“​A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores”​

O Carlos Guimarães Pinto apesar dos seus 36 anos é um homem com uma história de vida imensa. Viveu um mês com a namorada em Dharamshala e deu aulas a refugiados, foi árbitro de futebol, operador de call center, formou-se em Economia, deu aulas na universidade Católica mas também no Vietname. Teve aulas num retiro com Dalai Lama e foi consultor de empresas baseado no Dubai, tendo trabalhado em mais de 20 países. Regressou a Portugal e liderou a Iniciativa Liberal nas últimas legislativas. O partido colocou-se na agenda mediática através das ideias e comunicação irreverente. Depois das eleições abandonou a liderança do partido após sentimento de missão cumprida ao serem construídas bases para o futuro, contudo continua com uma voz muito ativa sobre o panorama nacional.

Desconstruindo Carlos Guimarães Pinto e Portugal

Índia, Filipinas, Nigéria, Emirados Estados Unidos, Vietnam, o que sair de Portugal mostrou-te e ensinou-te?

Viajar, mas acima de tudo viver a realidade de diferentes países traz-nos o benefício de percebermos melhor a natureza humana e a relativizar uma série de coisas. Ao percebermos o que há de igual, e diferente, entre pessoas de diferentes culturas, compreendemos o que pode ser mudado e o que é inerente à natureza humana. Também nos abre horizontes e torna-nos mais criativos e tolerantes.

Como um liberal assiste à falta de liberdade da disciplina de voto, isso não será como ir para uma prova de natação livre e sermos obrigados a nadar bruços?

É preciso não esquecer que são os deputados que se submetem voluntariamente à disciplina de voto. Não há nada nas regras da Assembleia da República que os obrigue. São eles que fazendo os seus cálculos políticos optam por se submeter em troco de serem novamente colocados nas listas ou agradarem ao chefe. As pessoas devem avaliá-los por se submeterem tão facilmente na mesma medida em que avaliam os partidos por submeterem os deputados a disciplina de voto.

A Iniciativa Liberal assumiu-se como um partido de ideias. Não será uma luta injusta os argumentos lógico/racionais debaterem versus a psicologia de massas dos discursos populistas ou demagogos? 

Não é uma luta fácil nem será ganha com facilidade. É muito mais fácil crescer e vencer na política deixando-se levar pelas ideias populistas e demagógicas. A Iniciativa Liberal tem um conjunto de ideias muitas vezes contra-intuitivas e que são complicadas de transmitir. Mas apesar destes defeitos, estas ideias têm duas características que fazem com que valha a pena lutar por elas: são as ideias que Portugal precisa e as ideias que funcionam. Só por isso vale a pena lutar para que as pessoas percebam isso.

Os algoritmos digitais podem não mostrar um contraditório, ou seja existe a facilidade de entrar numa bolha. Há um Portugal da caixa dos comentários nas redes sociais e um Portugal bem mais simpático no offline? 

O offline é, por definição, muito mais simpático porque as pessoas olhos nos olhos têm sempre uma atitude diferente. Já me aconteceu várias vezes dar-me imensamente bem com algumas pessoas e depois de algumas discussões online a relação ficar completamente destruída, discussões que eu tenho a certeza que olhos nos olhos teriam decorrido de uma forma muito mais amigável. Eu hoje evito completamente ter discussões online. Se não conhecer a pessoa, abandono a discussão assim que percebo que se pode tornar pessoal. Se conhecer a pessoa, convido-a para um café para discutir o assunto. Em 15 anos de discussões online já senti demasiadas vezes a tristeza de perder amigos devido a discussões online (alguns tornaram-se mesmo inimigos activos) e quase sempre que encontrei um “inimigo” online na vida real acabamos por esclarecer as nossas divergências. Também noto isso na malta mais jovem, que já cresceu no online, que me parecem terem relações mais conflituosas e discussões mais entricheiradas. Temos que redescobrir o prazer de falar e discutir olhos nos olhos ou pelo menos de telefonar. Espero que o advento das video conferências ajude a que, mesmo online, as interacções se façam assim, de uma forma mais pessoal.

O economista Steen Jakobsen, diz que “Portugal devia ter vergonha de não ser um país de topo mundial”. É verdade?

Portugal teria todas as condições para ser um dos países mais desenvolvidos do Mundo, principalmente agora com o advento do teletrabalho. Se uma pessoa pode trabalhar em qualquer parte do Mundo, certamente muitos escolheriam trabalhar num país seguro, com um tempo fantástico, boa gastronomia e com baixo custo de vida. Infelizmente, tudo o resto contraria estas vantagens: a carga fiscal, a burocracia, a perseguição da máquina fiscal, a lentidão da justiça, etc. É uma oportunidade perdida.

Aveiro, Braga e Porto são os principais motores da economia portuguesa, contudo porque o país continua centrado em Lisboa?

É um processo que se alimenta mutuamente num ciclo vicioso. O poder político concentra-se em Lisboa levando o poder económico atrás. Atrás desses dois segue o poder mediático. Como o poder mediático se concentra em Lisboa, a opinião pública acaba por se focar mais nos problemas de Lisboa o que faz com que o poder político se preocupe mais com esses problemas, concentrando-se ainda mais em Lisboa e atraindo os outros dois poderes. Temos que já não haja muitas possibilidades de inverter este ciclo.

