 países. Regressou a Portugal e liderou a Iniciativa Liberal nas últimas legislativas. O partido colocou-se na agenda mediática através das ideias e comunicação irreverente. Depois das eleições abandonou a liderança do partido após sentimento de missão cumprida ao serem construídas bases para o futuro, contudo continua com uma voz muito ativa sobre o panorama nacional.

Desconstruindo Carlos Guimarães Pinto e Portugal

Índia, Filipinas, Nigéria, Emirados Estados Unidos, Vietnam, o que sair de Portugal mostrou-te e ensinou-te?

Viajar, mas acima de tudo viver a realidade de diferentes países traz-nos o benefício de percebermos melhor a natureza humana e a relativizar uma série de coisas. Ao percebermos o que há de igual, e diferente, entre pessoas de diferentes culturas, compreendemos o que pode ser mudado e o que é inerente à natureza humana. Também nos abre horizontes e torna-nos mais criativos e tolerantes.

Como um liberal assiste à falta de liberdade da disciplina de voto, isso não será como ir para uma prova de natação livre e sermos obrigados a nadar bruços?

É preciso não esquecer que são os deputados que se submetem voluntariamente à disciplina de voto. Não há nada nas regras da Assembleia da República que os obrigue. São eles que fazendo os seus cálculos políticos optam por se submeter em troco de serem novamente colocados nas listas ou agradarem ao chefe. As pessoas devem avaliá-los por se submeterem tão facilmente na mesma medida em que avaliam os partidos por submeterem os deputados a disciplina de voto.

A Iniciativa Liberal assumiu-se como um partido de ideias. Não será uma luta injusta os argumentos lógico/racionais debaterem versus a psicologia de massas dos discursos populistas ou demagogos? 

Não é uma luta fácil nem será ganha com facilidade. É muito mais fácil crescer e vencer na política deixando-se levar pelas ideias populistas e demagógicas. A Iniciativa Liberal tem um conjunto de ideias muitas vezes contra-intuitivas e que são complicadas de transmitir. Mas apesar destes defeitos, estas ideias têm duas características que fazem com que valha a pena lutar por elas: são as ideias que Portugal precisa e as ideias que funcionam. Só por isso vale a pena lutar para que as pessoas percebam isso.

Os algoritmos digitais podem não mostrar um contraditório, ou seja existe a facilidade de entrar numa bolha. Há um Portugal da caixa dos comentários nas redes sociais e um Portugal bem mais simpático no offline? 

O offline é, por definição, muito mais simpático porque as pessoas olhos nos olhos têm sempre uma atitude diferente. Já me aconteceu várias vezes dar-me imensamente bem com algumas pessoas e depois de algumas discussões online a relação ficar completamente destruída, discussões que eu tenho a certeza que olhos nos olhos teriam decorrido de uma forma muito mais amigável. Eu hoje evito completamente ter discussões online. Se não conhecer a pessoa, abandono a discussão assim que percebo que se pode tornar pessoal. Se conhecer a pessoa, convido-a para um café para discutir o assunto. Em 15 anos de discussões online já senti demasiadas vezes a tristeza de perder amigos devido a discussões online (alguns tornaram-se mesmo inimigos activos) e quase sempre que encontrei um “inimigo” online na vida real acabamos por esclarecer as nossas divergências. Também noto isso na malta mais jovem, que já cresceu no online, que me parecem terem relações mais conflituosas e discussões mais entricheiradas. Temos que redescobrir o prazer de falar e discutir olhos nos olhos ou pelo menos de telefonar. Espero que o advento das video conferências ajude a que, mesmo online, as interacções se façam assim, de uma forma mais pessoal.

O economista Steen Jakobsen, diz que “Portugal devia ter vergonha de não ser um país de topo mundial”. É verdade?

Portugal teria todas as condições para ser um dos países mais desenvolvidos do Mundo, principalmente agora com o advento do teletrabalho. Se uma pessoa pode trabalhar em qualquer parte do Mundo, certamente muitos escolheriam trabalhar num país seguro, com um tempo fantástico, boa gastronomia e com baixo custo de vida. Infelizmente, tudo o resto contraria estas vantagens: a carga fiscal, a burocracia, a perseguição da máquina fiscal, a lentidão da justiça, etc. É uma oportunidade perdida.

