Como o Fortnite está a mudar o Marketing!

Inovador e disruptivo, Fornite faturou 2 biliões de doláres em menos de dois anos!
 
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Crianças a fazer movimentos de dança “bizarros”, adultos com novos passos na discoteca, serão fãs da Dança com as Estrelas? O fenómeno surge do videojogo Fortnite onde 99 jogadores competem (online) numa ilha até existir um jogador ou equipa sobrevivente. O jogo conquistou milhões de pessoas(80 milhões de jogadores mensais) e quebrou as barreiras do Marketing Tradicional.
 
Free-to-play Not Pay-to-win
 
Fortnite segue o modelo free-to-play disponibilizado gratuitamente para consolas, pc e dispositivos móveis. Embora seja normal a existência de jogos gratuitos, por norma, seguem o modelo pay-to-win, em que quem gasta dinheiro (ou mais dinheiro) acaba por ter uma vantagem competitiva contra quem não investe no jogo.
 
No jogo sensação do momento, o modelo de receita não afeta a vantagem competitiva mas acrescenta outro tipo de experiências aos jogadores.
 
Incentivos – Gamification
Fortnite tem uma moeda própria “V-Bucks” que são adquiridos com dinheiro real ou através do jogo ao conquistar desafios diários, semanais ou por época.
 
A cada 3 meses, o jogo proporciona uma nova época com mais desafios e skins para armas, roupas e danças com opções de compra. Contudo para entrar na época torna-se necessário adquirir um acesso passe.
 
Mas o jogo não procura o gasto de dinheiro desenfreado. Com a possibilidade de renovação do passe de época a quem cumpre os desafios de época anterior cria-se um foco na necessidade de “prender” os jogadores, com mecânicas que incentivam a jogar.
fortnite
Gerar inveja
 
Além de haver poucas probabilidades de haver um vencedor, a chave para o modelo de negócio do Fortnite foca-se no não uso de V-bucks para comprar “vantagens” que afete o desempenho dos jogadores.
 
Em vez disso, a moeda é usada para comprar skins para armas, danças e modos de jogo. Muitos dos acessórios na loja Fortnite estão disponíveis durante um tempo limitado.
Isto contraria o Marketing Tradicional com a venda do produto não ser a única ou até mesmo a fonte de receita(jogo gratuito) e a procura que se gera são de produtos não físicos com uma escassez intencional (bem virtual).
 
Do lado da receita, Fortnite fez algo realmente único, com a criação de percepção de exclusividade. Segundo Michael Pachter, analista da Wedbush Securities. “Se vires outro jogador em uma pele de leopardo e veres que não está mais disponível pensas eu tenho que ser o primeiro na próxima vez.” As poucas de chances de ser o vencedor também gera sentimentos de inveja(os jogadores querem ser os vencedores.)
 
O fenómeno viral
 
No presente, há um grande mercado de pessoas que assistem a videojogos. Youtube e Twitch popularizam streamers que apresentam uma audiência massiva sobretudo de público mais jovem.
 
O Boom inicial foi proporcionado por jogadores online pagos ou não para transmitirem as suas horas de jogo. Da visualização à descoberta pelas próprias mãos leva um download e o jogo conquista pelo seu sistema!
 
Na cultura Pop
 
Fortnite está em todo o lado e a sua popularidade também vive de adultos entusiastas, como o jogador Griezmann, conhecido por fazer danças do jogo nas suas celebrações, por exemplo, no último Mundial de futebol.
O segredo do sucesso de Fortnite vai além do seu modelo de negócio, das danças ou da jogabilidade, mas também pela experiência de poder ser jogado ou vivido entre amigos em danças divertidas na discoteca.
 
Fortnite ultrapassou a barreira de um videojogo e hoje é uma experiência social.

Influenciadores digitais – Como escolher para potenciar vendas

Como os influenciadores digitais podem potenciar vendas de uma empresa?

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1: Pesquisar perfis com contexto para a marca

Influenciadores que seguem uma linha de comunicação temática(fitness, moda urbana, etc) são mais propensos a serem abordados pelas marcas. Por norma, estão no topo da mente na hora da escolha, contudo existem mais perfis a explorar para encontrar o influenciador ideal.

O contexto define a familiaridade da mensagem perante o receptor (fãs). No marketing com influenciadores os opostos não se atraem! Divulgar fast food não combina com praticantes de fitness, certo?

Ferramentas: Pesquisa manual, Canais Relacionados em perfis do Youtube, Upfluence, Agências de influenciadores

2: Verificar a veracidade dos seguidores

O Instagram está repleto de seguidores falsos ou não tão fieis. A rede social ficou conhecida pelo fácil acesso a seguidores falsos que são facilmente identificáveis pela origem(países em desenvolvimento) ou nomes/perfis duvidosos.