Há empresas fora das IT (salários acima de média), que faturam milhões e apenas pagam o salário mínimo para a maioria dos colaboradores. Mesmo com uma carga fiscal mais baixa isso mudaria? Há exemplos de pessoas que trabalharam uma vida inteira na mesma empresa e receberam o salário mínimo até se reformarem. Não será uma questão de mentalidade invés de económica? 

Isso é o mesmo que dizer que não voarmos é uma questão de mentalidade. Não é mentalidade, é a lei da gravidade. As pessoas em Portugal recebem pouco porque há poucas empresas. Se houvesse mais investimento em Portugal, mais concorrência entre empresas, os salários seriam mais altos. Não só haveria mais concorrência pelos trabalhadores como as empresas menos produtivas, as responsáveis por atirar os salários para baixo, deixariam de existir. A única forma sustentável de aumentar salários é termos mais empresas a competir pelos mesmos trabalhadores, termos mais concorrência para garantir que empresas pouco produtivas desaparecem.

Digo isto muitas vezes a alguns amigos socialistas: se há coisa que os “patrões” detestam é concorrência: se os querem mesmo lixar, abram os mercados e exponham-nos à concorrência.

Como não vivo em Lisboa e arredores, há problemas locais que me são completamente alheios. Pessoalmente acredito que fora da capital e arredores existem oportunidades mais igualitárias independente da raça ou nacionalidade da pessoa. Do pré 25 de Abril ao pós 25 de Abril, e consequente chegada dos PALOP, ainda existe uma certa segregação urbanística e problemas adjacentes daí?

Parece-me claro que não é igual nascer branco ou negro neste país. Da mesma forma que não é indiferente nascer homem ou mulher, rico ou pobre, lisboeta ou beirão. A falta de crescimento económico e concorrência são os principais causadores da falta de mobilidade social e a prevalência de diferenças entre grupos de pessoas. Pensemos num clube de futebol, uma área em que a concorrência é apertada: o que é que acham que aconteceria se o presidente de um clube de futebol contratasse apenas os seus amigos e familiares para jogar? O clube perderia e ele acabaria sem o seu lugar. Isto porque o futebol é, pela natureza do sector, altamente competitivo. E por o ser é que o futebol é uma das poucas formas que pessoas que de outra forma estariam condenadas à pobreza conseguem subir muito na escala social. Mas o futebol só não chega. Precisamos que toda a economia funcione mais assim.

Quais os restaurantes em Espinho que recomendarias ao Gordon Ramsay?

Gosto muito do Cantinho da Ramboia, fora da zona turística, muito bom e barato. O Aquário também é um marco da cidade, mas esse não precisa de publicidade e está um bocadinho fora do meu orçamento.

Se a tua vida fosse um filme, qual seria a sinopse e quem seria o realizador?

“Carlos Guimarães Pinto, o gajo que gostava de experimentar coisas e escolhia os destinos de acordo com o prazer que lhe daria percorrer o caminho para lá chegar.”. Eu gosto muito do Tarantino, mas acho que a minha história de vida não é suficientemente sangrenta para um filme dele. Ficar-me-ia então pelo David Fincher.

Como Fazer Remarketing Dinâmico e Catálogos em Facebook/Instagram Ads


Criar uma campanha de remarketing dinâmico permite aos visitantes do site lembrarem sobre os produtos que visitaram na loja online.

Quando as pessoas são impactadas com anúncios dinâmicos, as pessoas vêem automaticamente os produtos ou produtos semelhantes ao que viram anteriormente.

É “chato” contudo converte. Exemplo dos últimos 7 dias com apenas 20 euros investidos.

Disclaimer: O Remarketing Dinâmico não é salvação se não houver interesse real nos produtos. Por vezes, o problema é o produto invés dos anúncios.

Requisitos para Remarketing no Facebook e Instagram Ads no Gestor de Anúncios.

  • Eventos do pixel configurados
  • Catálogo dos produtos integrado com o site

Exemplo na CMS – WordPress/Woocommerce

Instalar o Plug-In Facebook for Woocommerce e colocar os dados do Pixel e uma cruz na opção Product Sync

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Clicar em Manage Catalog, preencher todos os campos, importar o catalogo e de seguida copiar este link.

Copiar o Link na zona de Catalogo no Gestor de Anúncios, em Data Sources para uma sincronização automática com a loja online.

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Após a sincronização. Retirar a cruz no pixel porque o Facebook for WooComerce apresenta um bug no evento Compra.

Para resolver a situação. Instalar o Plug-In Pixelyoursite e colocar o respetivo ID.

Criar uma Campanha de Remarketing

Escolher o objetivo de vendas no catalogo.

Escolher a opção Retarget Ads e escolher uma das opções pretendidas + o intervalo de dias

Super Dica:

Tenham em atenção os Placements dos anúncios! Para conversão, por norma, FB/IG feed e IG Story são os locais que funcionam melhor.

A nível de redação da descrição do anúncio tem que se ter conta fatores que eliminam possíveis dúvidas.

  • Dias de entrega
  • Métodos de pagamento
  • Reviews – Classificação em estrelas no Site/Facebook
  • Ou um incentivo de compra (cupão).
  • E outros aspetos relevantes consoante a área

Como Criar anúncios em Catalogo

Os Catálogos são experiências instantâneas exclusivas para Mobile e que encaminham para o site após o clique nos produtos ou botões.

Há dois tipos de Catálogos: Dinâmicos e Manuais/Personalizados.