Aveiro, Braga e Porto são os principais motores da economia portuguesa, contudo porque o país continua centrado em Lisboa?

É um processo que se alimenta mutuamente num ciclo vicioso. O poder político concentra-se em Lisboa levando o poder económico atrás. Atrás desses dois segue o poder mediático. Como o poder mediático se concentra em Lisboa, a opinião pública acaba por se focar mais nos problemas de Lisboa o que faz com que o poder político se preocupe mais com esses problemas, concentrando-se ainda mais em Lisboa e atraindo os outros dois poderes. Temos que já não haja muitas possibilidades de inverter este ciclo.

Há empresas fora das IT (salários acima de média), que faturam milhões e apenas pagam o salário mínimo para a maioria dos colaboradores. Mesmo com uma carga fiscal mais baixa isso mudaria? Há exemplos de pessoas que trabalharam uma vida inteira na mesma empresa e receberam o salário mínimo até se reformarem. Não será uma questão de mentalidade invés de económica? 

Isso é o mesmo que dizer que não voarmos é uma questão de mentalidade. Não é mentalidade, é a lei da gravidade. As pessoas em Portugal recebem pouco porque há poucas empresas. Se houvesse mais investimento em Portugal, mais concorrência entre empresas, os salários seriam mais altos. Não só haveria mais concorrência pelos trabalhadores como as empresas menos produtivas, as responsáveis por atirar os salários para baixo, deixariam de existir. A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores, termos mais concorrência para garantir que empresas pouco produtivas desaparecem.

Digo isto muitas vezes a alguns amigos socialistas: se há coisa que os “patrões” detestam é concorrência: se os querem mesmo lixar, abram os mercados e exponham-nos à concorrência.

Como não vivo em Lisboa e arredores, há problemas locais que me são completamente alheios. Pessoalmente acredito que fora da capital e arredores existem oportunidades mais igualitárias independente da raça ou nacionalidade da pessoa. Do pré 25 de Abril ao pós 25 de Abril, e consequente chegada dos PALOP, ainda existe uma certa segregação urbanística e problemas adjacentes daí?

Parece-me claro que não é igual nascer branco ou negro neste país. Da mesma forma que não é indiferente nascer homem ou mulher, rico ou pobre, lisboeta ou beirão. A falta de crescimento económico e concorrência são os principais causadores da falta de mobilidade social e a prevalência de diferenças entre grupos de pessoas. Pensemos num clube de futebol, uma área em que a concorrência é apertada: o que é que acham que aconteceria se o presidente de um clube de futebol contratasse apenas os seus amigos e familiares para jogar? O clube perderia e ele acabaria sem o seu lugar. Isto porque o futebol é, pela natureza do sector, altamente competitivo. E por o ser é que o futebol é uma das poucas formas que pessoas que de outra forma estariam condenadas à pobreza conseguem subir muito na escala social. Mas o futebol só não chega. Precisamos que toda a economia funcione mais assim.

Quais os restaurantes em Espinho que recomendarias ao Gordon Ramsay?

Gosto muito do Cantinho da Ramboia, fora da zona turística, muito bom e barato. O Aquário também é um marco da cidade, mas esse não precisa de publicidade e está um bocadinho fora do meu orçamento.

Se a tua vida fosse um filme, qual seria a sinopse e quem seria o realizador?

“Carlos Guimarães Pinto, o gajo que gostava de experimentar coisas e escolhia os destinos de acordo com o prazer que lhe daria percorrer o caminho para lá chegar.”. Eu gosto muito do Tarantino, mas acho que a minha história de vida não é suficientemente sangrenta para um filme dele. Ficar-me-ia então pelo David Fincher.

Como Fazer Remarketing Dinâmico e Catálogos em Facebook/Instagram Ads


Criar uma campanha de remarketing dinâmico permite aos visitantes do site lembrarem sobre os produtos que visitaram na loja online.