Por outro lado, existem perfis que angariam seguidores verdadeiros através de robôs que realizam automaticamente follow/unfollow para puxar que a pessoa seguida, siga de volta.

3: Pedir os dados estatísticos e demográficos

É importante pedir os dados de alcance, interação mas sobretudo cliques em publicações com outras marcas mas também analisar o país dos seguidores ou o género.

Se uma marca pretende divulgar para Portugal mas 80% dos seguidores são estrangeiros, não existe um encaixe para a marca atingir o público-alvo. O género dos fãs também apresenta a sua importância, sobretudo em marcas que pretendem atingir um género mas a maioria dos fãs pode eventualmente ser do género oposto, devido a fotos mais sensuais.

4: Definir uma estratégia de comunicação e não sobreposição com outras marcas

A celebração de um contrato implica obrigações entre ambas as partes. Para evitar sobreposição de publicações de outras marcas no mesmo dia ou a mesma categoria de produtos durante a mesma semana/semanas, torna-se importante definir as condições do contrato. Sobretudo a nível de stories onde facilmente a história pode passar despercebida se for colocado um grande volume no mesmo dia + mistura com história a divulgar outra marca criando assim uma comunicação superficial e não genuína.

5: Atenção a “Gold Diggers”

Quem gere Instagrams de forma profissional é frequentemente abordado por “influencers” que “caçam” produtos em troca de divulgação, em regra geral pelas razões mencionadas acima não existe um benefício para marca.

Apesar do uso de hashtags gerar comentários automáticos(de perfis que procuram mais seguidores), a interação de comentários verdadeiros num grande volume são um bom critério de escolha para encontrar influenciadores de verdade.

O grande volume de comentários genuínos de fãs e de outras influenciadoras/bloggers são mais valiosos do que gostos porque demonstram uma comunidade interessada e influenciável. 

6: Medir a campanha 

Ao definir um objetivo na estratégia torna-se importante medir a campanha a nível de vendas, tráfego no website, pedidos por mensagem privada ou novos seguidores.

No online ou offline, o uso de cupões personalizados permitem realizar um tracking a nível de conversão e permite calcular o ROI com base nas vendas. Porém em diferentes casos a medição pode variar, como por exemplo, em atrações turísticas o impacto mede-se pelo aumento da afluência.

SUPER DICA!!!

Mais de que uma campanha isolada torna-se importante criar algo consistente e regular para os fãs dos influenciadores não esquecerem da marca e gerar uma maior curiosidade pelo constante uso e apoio a determinado marca/produto! Os influenciadores certos com base em resultados são o fit perfeito para se tornarem embaixadores da marca. 

Em caso de campanhas isoladas, torna-se fundamental a criação de anúncios através das páginas dos influenciadores para alcançar a totalidade dos seus fãs (segmentação fãs da pagina). Por outro lado, o custo por intereção ou por clique é bastante inferior do que numa campanha tradicional.

O hip hop nacional que gera cliques no Digital

Milhões de views, ads, rádio online, sites e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

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Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reina com um trabalho visionário, consistente e profissional.

A programação do canal varia entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out (Com diversos vídeos acima dos 300 000 views) e Cosp´Acapella onde rappers rimam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit” o canal aproveita o ritmo da internet e a interactividade.

Um programa de conversa com excertos de músicas que podem ser visionadas através de um clique.

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O canal explora o Youtube como poucos em Portugal!  As notícias curtas(3 minutos no máximo) contam com apresentadora, grafismo e captura de vídeo em concertos.

A forma de ouvir música mudou! Ouve-se canções soltas invés de álbuns e a música online gratuita ou a baixo custo(Spotify Premium) substituiu a compra do Cd físico. O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

Já ouviram falar de Piruka? Os seus vídeos atingem milhões de visualizações, o single “Ca Bu Fla Ma Nau” superou recentemente as 8 milhões de views. Um caso de sucesso gerado pela internet e que atualmente vive apenas da música.

A concorrência é feroz e há um perigo de se cair no esquecimento ao não existir uma continuidade de novos singles. A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

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Os videoclips na era digital são como roletas num jogo de matraquilhos. São um elemento de surpresa que ajudam a disparar nas views. Atualmente, existe um maior investimento na produção, com ou sem apoios estatais. A música Andorinha do rapper Deau é um dos exemplos de produção artística com apoio do Estado(DR Cultura Norte).