Os catálogos dinâmicos são a forma mais barata de gerar tráfego para o site e podem ser incluídos na estratégia de funil de marketing.

Para criar um Dinâmico conforme os dados do algoritmo é necessário criar um anúncio de Vendas de Catálogo.

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Na zona dos anúncios escolher Coleção

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E criar um novo template

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Se ligarem a opção de agrupamento automático. O catálogo divide-se por secções de produtos mais vistos, produtos semelhantes, produtos mais populares e produtos sugeridos. Nota: Os textos de origem podem ser alterados.

Super Dica:

É possível criar um catálogo dinâmico apenas com os produtos pretendidos! Exemplo: Nova Coleção ou Promoções.

Para tal, devem criar um novo product set ao criar o conjunto de anúncios e inserirem a respetiva categoria.

Como criar Catálogos que Convertem para o Público-Alvo

Os catálogos dinâmicos estão limitados com a informação proveniente do Website. Um catálogo manual permite personalizar descrições além da ordem dos produtos e criar uma verdadeira experiência para o utilizador.

Os Catálogos Manuais estão presentes nos objetivos de Tráfego e Conversão. (Podem ser criados outros tipos de catálogos neste objetivo).

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Escolher Coleção e o Template a utilizar

Exemplo com Storefront

E de seguida personalizam o Catálogo. Se manual, não recomendo a colocação do preço mas sim uma breve descrição para o potencial consumidor ficar mais informado.

O Hip Hop Português Gera Milhões de Cliques No Digital

Milhões de views e com artistas todas as semanas nas tendências do Youtube, Ads, rádio online, séries e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

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Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reinou de 2012 até 2018. A rubrica Liga Knock Out passou do Online para os Palcos do Sudoeste e viagens de finalistas, após milhões de visualizações. 

A programação do canal variava entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out e Cosp´Acapella onde rappers rimavam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit”, o canal aproveitava o ritmo da internet e a interactividade.

Com um programa de conversa com excertos de músicas que podiam ser visionadas através de um clique.

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A forma de ouvir música mudou! Lançam-se singles e não álbuns para se manter relevante. O público ouve canções soltas em vez de álbuns e a música Online Gratuita ou a Baixo Custo(Spotify Premium) substituiu a compra do CD Físico.

O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma, os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

A banda Wet Bed Gang e o rapper Piruka são os mais visualizados. A música Salto Alto apresenta mais de 30 Milhões de Visualizações.

A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

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O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico X-Tense criou uma série (Mais de 100 mil views) onde em cada episódio apresenta uma nova música. A série conta com participações de humoristas e rappers com bastante atividade no Youtube.

Nas redes sociais são autênticos “Rockstars” com um público fiel e que interage. Por exemplo, o artista Bispo apresenta uma taxa de interação de 16% no Instagram.

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Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo do rapper Regula, um dos mais populares no panorama.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

Em 2019, “A História do Hip Hop Tuga” foi contada em festivais ou em concerto em nome próprio, com artistas de cada ano a assinalarem o seu marco durante quatro horas de concerto. O Hip Hop já não é uma sub-cultura e atualmente faz parte da sociedade.

“Para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade.” 

O nome Elsa ficou celebrizado com um grito icónico no Sudoeste. Mas a Norte e no em todo o país “digital”, o nome Elsa está conotado à Escrita Web e Comunicação Digital.

Elsa Fernandes começou como jornalista no Público e Media Capital, porém teve um olhar observador para uma carreira no digital. No presente, é formadora e consultora, tendo colaborado com a Salsa, Continente Online, entre outros.

Autora em dois livros , abre o livro na Desconstrução da Escrita para a Web. 

Dan Curran, CEO da PowerPost escreveu na Entrepreneur que “as marcas precisam de jornalistas para que o conteúdo tenha uma voz forte, com base em dados e que conte uma história.” E que ao contrário dos marketeers – “Os jornalistas focam primeiro na audiência e de seguida na marca”. O jornalismo é uma boa influencia para alcançar o público no Marketing Digital? 

Sem dúvida. Na minha opinião, os jornalistas podem tornar-se excelentes redatores de conteúdos. Isto acontece por uma série de razões.

Começando pelo próprio método de trabalho. Um jornalista com alguma experiência sabe fazer boa pesquisa sobre o tema que tem em mãos. Vai também procurar um ângulo original para o seu conteúdo, não se limitando a repetir o que já foi escrito anteriormente. Além disso, foi treinado para ouvir e descobrir boas histórias, elementos fundamentais para a criação de conteúdo de qualidade. 

Depois, a própria forma como um jornalista escreve encaixa na perfeição no que se espera do bom conteúdo. Escrita simples, neutra e que puxa para destaque o que é mais importante, servindo e respeitando quem o lê. Ou seja, o tal foco na audiência que Dan Curran refere.  

Finalmente, e aqui falo especificamente da forma como eu trabalho, assim como o jornalista assume um compromisso com a verdade, procurando ao máximo cingir-se aos factos, defendo que o redator de conteúdos deve fazê-lo também. Acredito que, para comunicar as suas mensagens, as marcas não precisam (nem devem) sacrificar a verdade. 

És uma early-adopter na promoção e no uso profissional das Redes Sociais. Por outro lado, o “Podcast, disse ela” surgiu antes do boom. A criação de conteúdo requer constantes viagens ao futuro?