Quando as pessoas são impactadas com anúncios dinâmicos, as pessoas vêem automaticamente os produtos ou produtos semelhantes ao que viram anteriormente.

É “chato” contudo converte. Exemplo dos últimos 7 dias com apenas 20 euros investidos.

Disclaimer: O Remarketing Dinâmico não é salvação se não houver interesse real nos produtos. Por vezes, o problema é o produto invés dos anúncios.

Requisitos para Remarketing no Facebook e Instagram Ads no Gestor de Anúncios.

  • Eventos do pixel configurados
  • Catálogo dos produtos integrado com o site

Exemplo na CMS – WordPress/Woocommerce

Instalar o Plug-In Facebook for Woocommerce e colocar os dados do Pixel e uma cruz na opção Product Sync

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Clicar em Manage Catalog, preencher todos os campos, importar o catalogo e de seguida copiar este link.

Copiar o Link na zona de Catalogo no Gestor de Anúncios, em Data Sources para uma sincronização automática com a loja online.

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Após a sincronização. Retirar a cruz no pixel porque o Facebook for WooComerce apresenta um bug no evento Compra.

Para resolver a situação. Instalar o Plug-In Pixelyoursite e colocar o respetivo ID.

Criar uma Campanha de Remarketing

Escolher o objetivo de vendas no catalogo.

Escolher a opção Retarget Ads e escolher uma das opções pretendidas + o intervalo de dias

Super Dica:

Tenham em atenção os Placements dos anúncios! Para conversão, por norma, FB/IG feed e IG Story são os locais que funcionam melhor.

A nível de redação da descrição do anúncio tem que se ter conta fatores que eliminam possíveis dúvidas.

  • Dias de entrega
  • Métodos de pagamento
  • Reviews – Classificação em estrelas no Site/Facebook
  • Ou um incentivo de compra (cupão).
  • E outros aspetos relevantes consoante a área

Como Criar anúncios em Catalogo

Os Catálogos são experiências instantâneas exclusivas para Mobile e que encaminham para o site após o clique nos produtos ou botões.

Há dois tipos de Catálogos: Dinâmicos e Manuais/Personalizados.

Os catálogos dinâmicos são a forma mais barata de gerar tráfego para o site e podem ser incluídos na estratégia de funil de marketing.

Para criar um Dinâmico conforme os dados do algoritmo é necessário criar um anúncio de Vendas de Catálogo.

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Na zona dos anúncios escolher Coleção

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E criar um novo template

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Se ligarem a opção de agrupamento automático. O catálogo divide-se por secções de produtos mais vistos, produtos semelhantes, produtos mais populares e produtos sugeridos. Nota: Os textos de origem podem ser alterados.

Super Dica:

É possível criar um catálogo dinâmico apenas com os produtos pretendidos! Exemplo: Nova Coleção ou Promoções.

Para tal, devem criar um novo product set ao criar o conjunto de anúncios e inserirem a respetiva categoria.

Como criar Catálogos que Convertem para o Público-Alvo

Os catálogos dinâmicos estão limitados com a informação proveniente do Website. Um catálogo manual permite personalizar descrições além da ordem dos produtos e criar uma verdadeira experiência para o utilizador.

Os Catálogos Manuais estão presentes nos objetivos de Tráfego e Conversão. (Podem ser criados outros tipos de catálogos neste objetivo).

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Escolher Coleção e o Template a utilizar

Exemplo com Storefront

E de seguida personalizam o Catálogo. Se manual, não recomendo a colocação do preço mas sim uma breve descrição para o potencial consumidor ficar mais informado.

O Hip Hop Português Gera Milhões de Cliques No Digital

Milhões de views e com artistas todas as semanas nas tendências do Youtube, Ads, rádio online, séries e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

Hip Hop tuga

Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reinou de 2012 até 2018. A rubrica Liga Knock Out passou do Online para os Palcos do Sudoeste e viagens de finalistas, após milhões de visualizações. 

A programação do canal variava entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out e Cosp´Acapella onde rappers rimavam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit”, o canal aproveitava o ritmo da internet e a interactividade.

Com um programa de conversa com excertos de músicas que podiam ser visionadas através de um clique.