O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico Sam The Kid criou no verão de 2016,  a”TV Chelas”, um canal de hip hop com Música, Vídeo, Entrevistas e Podcast.  Na rubrica “Três Pancadas”,  de uma forma descomplexada e apaixonada ouvimos conversas sobre a cultura hip hop.

O arriscar e o momento atual do mercado levou à criação da primeira rádio online de hip hop, certificada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)

Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo de Regula, um dos rappers mais populares durante anos.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

Como criar imagens 360º para o Facebook

Como criar imagens 360º para o Facebook no Photoshop

As imagens 360º são uma boa forma de divulgar produtos ou na criação de um post mais criativo e interativo.

O processo de criação é muito simples e sem necessidade de “softwares especiais”!

1 – Download de um template 360º para Facebook 

2 – Colocar os elementos na imagem com um intervalo de espaço igual

Como fazer uma imagem 360º

3 – Salvar como (Save As) Jpeg

4 – Upload da fotografia no site Exifer para inserção de dados “Meta”. A inserção de dados é necessária para a simulação de imagem 360º.

5 – Colocação dos seguintes dados “Ricoh” e “Ricoh THETA S”. Como fazer uma imagem 360º

6 – Clicar em Go.EXifing no canto inferior direito e em seguida fazer o download da imagem

7 – Upload da imagem no Facebook. Se o procedimento foi realizado de forma correta, a rede social assume automaticamente como uma foto de 360º.

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O Marketing além do Marketing

A comunicação transmite uma mensagem. No Marketing independentemente da forma ou feitio o objetivo principal são os resultados. Mas ao existir uma mensagem torna-se necessário conhecer a sociedade e os seus problemas.

Aquando a minha gestão do facebook da APFA criei avatares para  a representação das equipas na liga portuguesa. O caminho mais fácil seria um boneco standard, contudo optei por uma maior autenticidade com avatares de diferentes tamanhos e cor de pele.

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A não uniformização leva uma maior aproximação à realidade e consequente identificação numa sociedade em que o diferente ela renega e que estereotipa protótipos do ideal.

Não uniformizar tem ganho força, figurinos diversificados são uma tendência em crescente nas grandes empresas produtoras de brinquedos como reportado no site The Verge.

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Mas o que é novidade hoje não deveria ser o normal?  Sim. Porém o duplipensar encontra-se instalado na sociedade. Segundo o sociólogo  Jacques Ellul, “o propósito não se trata de modificar as ideias das pessoas mas chegar a uma conformidade sobre como as pessoas comportam.”. No livro Propaganda – The formation of men attitude, aborda as condicionantes sociais em uma comunicação de massa onde se caracteriza pela uniformidade e aspetos materiais independentemente do meio da pessoa. E como essa mesma comunicação reduz o individuo.

Reduzir o individuo

O conceito Doublethink (Duplipensar) surge pela primeira vez no livro 1984 de George Orwell. Um alerta sobre “O poder de manter duas crenças contraditórias na mente ao mesmo tempo, de contar mentiras deliberadas e acreditar genuinamente nelas esquecendo de qualquer fato que tenha se tornado inconveniente.”

O duplipensar provoca uma dissonância cognitiva quando os dois elementos não apresentam coerência. Por exemplo em sociedades apelidadas de modernas, o papel da mulher é amplo porque ao longo da história houve progresso em relação à sua independência e na procura de igualdade de direitos. Mas na publicidade, música e outros meios de expressão a mulher em muitos casos é reduzida a um objeto. A mesma sociedade que acredita nos direitos da mulher,que apela aos valores da liberdade e condena países mais conversadores, é a mesma sociedade que reprime determinado tipo de comportamento das mulheres.

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Um restaurante causou polémica ao chamar uma atriz pornográfica de vaca. Ao conhecermos a sociedade, as suas pessoas e comportamentos, apercebemos da recorrente utilização da terminologia em mulheres sejam sexualmente mais ativas ou não. Exemplo, rapariga acaba namoro com rapaz. O rapaz usa insultos como vaca e p**** .

Se a frase da imagem apresentasse um abordagem como “Não entendemos porque algumas pessoas chamam mulheres de vacas. Para nós uma vaca é isto.” invés de fazerem um reforço negativo a um problema na sociedade, falariam do seu produto de uma forma elegante, positiva e igualmente “edgy”.

Mas torna-se difícil tal acontecer porque as mensagens encontram-se assimiladas e difundidas na sociedade que foi criado um padrão visto como normal.

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Onde até para vender uma sandes uma mulher é colocada em posição sexual aliada a um texto com inuendo . E uma sandes de um burger king é algo nada sexy e nem se tornou sexy depois da publicidade.