Gosto muito dessa ideia de viagem ao futuro, especialmente no sentido de alargarmos o nosso campo de visão além do aqui e agora. 

Penso que foi um pouco o que aconteceu nos exemplos que referes. No caso das redes sociais, comecei a explorá-las quando ainda trabalhava na Exponor para perceber como poderia enquadrá-las na estratégia de marketing da instituição. Na altura era uma aposta que outros parques de feiras, nomeadamente em Espanha e na Alemanha, já estavam a fazer. Avançar implicou ir mais à frente buscar inspiração a esses exemplos e fazer as devidas adaptações ao nosso contexto. 

O “Podcast, disse ela” surgiu de facto antes do boom dos podcasts por cá. Era um formato de conteúdo que já consumíamos há algum tempo (eu e a Sónia Costa, co-host no projeto) e que decidimos explorar. No meu caso, muito porque sempre gostei de rádio e vi aqui uma oportunidade de experimentar algo similar. 

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Maya Angelou refere que “Tudo no universo tem ritmo, tudo dança”. A escrita para a Web tem um ritmo próprio e incompreendido pelos “ditadores da gramática”? 

Penso que sim. Começar uma frase com um “e” ou com um “mas”, escrever frases só com uma palavra e parágrafos com apenas uma linha são técnicas que não respeitam totalmente a gramática e que talvez não sejam aceitáveis noutros contextos. No entanto, são bons aliados para quem escreve para a web porque tornam o texto mais eficaz e facilitam a leitura. 

Parece-me, contudo, que esta liberdade de que a escrita para a web beneficia não pode justificar tudo. Há princípios que têm mesmo de ser cumpridos, sob pena de prejudicarmos a mensagem. 

Aliás, quando opta por quebrar as regras, o redator deve fazê-lo de forma completamente consciente. Isto coloca-nos uma responsabilidade adicional de estudar e conhecer bem as regras gramaticais para que o desrespeito seja um ato voluntário em benefício da comunicação. 

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Quantidades, medidas, espaços, estruturas, variações e estatísticas. O copywriting tornou-se “mathwriting”? 

É uma perspetiva interessante e compreendo que algumas pessoas possam sentir-se constrangidas por tantas normas, especialmente quando estão a começar.

Ao longo do meu percurso, fui aprendendo a olhar para esses princípios, não como limitações, mas como ferramentas para chegar mais rapidamente e de forma mais significativa ao leitor/utilizador. 

Acho que se aplica o mesmo princípio que vale para as regras gramaticais: estudarmos tão profundamente como funcionam essas quantidades, medidas, espaços, etc. que referes até ao ponto em que não são algo que nos impomos, mas que incorporamos no nosso trabalho sem grande esforço. 

Claro que também gosto de escrever livremente. Faço-o — a par da leitura — para que o meu cérebro nunca se esqueça que há outras escritas além da que exerço profissionalmente. 

Em 1964, Marshall McLuhan afirmou que “O meio influencia a mensagem. Uma mesma mensagem é percebida pelo mesmo indivíduo de forma diferente em diferentes meios.” O conceito permanece atual ou existe uma redefinição com os novos meios? 

Na minha opinião, o meio continua a influenciar a mensagem, mesmo que tenham passado mais de 50 anos sobre a afirmação de Marshall McLuhan e os meios se tenham alargado profundamente.

Esta expansão obriga-nos a ter de compreender como é que o utilizador usa cada meio e a adaptar a nossa comunicação para que as mensagens sejam percebidas. 

É o que acontece com a escrita para a web. Há uma série de diferenças face à escrita para outros canais — desde a forma como lemos à imediatez do meio — que obriga os redatores a ajustarem-se para conseguirem ser eficazes na comunicação. 

Vídeo killed the blogging star? Ou ambos irão coexistir durante os próximos anos? 

É certo que os blogues não são hoje o que eram há dez anos. Assim como o próprio vídeo evoluiu muito e se democratizou. Mas, alargando um pouco o debate, não me parece que a imagem vá substituir a palavra escrita na web. Na minha perspetiva, a tendência é de coexistência e adaptação.

Acho que o Instagram é um bom exemplo desta tendência. Trata-se de uma rede social eminentemente visual, mas onde a palavra encontrou o seu espaço. Vemo-la, por exemplo, ser protagonista em algumas contas (@_odadiana/), mas também cada vez mais presente nas longas legendas de muitos feeds

Em suma, mesmo quando se materializa de formas diferentes daquelas que conhecemos e a que estamos habituados, a escrita acaba por estar sempre presente.

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@_odadiana

Fernando Pessoa, Camões ou Sophia de Mello Breyner: quem contratarias para uma equipa à procura de um copywriter digital? 

Seria uma honra trabalhar com qualquer um dos três. Contudo, talvez fizesse a escolha menos arriscada: Fernando Pessoa.

Pessoa foi redator publicitário durante dez anos, passou por duas agências e escreveu slogans que estão connosco até hoje, como “Primeiro estranha-se, depois entranha-se” para o lançamento da Coca-Cola no mercado nacional. Será que ele aceitava o desafio de se juntar à equipa?

A tua vida dava um assunto de E-Mail? Se sim, como seria?

Ainda que não seja especialmente original, gosto da frase “Tudo começa com um primeiro passo”, que provavelmente li num livro ou num artigo. Não resume a minha vida toda, mas é algo que tento ter presente nos momentos em que preciso de motivação para agir. 