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A forma de ouvir música mudou! Lançam-se singles e não álbuns para se manter relevante. O público ouve canções soltas em vez de álbuns e a música Online Gratuita ou a Baixo Custo(Spotify Premium) substituiu a compra do CD Físico.

O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma, os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

A banda Wet Bed Gang e o rapper Piruka são os mais visualizados. A música Salto Alto apresenta mais de 30 Milhões de Visualizações.

A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

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O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico X-Tense criou uma série (Mais de 100 mil views) onde em cada episódio apresenta uma nova música. A série conta com participações de humoristas e rappers com bastante atividade no Youtube.

Nas redes sociais são autênticos “Rockstars” com um público fiel e que interage. Por exemplo, o artista Bispo apresenta uma taxa de interação de 16% no Instagram.

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Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo do rapper Regula, um dos mais populares no panorama.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

Em 2019, “A História do Hip Hop Tuga” foi contada em festivais ou em concerto em nome próprio, com artistas de cada ano a assinalarem o seu marco durante quatro horas de concerto. O Hip Hop já não é uma sub-cultura e atualmente faz parte da sociedade.

“Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

O nome Elsa ficou celebrizado com um grito icónico no Sudoeste. Mas a Norte e no em todo o país “digital”, o nome Elsa está conotado à Escrita Web e Comunicação Digital.

Elsa Fernandes começou como jornalista no Público e Media Capital, porém teve um olhar observador para uma carreira no digital. No presente, é formadora e consultora, tendo colaborado com a Salsa, Continente Online, entre outros.

Autora em dois livros , abre o livro na Desconstrução da Escrita para a Web. 

Dan Curran, CEO da PowerPost escreveu na Entrepreneur que “as marcas precisam de jornalistas para que o conteúdo tenha uma voz forte, com base em dados e que conte uma história.” E que ao contrário dos marketeers – “Os jornalistas focam primeiro na audiência e de seguida na marca”. O jornalismo é uma boa influencia para alcançar o público no Marketing Digital? 

Sem dúvida. Na minha opinião, os jornalistas podem tornar-se excelentes redatores de conteúdos. Isto acontece por uma série de razões.

Começando pelo próprio método de trabalho. Um jornalista com alguma experiência sabe fazer boa pesquisa sobre o tema que tem em mãos. Vai também procurar um ângulo original para o seu conteúdo, não se limitando a repetir o que já foi escrito anteriormente. Além disso, foi treinado para ouvir e descobrir boas histórias, elementos fundamentais para a criação de conteúdo de qualidade. 

Depois, a própria forma como um jornalista escreve encaixa na perfeição no que se espera do bom conteúdo. Escrita simples, neutra e que puxa para destaque o que é mais importante, servindo e respeitando quem o lê. Ou seja, o tal foco na audiência que Dan Curran refere.  

Finalmente, e aqui falo especificamente da forma como eu trabalho, assim como o jornalista assume um compromisso com a verdade, procurando ao máximo cingir-se aos factos, defendo que o redator de conteúdos deve fazê-lo também. Acredito que, para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade. 

És uma early-adopter na promoção e no uso profissional das Redes Sociais. Por outro lado, o “Podcast, disse ela” surgiu antes do boom. A criação de conteúdo requer constantes viagens ao futuro?

Gosto muito dessa ideia de viagem ao futuro, especialmente no sentido de alargarmos o nosso campo de visão além do aqui e agora. 

Penso que foi um pouco o que aconteceu nos exemplos que referes. No caso das redes sociais, comecei a explorá-las quando ainda trabalhava na Exponor para perceber como poderia enquadrá-las na estratégia de marketing da instituição. Na altura era uma aposta que outros parques de feiras, nomeadamente em Espanha e na Alemanha, já estavam a fazer. Avançar implicou ir mais à frente buscar inspiração a esses exemplos e fazer as devidas adaptações ao nosso contexto. 

O “Podcast, disse ela” surgiu de facto antes do boom dos podcasts por cá. Era um formato de conteúdo que já consumíamos há algum tempo (eu e a Sónia Costa, co-host no projeto) e que decidimos explorar. No meu caso, muito porque sempre gostei de rádio e vi aqui uma oportunidade de experimentar algo similar. 