Não existe correcto ou incorrecto quando a comunicação se mede por resultados. Apenas existe verdadeiro e falso e várias perguntas. “Estou a reforçar algo negativo na sociedade? Verdadeiro ou falso.” A consciência fica para cada um e cada qual escolhe as suas verdades, falsidades e reforços positivos/negativos na sociedade. No entanto, não se pode ignorar que um reforço negativo soma num bolo maior com consequências. Nada é subtil quando existe uma assimilação em massa. Em jeito de reflexão, uma cena do filme Detachment sobre o tema. 

 

 

 

Marketing Nativo, um jogo de estratégia

No marketing nativo o conteúdo é colocado estrategicamente fora dos canais da marca(rede social, site, etc). Uma tendência em crescente que difere do marketing de conteúdos em voga no passado, mas que no presente coexiste com as diferentes formas de marketing.

Passado recente

Exemplo – youtube/site da marca

Em 2009 a Lowe Ativism(agora Lintas) realizou vídeos com o conceito Poster Tagus onde verdadeiros posteres (uma espécie superior de “cromos”) eram entrevistados por “Este Senhor”, celebrizado na MaxMen e nas Noites Marcianas como “Bondage”.

Vídeo “Poster imperactivo” 

Com o sucesso da campanha a Tagus continuou a sua aposta em conteúdos destinados a jovens universitários. No ano seguinte, foi produzido um documentário fictício sobre a vida de “Este Senhor”. Com exibição inicial o canal Youtube da marca e site a série foi exibida posteriormente na Sic Radical.

Case Study

O presente

Passado seis anos, bastante mudou no online além dos algoritmos e diminuição do feed orgânico nas redes sociais. Celebridades, bloggers,youtubers e humoristas apresentam uma comunicação mais estudada e planeada no digital e há uma maior profissionalização e visualizações nos vídeos produzidos para o Youtube/Facebook. O público segue ou aceita mais facilmente pessoas(e o seu conteúdo) em vez do conteúdo da maioria das marcas. Isto cria uma mudança no paradigma onde a maioria das marcas não apresenta força comunicacional ou meios para chegar aos seus alvos através das suas plataformas.

A Swegway aquando proibição das hooverboards na via pública lançou um vídeo com o youtuber Carnage(75 000 subscritores). O vídeo com o nome “Are Swegway Hooverboard ilegal” mostra o youtuber a passear em cima de uma Swegway mas sempre próximo de polícias. O vídeo de humor no fim transforma-se em momento de venda com um call to action e desconto de promoção pela compra do produto no site.

O vídeo conta com 1 milhão de visualizações no canal oficial. Embora o número total de visualizações seja superior devido a uso indevido do vídeo por parte de outros canais ou páginas Facebook.

Porém existem mais meios de camuflar a publicidade no conteúdo.

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A comunicação social passa por um momento de transformação em Portugal devido aos grupos económicos ao seu controlo. A lógica dos seus accionistas de redução de custos e uma maior obtenção de lucros leva a uma maior aceitação de conteúdo originado através das marcas. Recentemente, a aplicação Happn foi abordada através de uma reportagem “cool” no jornal online Observador.

O artigo também promovido no Facebook alcançou um estado viral. Ao a publicidade encontrar-se camuflada num artigo permitiu o conhecimento da App por parte do seu mercado em Portugal, devido ao estilo da reportagem e segmentação da publicidade na rede social.

Native content gone wrong

No mercado dos simuladores de futebol existem dois jogos que competem há 16 anos, Fifa e Pro Evolution. Atualmente o jogo Fifa domina as vendas, tendo apenas no mercado americano o mesmo número de vendas do seu concorrente no mundo todo.

O segundo lugar no mercado leva a um investimento de marketing por parte dos produtores do Pro Evolution. Entre várias estratégias, a série também aposta no marketing nativo com a dupla de futebol freestyle, os F2Freestylers. O canal  Youtube da dupla apresenta mais de 2 milhões de subscritores e cada vídeo ronda entre os 2 milhões e 4 milhões de espectadores, números perfeitos para uma campanha que envolva futebol.

Como parte da estratégia de marketing foram produzidos uma série de vídeos com a marca Pro Evolution e Neymar(jogador capa do jogo). Mas na verdade, dificilmente um vídeo dos F2Freestylers leva alguém a comprar um jogo com edição anual.

Apesar de ser a nova versão do produto não se trata de um novo produto. No entanto, se os F2Freestylers fossem incluídos no jogo com um modo exclusivo de “Freestyle”,  o novo modo e presença das “estrelas” do canal captaria a atenção por parte dos fãs para o jogo.