Isto vale tanto para grandes decisões, como também para quando no dia a dia nos sentamos em frente ao computador para começar a escrever. Tudo começa com um primeiro passo.

Como fazer Passatempos nas Redes Sociais Que Captam E-Mails

Os Giveaways geram imensos comentários e gostos orgânicos mas não permitem trabalhar uma estratégia de funil integrada com E-Mail marketing.

O truque está em juntar Ads com Passatempos para atingir o target pretendido.

Dica: Anúncios low-cost para fãs da página. Gerar interação e criar anúncio para um target específico. 

Como Fazer passatempos e recolher E-Mails

Woobox ou o Wishpond são ferramentas fáceis de criação de concursos ou landing pages(não requer conhecimentos em programação). A grande vantagem é a possibilidade de integração com o Facebook Pixel e Google Analytics. Por outro lado, as plataformas permitem integrar o passatempo diretamente numa Tab da página Facebook (Desktop). Em mobile, como não existe a funcionalidade Tab, os participantes são enviados para uma Landing Page.

Tipos de Passatempos

Sweepstakes – Sorteio Giveaway

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Vantagens:

✅ O sorteio aumenta rapidamente uma lista de e-mails de potenciais clientes (um público mais frio ou quente dependendo da segmentação do anúncio no Facebook Ads). Em média, foi demonstrado que os sorteios convertem duas vezes mais do que uma landing page tradicional.

✅ Aumentar seguidores e engagement ao incentivar o gosto e a partilha diretamente da plataforma

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Impulsionar as vendas:

✅Os sorteios são uma forma de incentivar a primeira compra com e-mails de promoções e ofertas especiais pós-concurso.

✅Remarketing nas redes sociais aquando utilização do pixel.

Passatempo de entrada Bónus

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As ações definidas com bónus aumentam a pontuação do participante, através de gostos de “follow” nas páginas ou participações através do link.

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Se pretendem algo mais avançado é possível atribuir pontos por visitar x página do site, ler um e-mail, clique num link do e-mail, etc.

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Passatempo de Referral

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Os passatempos de referral funcionam na base da partilha.

✅ Permite que os participantes desbloquear prémios específicos ao indicar uma quantidade de referências. Exemplo: 25 participações através do Link partilhado = Oferta de cupão

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Outros passatempos: Concurso de foto, vídeo, hashtag e tabela classificativa.

Isto dos passatempos funciona?

Exemplo realizado em 2018. Não consigo precisar o Budget em ads, contudo foi muito Reduzido. O cliente obteve mais de 900 E-Mails para trabalhar numa lista – conteúdo e descontos de urgência na audiência pretendida. Os ads tiveram de ser pausados porque o plano Woobox escolhido pela empresa apenas permitia 1000 E-Mails.

Nota: É possível fazer um upgrade do plano a qualquer momento.

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“Quando se sentarem diante de um candidato procurem conhecer a pessoa em vez do profissional.”

André Amorim, Nearshore Business Manager da Aubay, conta com passagens nos recursos humanos da Bosch Portugal e EDP. Em paralelo, dá workshops, training development e talks motivacionais em diversas empresas. Foi treinador de Futebol Americano nos Lisboa Navigators, Lisboa Devils (com uma equipa técnica com 10 nacionalidades) e Seleção Nacional. Atualmente está ligado à modalidade como comentador na Eleven Sports.

“Conheci” o André na minha primeira experiência digital onde fui voluntário em social media para a Federação Portuguesa de Futebol Americano. Eu não percebia do desporto, contudo tentei entender para não cometer “barraca”. O André e alguns amigos divulgavam a modalidade na página FA Portugal e sempre ajudou-me no que fosse preciso. Se acharem-no um porreiro….é mesmo verdade!

Desconstruindo #3 André Amorim, o Desporto e as Pessoas nas Empresas

Foste treinador 6 vezes campeão em equipas de futebol americano (Lisboa Navigators e Lisboa Devils). Há um paralelismo entre o desporto e os recursos humanos nas empresas? 

Sem sombra de dúvidas que existe um forte paralelismo entre o Desporto e os Recursos Humanos de uma Empresa, bem como outras áreas. Em particular no Futebol Americano acredito que esse paralelismo e ainda mais forte e evidente.

O Futebol Americano e um desporto de progressão no terreno em que o objetivo máximo passa por marcar touchdown sendo que o objetivo é ter mais pontos marcados do que sofridos. Uma empresa tem também ela a missão de progredir, alcançar objetivos e no final do dia ter mais sucesso do que outras (competidores) num determinado contexto, área ou indústria.

Para isso, quer no Desporto como no Mundo Empresarial, as pessoas – os recursos humanos – são quem coloca em prática as estratégias, os métodos e os processos para que se possa ser bem sucedido. Pessoalmente, acredito que equipas heterogéneas têm um tecto de sucesso mais elevado do que equipas muito homogéneas mas acabam por ser, obviamente, um pouco mais complicadas de gerir por causa de todas as suas particularidades.

Há sempre um parafuso a apertar para melhorar na performance. Contudo como se gere equipas quando uns estão na mó de cima e outros na mó de baixo. E cada pessoa tem os seus sonhos e ambições, e alguns talvez sejam bons jogadores ou profissionais mas talvez não sejam tão boas pessoas? 