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Maya Angelou refere que “Tudo no universo tem ritmo, tudo dança”. A escrita para a Web tem um ritmo próprio e incompreendido pelos “ditadores da gramática”? 

Penso que sim. Começar uma frase com um “e” ou com um “mas”, escrever frases só com uma palavra e parágrafos com apenas uma linha são técnicas que não respeitam totalmente a gramática e que talvez não sejam aceitáveis noutros contextos. No entanto, são bons aliados para quem escreve para a web porque tornam o texto mais eficaz e facilitam a leitura. 

Parece-me, contudo, que esta liberdade de que a escrita para a web beneficia não pode justificar tudo. Há princípios que têm mesmo de ser cumpridos, sob pena de prejudicarmos a mensagem. 

Aliás, quando opta por quebrar as regras, o redator deve fazê-lo de forma completamente consciente. Isto coloca-nos uma responsabilidade adicional de estudar e conhecer bem as regras gramaticais para que o desrespeito seja um ato voluntário em benefício da comunicação. 

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Quantidades, medidas, espaços, estruturas, variações e estatísticas. O copywriting tornou-se “mathwriting”? 

É uma perspetiva interessante e compreendo que algumas pessoas possam sentir-se constrangidas por tantas normas, especialmente quando estão a começar.

Ao longo do meu percurso, fui aprendendo a olhar para esses princípios, não como limitações, mas como ferramentas para chegar mais rapidamente e de forma mais significativa ao leitor/utilizador. 

Acho que se aplica o mesmo princípio que vale para as regras gramaticais: estudarmos tão profundamente como funcionam essas quantidades, medidas, espaços, etc. que referes até ao ponto em que não são algo que nos impomos, mas que incorporamos no nosso trabalho sem grande esforço. 

Claro que também gosto de escrever livremente. Faço-o — a par da leitura — para que o meu cérebro nunca se esqueça que há outras escritas além da que exerço profissionalmente. 

Em 1964, Marshall McLuhan afirmou que “O meio influencia a mensagem. Uma mesma mensagem é percebida pelo mesmo indivíduo de forma diferente em diferentes meios.” O conceito permanece atual ou existe uma redefinição com os novos meios? 

Na minha opinião, o meio continua a influenciar a mensagem, mesmo que tenham passado mais de 50 anos sobre a afirmação de Marshall McLuhan e os meios se tenham alargado profundamente.

Esta expansão obriga-nos a ter de compreender como é que o utilizador usa cada meio e a adaptar a nossa comunicação para que as mensagens sejam percebidas. 

É o que acontece com a escrita para a web. Há uma série de diferenças face à escrita para outros canais — desde a forma como lemos à imediatez do meio — que obriga os redatores a ajustarem-se para conseguirem ser eficazes na comunicação. 

Vídeo killed the blogging star? Ou ambos irão coexistir durante os próximos anos? 

É certo que os blogues não são hoje o que eram há dez anos. Assim como o próprio vídeo evoluiu muito e se democratizou. Mas, alargando um pouco o debate, não me parece que a imagem vá substituir a palavra escrita na web. Na minha perspetiva, a tendência é de coexistência e adaptação.

Acho que o Instagram é um bom exemplo desta tendência. Trata-se de uma rede social eminentemente visual, mas onde a palavra encontrou o seu espaço. Vemo-la, por exemplo, ser protagonista em algumas contas (@_odadiana/), mas também cada vez mais presente nas longas legendas de muitos feeds

Em suma, mesmo quando se materializa de formas diferentes daquelas que conhecemos e a que estamos habituados, a escrita acaba por estar sempre presente.

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@_odadiana

Fernando Pessoa, Camões ou Sophia de Mello Breyner: quem contratarias para uma equipa à procura de um copywriter digital? 

Seria uma honra trabalhar com qualquer um dos três. Contudo, talvez fizesse a escolha menos arriscada: Fernando Pessoa.