Portugal

O jogo de estratégia em Portugal passa por encontrar os alvos certos e criar um conteúdo que crie resultados económicos para a empresa. O estado da comunicação social torna-se propicio para a publicidade nativa e a nível de celebridades, youtubers, bloggers existem personalidades nas várias áreas e segmentos. A estratégia certa aliada a um conteúdo bom e pertinente faz a diferença.

 

Erros na gestão de páginas Facebook (empresas)

 

1 – Convites sem sentido

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“Oh não, mais um convite”

Frequentemente recebemos convites por parte do gestor da página. Por norma não existe uma seleção criteriosa do “alvo”. A massificação dos convites leva a dois problemas: A falta de foco no público alvo e a consequente reação não positiva em caso de convite muito descabido.

Para certos ramos de negócio o número de gostos apresenta um nível de importância, devido a influência em relações comerciais/eventos. Contudo, se o consumidor final são as pessoas ao não existir um público que acrescenta valor na relação a presença nas redes sociais não retira proveitos.

A nível de marketing local, o convite é uma boa oportunidade de dar a conhecer a nova loja aos habitantes.

2 – Empresas que tentam ser jornais

Páginas de empresa não são agregador de noticias. Uma página repleta de noticias de outros sites, é como ser dono de um restaurante  com melhor comida ultracongelada dos hipermercados. Não resulta! Os fãs alimentam-se com “alimentos” frescos e se pretenderem “comida congelada”, “compram de fora” cozinhado a fresco no dinheiro vivo ou público.

3 – Likes do gestor de página/família do gestor/funcionários em diversas publicações

O digital permite analisar dados mas também mudar de estratégia com grande facilidade. Se em diversos posts existirem o mesmo numero de interacção entre funcionários e fãs existe um problema. Os likes dos funcionários ou de familiares são disfarces irrelevantes num contexto de negócio e social media.

O online e offline encontram-se interligados. Ações offline podem gerar problemas online e vice-versa. Todavia, se o offline apresenta falhas a estratégia online não fará milagres.

4 – Rede social do dia mundial

Num contexto offline, uma empresa que vende tecnologia não distribui flyers com o dia mundial do bolo de chocolate!

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Se não existe uma aplicação em contexto de negócio, os dias mundiais distorcem com a actividade praticada na empresa ou as causas sociais apoiadas.

 

5 – Utilização de banco de imagens

O facebook encontra-se recheado de selfies e fotos dos nossos amigos. São fotos com pessoas autenticas em contraste da típica foto de pessoas loiras americanizadas, habitualmente retiradas de sites do banco de imagens.

Se não forem utilizadas fotos originais, as fotos não devem parecer estrangeiras. E aqui existe todo um cuidado nas pessoas, ambiente, cenário, etc. A aproximação de um maior realismo com o país faz com que as pessoas sintam mais identificadas. As típicas fotos de banco de imagens são um corpo estranho numa rede social. Contudo, a originalidade é sempre o mais recomendado devido a um maior impacto.

6 – Quem quer ser o Gustavo Santos

O produto do Gustavo Santos são mensagens inspiradoras. Por vezes, empresas esquecem do seu negócio e colocam de forma repetida frases inspiradoras. Entram numa espécie de competição indirecta com o Gustavo Santos e perdem porque o público que criou espera ouvir as suas palavras. O cérebro dos seus fãs estão preparados e pretendem receber aquelas mensagens. No campo das citações do Google surgem em grande número no feed devido aos perfis pessoais.  E por mais boa que seja a intenção a mensagem torna-se banal porque o meio encontra-se banalizado.

Dica rápida de gestão de Facebook

O facebook para empresas vive da miscelânea entre criação de conteúdo de valor acrescentado para o recetor ou conteúdo com uma originalidade que provoca reações positivas. Por outro lado, em certos momentos é crucial focar na venda adaptada ao contexto de facebook. Trata-se de uma rede social e não do feed porta a porta! Como nem todos momentos são de venda, existem bons exemplos de como a marca e produto podem estar presente com conteúdos originais. A página da Fruut(gerida pela empresa e a agência Bazooka) faz um uso criativo de produtos utilizados no seu produto final e até mesmo com o próprio produto.

 

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No caso da Fruut podemos observar que existe um conceito gráfico para  certos momentos de comunicação. Um conceito simples mas muito eficaz e de execução não demorada. Um bom planeamento com um conceito de aplicação fácil mas que o toque criativo faz a diferença. O simples pode tornar-se extraordinário mesmo em empresas com menos recursos(como por exemplo PME em que a pessoa do Marketing faz um pouco de tudo).