Excelente questão mas gostava de a dividir em duas. Primeiro, falando de liderar equipas bem sucedidas e outras menos bem sucedidas. Pessoalmente e apenas a título pessoal, acredito que gerir equipas em termos conturbados é mais fácil do que gerir em termos de facilidade e vitórias.

Sou uma pessoa muito positiva, respiro motivação e consigo olhar para a dinâmica de uma equipa e perceber o que está menos bem e o que podemos melhorar para caminharmos na direção dos nossos objetivos coletivos. Numa dinâmica em que uma equipa ganha de forma constante, acredito que é necessário uma maturidade pessoal, dos líderes em questão, para conseguirem manter os índices de performance da equipa sempre em cima. Acho que neste caso é preciso inclusive que a liderança seja extensível a todos de forma mais abrangente e não seja tão centralizada. Porque? Porque isso pode originar a cisões dentro da equipa.

Já no que toca a uma gestão das próprias pessoas dentro de uma equipa, vamos ser sinceros. Nunca vamos conseguir ter relações próximas, nunca nos vamos identificar com todas as pessoas e nem todos vão fazer parte da nossa “tribo”.

Mas quando estamos inseridos numa equipa é importante perceber o papel que cada um desempenha, compete ao líder de mostrar isso e de fazer essa gestão da forma mais pacífica e orientada aos resultados possível.

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No documentário de Futebol Americano “Hard Knocks” podemos observar que há um constante feedback dos treinadores aos jogadores, sobretudo nos treinos. Qual a importância do feedback em real-time nas empresas? 

Sobre o feedback acho que é uma faca de dois gumes. Eu sou forte apologista de feedback mas se for um feedback orientado, estruturado, com coaching points e onde possamos colocar em prática aquilo que nos estão a transmitir. Acredito que retirei muito isto da minha experiência do desporto e aplico às várias equipas que tive oportunidade de gerir nas várias indústrias onde trabalhei.

Hoje em dia acho que o feedback virou algo banal, todas as empresas, gestores e líderes dizem que praticam feedback de forma constante mas a questão é que tipo de feedback estão a transmitir e qual a praticidade do mesmo? Food for thought.

Os treinadores portugueses que estudam na Faculdade de Motricidade Humana aprendem que “Antes do desportista existe a pessoa”. Como as empresas podem olhar para a pessoa antes do profissional? 

Dica simples: Quando se sentarem diante de um candidato, procurem conhecer a pessoa em vez do profissional. Olhem para além daquilo que está escrito e descrito no CV e tentem compreender as motivações por detrás dessa pessoa para estar ali sentada naquele preciso momento. Como reage perante determinado ambientes, perante determinados obstáculos, perante determinados contextos. E, apenas depois, procuremos o lado técnico e competências necessárias para desempenhar a função que, no final do dia, são também fundamentais.

Fora das empresas de IT e sobretudo na indústria, o salário mínimo é uma norma nas linhas de produção mesmo em empresas que faturam milhões. E é normal, colaboradores dedicarem uma vida à empresa sem um aumento real…

Infelizmente é uma realidade que vivemos mas que espero genuinamente que possamos fugir a isto o mais depressa possível. Acredito que os tempos que temos pela frente, a curto/médio prazo, serão de tremenda dificuldade mas espero que todos juntos possamos de alguma forma caminhar para uma sociedade mais justa, equilibrado e com maior equidade entre as várias indústrias.

Se existe algo que esta pandemia nos ensinou é que precisamos de determinadas áreas – desporto, artes – para encontrarmos equilíbrio na nossa vida e no nosso dia-a-dia.

No desporto e nas empresas há contextos em que o jogador ou profissional não se adaptam ou rendem. Contudo se mudam de contexto(equipa ou empresa) aumentam a performance, apresentam menos falhas e estão mais soltos. Há contextos que tornam a pessoa mais presa? 

Sem sombra de dúvidas que sim. Eu sou advogado da citação “máxima liberdade com a máxima responsabilidade”. Acredito que qualquer pessoa alcança o seu tecto de performance quando tem liberdade para ser quem é e colocar em prática aquilo que sabe. Em determinados momentos são precisos instruções, que existam guidelines, que exista feedback, mas a liberdade é para mim essencial.

E, quando não existe esta abertura em qualquer contexto, origina esse cenário que mencionaste, da pessoa ficar presa e não estar bem naquela cultura, naquele ambiente, com aquela estilo de gestão/liderança.

Uma mudança, que só por si é a única real constante da nossa vida, por vezes é o melhor remédio.

Como vês o futuro da felicidade no trabalho?

Muito honestamente a felicidade é um tema muito abstrato para que eu o possa aqui dissecar ou tentar aqui fazer futurologia.

Mas aquilo que eu gostava MESMO de ver acontecer era de nos ver a todos a encontrar aquilo que nos faz felizes, encontrar um equilíbrio entre todos os campos da nossa vida, ter a liberdade para agir de acordo com as nossas motivações e que percebamos finalmente, e de uma vez por todas, que apenas juntos conseguimos melhor toda a realidade que nos rodeia. Somos todos parte do mesmo organismo e todos temos algo a acrescentar e um papel a desempenhar.

Qual o desportista ou treinador que escolherias para uma palestra motivacional para a equipa onde trabalhas? 

Claro que vou para o Futebol Americano e escolheria ou o Bill Parcells, treinador bastante consagrado da década de 90 ou o jogador Ray Lewis que se retirou do Futebol Americano profissional em 2013.