Pessoa foi redator publicitário durante dez anos, passou por duas agências e escreveu slogans que estão connosco até hoje, como “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” para o lançamento da Coca-Cola no mercado nacional. Será que ele aceitava o desafio de se juntar à equipa?

A tua vida dava um assunto de E-Mail? Se sim, como seria?

Ainda que não seja especialmente original, gosto da frase “Tudo começa com um primeiro passo”, que provavelmente li num livro ou num artigo. Não resume a minha vida toda, mas é algo que tento ter presente nos momentos em que preciso de motivação para agir. 

Isto vale tanto para grandes decisões, como também para quando no dia a dia nos sentamos em frente ao computador para começar a escrever. Tudo começa com um primeiro passo.

Como fazer Passatempos nas Redes Sociais Que Captam E-Mails

Os Giveaways geram imensos comentários e gostos orgânicos mas não permitem trabalhar uma estratégia de funil integrada com E-Mail marketing.

Como Fazer passatempos e recolher E-Mails

Woobox ou o Wishpond são ferramentas fáceis de criação de concursos ou landing pages(não requer conhecimentos em programação). A grande vantagem é a possibilidade de integração com o Facebook Pixel e Google Analytics. Por outro lado, as plataformas permitem integrar o passatempo diretamente numa Tab da página Facebook (Desktop). Em mobile, como não existe a funcionalidade Tab, os participantes são enviados para uma Landing Page.

Tipos de Passatempos

Sweepstakes – Sorteio Giveaway

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Vantagens:

✅ O sorteio aumenta rapidamente uma lista de e-mails de potenciais clientes (um público mais frio ou quente dependendo da segmentação do anúncio no Facebook Ads). Em média, foi demonstrado que os sorteios convertem duas vezes mais do que uma landing page tradicional.

✅ Aumentar seguidores e engagement ao incentivar o gosto e a partilha diretamente da plataforma

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Impulsionar as vendas:

✅Os sorteios são uma forma de incentivar a primeira compra com e-mails de promoções e ofertas especiais pós-concurso.

✅Remarketing nas redes sociais aquando utilização do pixel.

Passatempo de entrada Bónus

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As ações definidas com bónus aumentam a pontuação do participante, através de gostos de “follow” nas páginas ou participações através do link.

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Se pretendem algo mais avançado é possível atribuir pontos por visitar x página do site, ler um e-mail, clique num link do e-mail, etc.

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Passatempo de Referral

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Os passatempos de referral funcionam na base da partilha.

✅ Permite que os participantes desbloquem prémios específicos ao indicar uma quantidade de referências. Exemplo: 25 participações através do Link partilhado = Oferta de cupão

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Outros passatempos: Concurso de foto, vídeo, hashtag e tabela classificativa.

Alerta RGPD: Não esqueçam de informar ao participante sobre a utilização de dados e se aceita

Isto dos passatempos funciona?

Exemplo realizado em 2018. Não consigo precisar o Budget em ads, contudo foi muito Reduzido. O cliente obteve mais de 900 E-Mails. Os ads tiveram de ser pausados porque o plano Woobox escolhido pela empresa apenas permitia 1000 E-Mails.

Nota: É possível fazer um upgrade do plano a qualquer momento.

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“Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

André Amorim, Nearshore Business Manager da Aubay, conta com passagens nos recursos humanos da Bosch Portugal e EDP. Em paralelo, dá workshops, training development e talks motivacionais em diversas empresas. Foi treinador de Futebol Americano nos Lisboa Navigators, Lisboa Devils (com uma equipa técnica com 10 nacionalidades) e Seleção Nacional. Atualmente está ligado à modalidade como comentador na Eleven Sports.

“Conheci” o André na minha primeira experiência digital onde fui voluntário em social media para a Federação Portuguesa de Futebol Americano. Eu não percebia do desporto, contudo tentei entender para não cometer “barraca”. O André e alguns amigos divulgavam a modalidade na página FA Portugal e sempre ajudou-me no que fosse preciso. Se acharem-no um porreiro….é mesmo verdade!

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas

Foste treinador 6 vezes campeão em equipas de futebol americano (Lisboa Navigators e Lisboa Devils). Há um paralelismo entre o desporto e os recursos humanos nas empresas? 