O Bills Parcells é um dos meus treinadores favoritos e tem um abordagem muito fria, pragmática mas ao mesmo tempo realista a todas as dinâmicas de uma equipa. Uma citação dele que gosto bastante diz “eu gosto de confronto porque limpa o ar”. Isto remete-me muito para a necessidade da tomada de decisões, a não fuga a situações que mais tarde nos podem vir afligir e a uma abertura na comunicação dentro de uma equipa que é essencial.

O Ray Lewis porque é uma lenda motivacional. Acredito que os seus discursos de responsabilidade individual sobre aquilo que cada um pode fazer, e que não existe escala para a palavra esforço, porque é um conceito individual, são algo que estimo muito.

Se a tua vida fosse relatada numa jogada de Futebol Americano como seria?

Em mais de 10 anos no desporto onde já tive oportunidade de fazer várias partilhas nunca me fizeram esta pergunta. Mas a resposta foi automática. A minha vida se fosse relatada numa jogada de Futebol Americano seria a interception que Tom Brady, dos New England Patriots, lançou num jogos dos playoffs em 2006 para Champ Bailey, dos Denver Broncos que seria depois placado por Benjamin Watson numa corrida de mais de 120 metros.

Pessoalmente é uma jogada que tem zero talento mas tem 100% esforço. 🙂

Descobre mais entrevistas

Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade “Acho a palavra certa no contexto certo vale mais que mil palavras”

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling ” “Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

[E-Commerce] 26 coisas a rever antes de lançar uma Loja Online

Antes de um site E-Commerce estar pronto para ser lançado é necessário verificar e testar vários pontos para uma melhor experiência do cliente.

(1) Checklist de lançamento site E-Commerce: Velocidade

Segundo um estudo da Retail Systems Research, cada segundo de latência no site resulta numa perda de conversão de 7%. Por esse prisma, 13 segundos de carregamento significa no mínimo em uma perda de conversão de 91%.

Como analisar a velocidade

PC: o site PageSpeed Insights realiza uma auditoria ao Website e apresenta a velocidade e os itens aprovados e os aspetos a melhorar.

Mobile: o Test My Site da Google gera um relatório completo com um overview geral da velocidade do site, benchmark com a concorrência, avaliação do impacto no negócio e as respetivas otimizações.

Um problema comum: carregamento completo de uma página em vez de um loading progressivo dos elementos (ao descer a página com o scroll). Ou seja, ao o utilizador entrar no site vê os primeiros campos sem esperar pelo carregamento total da página.

(2) Checklist de lançamento site E-Commerce: Geral

  • Verificar a ortografia e traduções das línguas estrangeiras ou dos textos standard do CMS utilizado
  • Criação e divulgação de um e-mail de suporte ( info@empresa.pt)
  • Colocação da descrição Meta (O texto de descrição ao pesquisar no Google)
  • Otimização de imagens! Imagens pesadas diminuem a velocidade do site. Sites como o TinyPng permitem uma redução do tamanho.
  • Verificar se o site de produção (onde os programadores desenvolvem o site antes de ser lançado) não se encontra nas pesquisas Google. Este problema pode acontecer por desleixo e os clientes/potenciais clientes ao pesquisar pela marca não iriam clicar no site oficial. Para impedir que uma página apareça na pesquisa Google é preciso incluir uma metatag noindex no código HTML da página ou a colocação de um cabeçalho ‘noindex’ na solicitação HTTP.
  • Páginas de FAQ, Envio, Trocas e Devoluções, Política de Reembolso, Termos e Condições e RGPD
  • Configuração Facebook Shop e Instagram Shopping nas Redes Sociais com sincronização direta com o site
  • Testar os menus e drops dos sub-menus
  • Ver cada página em Mobile e Desktop e corrigir os respetivos erros. Testar o site em vários tipos de dimensão de ecrã

(3) Checklist de lançamento site E-Commerce: Produtos

  • Configuração das definições de IVA/VAT + ter a taxa correta para os países onde serão feitas as entregas
  • Stock correto em cada produto ou uma sincronização perfeita entre o sistema de faturação/inventário de stocks online e offline, caso a loja venda fisicamente
  • Colocação do peso correto dos produtos (dado importante porque interfere com as encomendas da transportadora)
  • Otimizar o nome, alt tags e descrição das imagens para efeitos de SEO
  • Verificar o tamanho visual de cada imagem para não correr o risco de ter produtos muito grandes ou muito pequenos
  • Otimizar a informação Meta do produto

(4) Checklist de lançamento site E-Commerce: Pagamento e Checkout

  • Testar a compra com ou sem registo, de modo a verificar que não há bugs em desktop e mobile
  • Testar todos os meios de pagamentos ou integrações seguras e automáticas de pagamento (EuPago, EasyPay, etc) em desktop e mobile

Super Dica: como evitar a não geração de códigos MB WAY

❌ Problema durante o loading no checkout: os utilizadores tentam forçar o avanço ao clicarem novamente no botão para finalizar a encomenda. Ao acontecer tal, a interface de pagamento (euPago ou similares) entra em conflito e não gera o código.