Sem sombra de dúvidas que existe um forte paralelismo entre o Desporto e os Recursos Humanos de uma Empresa, bem como outras áreas. Em particular no Futebol Americano acredito que esse paralelismo e ainda mais forte e evidente.

O Futebol Americano e um desporto de progressão no terreno em que o objetivo máximo passa por marcar touchdown sendo que o objetivo é ter mais pontos marcados do que sofridos. Uma empresa tem também ela a missão de progredir, alcançar objetivos e no final do dia ter mais sucesso do que outras (competidores) num determinado contexto, área ou indústria.

Para isso, quer no Desporto como no Mundo Empresarial, as pessoas – os recursos humanos – são quem coloca em prática as estratégias, os métodos e os processos para que se possa ser bem sucedido. Pessoalmente, acredito que equipas heterogéneas têm um tecto de sucesso mais elevado do que equipas muito homogéneas mas acabam por ser, obviamente, um pouco mais complicadas de gerir por causa de todas as suas particularidades.

Há sempre um parafuso a apertar para melhorar na performance. Contudo como se gere equipas quando uns estão na mó de cima e outros na mó de baixo. E cada pessoa tem os seus sonhos e ambições, e alguns talvez sejam bons jogadores ou profissionais mas talvez não sejam tão boas pessoas? 

Excelente questão mas gostava de a dividir em duas. Primeiro, falando de liderar equipas bem sucedidas e outras menos bem sucedidas. Pessoalmente e apenas a título pessoal, acredito que gerir equipas em termos conturbados é mais fácil do que gerir em termos de facilidade e vitórias.

Sou uma pessoa muito positiva, respiro motivação e consigo olhar para a dinâmica de uma equipa e perceber o que está menos bem e o que podemos melhorar para caminharmos na direção dos nossos objetivos coletivos. Numa dinâmica em que uma equipa ganha de forma constante, acredito que é necessário uma maturidade pessoal, dos líderes em questão, para conseguirem manter os índices de performance da equipa sempre em cima. Acho que neste caso é preciso inclusive que a liderança seja extensível a todos de forma mais abrangente e não seja tão centralizada. Porque? Porque isso pode originar a cisões dentro da equipa.

Já no que toca a uma gestão das próprias pessoas dentro de uma equipa, vamos ser sinceros. Nunca vamos conseguir ter relações próximas, nunca nos vamos identificar com todas as pessoas e nem todos vão fazer parte da nossa “tribo”.

Mas quando estamos inseridos numa equipa é importante perceber o papel que cada um desempenha, compete ao líder de mostrar isso e de fazer essa gestão da forma mais pacífica e orientada aos resultados possível.

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No documentário de Futebol Americano “Hard Knocks” podemos observar que há um constante feedback dos treinadores aos jogadores, sobretudo nos treinos. Qual a importância do feedback em real-time nas empresas? 

Sobre o feedback acho que é uma faca de dois gumes. Eu sou forte apologista de feedback mas se for um feedback orientado, estruturado, com coaching points e onde possamos colocar em prática aquilo que nos estão a transmitir. Acredito que retirei muito isto da minha experiência do desporto e aplico às várias equipas que tive oportunidade de gerir nas várias indústrias onde trabalhei.

Hoje em dia acho que o feedback virou algo banal, todas as empresas, gestores e líderes dizem que praticam feedback de forma constante mas a questão é que tipo de feedback estão a transmitir e qual a praticidade do mesmo? Food for thought.

Os treinadores portugueses que estudam na Faculdade de Motricidade Humana aprendem que “Antes do desportista existe a pessoa”. Como as empresas podem olhar para a pessoa antes do profissional? 

Dica simples: Quando se sentarem diante de um candidato, procurem conhecer a pessoa em vez do profissional. Olhem para além daquilo que está escrito e descrito no CV e tentem compreender as motivações por detrás dessa pessoa para estar ali sentada naquele preciso momento. Como reage perante determinado ambientes, perante determinados obstáculos, perante determinados contextos. E, apenas depois, procuremos o lado técnico e competências necessárias para desempenhar a função que, no final do dia, são também fundamentais.

Fora das empresas de IT e sobretudo na indústria, o salário mínimo é uma norma nas linhas de produção mesmo em empresas que faturam milhões. E é normal, colaboradores dedicarem uma vida à empresa sem um aumento real…

Infelizmente é uma realidade que vivemos mas que espero genuinamente que possamos fugir a isto o mais depressa possível. Acredito que os tempos que temos pela frente, a curto/médio prazo, serão de tremenda dificuldade mas espero que todos juntos possamos de alguma forma caminhar para uma sociedade mais justa, equilibrado e com maior equidade entre as várias indústrias.

Se existe algo que esta pandemia nos ensinou é que precisamos de determinadas áreas – desporto, artes – para encontrarmos equilíbrio na nossa vida e no nosso dia-a-dia.

No desporto e nas empresas há contextos em que o jogador ou profissional não se adaptam ou rendem. Contudo se mudam de contexto(equipa ou empresa) aumentam a performance, apresentam menos falhas e estão mais soltos. Há contextos que tornam a pessoa mais presa? 

Sem sombra de dúvidas que sim. Eu sou advogado da citação “máxima liberdade com a máxima responsabilidade”. Acredito que qualquer pessoa alcança o seu tecto de performance quando tem liberdade para ser quem é e colocar em prática aquilo que sabe. Em determinados momentos são precisos instruções, que existam guidelines, que exista feedback, mas a liberdade é para mim essencial.

E, quando não existe esta abertura em qualquer contexto, origina esse cenário que mencionaste, da pessoa ficar presa e não estar bem naquela cultura, naquele ambiente, com aquela estilo de gestão/liderança.

Uma mudança, que só por si é a única real constante da nossa vida, por vezes é o melhor remédio.

Como vês o futuro da felicidade no trabalho?

Muito honestamente a felicidade é um tema muito abstrato para que eu o possa aqui dissecar ou tentar aqui fazer futurologia.

Mas aquilo que eu gostava MESMO de ver acontecer era de nos ver a todos a encontrar aquilo que nos faz felizes, encontrar um equilíbrio entre todos os campos da nossa vida, ter a liberdade para agir de acordo com as nossas motivações e que percebamos finalmente, e de uma vez por todas, que apenas juntos conseguimos melhor toda a realidade que nos rodeia. Somos todos parte do mesmo organismo e todos temos algo a acrescentar e um papel a desempenhar.

Qual o desportista ou treinador que escolherias para uma palestra motivacional para a equipa onde trabalhas? 

Claro que vou para o Futebol Americano e escolheria ou o Bill Parcells, treinador bastante consagrado da década de 90 ou o jogador Ray Lewis que se retirou do Futebol Americano profissional em 2013.

O Bills Parcells é um dos meus treinadores favoritos e tem um abordagem muito fria, pragmática mas ao mesmo tempo realista a todas as dinâmicas de uma equipa. Uma citação dele que gosto bastante diz “eu gosto de confronto porque limpa o ar”. Isto remete-me muito para a necessidade da tomada de decisões, a não fuga a situações que mais tarde nos podem vir afligir e a uma abertura na comunicação dentro de uma equipa que é essencial.

O Ray Lewis porque é uma lenda motivacional. Acredito que os seus discursos de responsabilidade individual sobre aquilo que cada um pode fazer, e que não existe escala para a palavra esforço, porque é um conceito individual, são algo que estimo muito.

Se a tua vida fosse relatada numa jogada de Futebol Americano como seria?

Em mais de 10 anos no desporto onde já tive oportunidade de fazer várias partilhas nunca me fizeram esta pergunta. Mas a resposta foi automática. A minha vida se fosse relatada numa jogada de Futebol Americano seria a interception que Tom Brady, dos New England Patriots, lançou num jogos dos playoffs em 2006 para Champ Bailey, dos Denver Broncos que seria depois placado por Benjamin Watson numa corrida de mais de 120 metros.

Pessoalmente é uma jogada que tem zero talento mas tem 100% esforço. 🙂

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