✅ Como resolver: criação de um “loading” que impede o clique com um icon giratório e uma frase que indica o processo (“Estamos a preparar a sua encomenda”).

checkout

  • Customizar a página de checkout para uma experiência User-Friendly. Entre vários aspetos, aumentar o tamanho dos números ao inserir o número de cartão de crédito em Mobile
  • Confirmar se os dados pedidos estão a ser recolhidos após o checkout
  • Customizar e definir periodicidade dos E-mails para os carrinhos abandonados

(5) Checklist de lançamento site E-Commerce: Shipping

  • Parceria com transportadoras e respetiva colocação do seu Plug-In para uma automatização do processo de encomendas
  • Etiquetas de envio de embalagem sobretudo nas encomendas para países com taxas alfandegárias
  • Verificar se o E-Mail escolhido recebe a notificação de encomenda

(6) Checklist de lançamento site E-Commerce: Google Analytics

Um E-Commerce sem Google Analytics é um negócio sem um rumo definido. A ferramenta permite um entendimento mais profundo dos clientes. O Google Analytics fornece as ferramentas gratuitas necessárias para analisar dados do site e do comportamentos dos seus utilizadores num só lugar.

“Independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal”

Num dia ao ver o feed do Linkedin dei por caras com uma publicação diferente do habitual, um diálogo com um rapaz de São Tomé e Príncipe, chamado Bill Gates.

Após tal, de clique em clique dei por mim a “viajar” nas viagens da Raquel(aka Esta Pessoa) e os seus vídeos de storytelling.

Desconstruindo #2 Raquel “Esta Pessoa” e o Storytelling

Slow J e Sara Tavares cantam em “Também Sonhar” que “só quero olhar ao espelho e saber que tentei o meu”. O storytelling é o “meu” que não pára de crescer e um dia fez-te ir ao teu sonho americano? 

Antes do sonho americano, já havia sonhos e pesadelos em português.

Apesar de escrever histórias desde que me lembro, nunca dei muita importância a esse impulso. Acabei uma licenciatura em Direito sem perceber, até ao fim, que o que me levou ali foi um filme que vi. Estudei jornalismo sem perceber o tipo de histórias que queria contar. Ainda assim, acredito que nada terá sido por acaso.

Os anos de trabalho em televisão foram uma formação intensiva e transformadora na maneira de contar histórias. Todos os dias há um desafio diferente e sabes que tens que te superar em contra-relógio nem que seja porque há milhares de pessoas a decidir ao minuto se querem ouvir o que tens para dizer.

Do sonho americano, fica uma aprendizagem muito útil na universidade do Texas, em Austin, onde fiz amigos muito queridos e de onde resultou uma curta-metragem que, de resto, teria hoje um tratamento completamente diferente. Nesse sentido, diria que o storytelling não pára de crescer em nós, de facto. Vamos aprendendo e errando as técnicas até ao dia em que temos, efectivamente, uma história relevante para contar. Com a maturidade e o esforço interior que isso implica.

Mckee diz que “Uma cultura não pode evoluir sem uma narrativa honesta e poderosa.” A narrativa honesta cria impacto porque em sociedade o ser humano tende a mentir? 

Eu tenho o Story, do Mckee, assinado por ele. Além do autógrafo, escreveu-me também um importante reminder para quem quer contar histórias: “Write the truth.”

Acho que é um exercício essencial para qualquer storyteller, para qualquer autor: se conseguirmos encontrar em cada história aquilo que é absolutamente verdade em nós – seja lindo ou feio, agradável ou detestável – aquilo que dizemos torna-se universal. E eu não acho que o ser humano tende a mentir. Acho que o ser humano tende a reagir o melhor que consegue perante as coisas que lhe doem. De resto, é precisamente nesse ponto que nos encontramos todos.

Podemos aprender técnicas de vídeo, técnicas de escrita, técnicas de storytelling, mas independentemente da forma que damos às histórias, vamos sempre ter que partir de uma reflexão muito pessoal. Muito solitária. Muito dorida. Quanto mais honestos conseguirmos ser connosco próprios nessa busca, mais verdade sai cá para fora. É nessa verdade que aprendemos todos uns com os outros.

Em São Pedro de Moel há uma canção verdadeira…

Há muita verdade naquele filme. Numa primeira leitura, porque São Pedro de Moel será sempre o meu local de partida e, espero, o meu lugar de chegada. Depois, porque fiz o vídeo numa altura em que precisei de romper com várias estruturas assentes na minha vida para encontrar uma forma totalmente nova de viver. Eu própria precisava de descobrir uma nova voz. Fiquei ali dois meses a escrever, a filmar, a editar e a revisitar o que era importante para mim para poder sair de novo. No fundo, aquele vídeo é a minha história de amor pela minha própria história. “Esta Pessoa” enquanto todas as outras pessoas.

Ainda hoje não sei se foi da minha vontade ou da energia de São Pedro de Moel. A verdade, é que recebi centenas de mensagens de gratidão e assisti a milhares de partilhas emocionadas de pessoas que tinham encontrado naquelas palavras uma verdade só delas. É tocante ver o que esta partilha consegue fazer por nós.

Esta Pessoa tem Awesome Travel Tales com todas as coisas que nos fazem humanos. Em São Tomé e Príncipe encontraste a tua história entre outras histórias? 

Em São Tomé descobri um novo capítulo da minha história. E aprendi que a vida tem um twist guardado para quando menos esperamos. Melhor storytelling do que viver não há ainda.

Para além das histórias sobre as quais escrevi, encontrei um novo alento para uma história diferente em mim. Com aquelas pessoas, aprendi realmente que apesar das necessidades reais e das dificuldades imensas há uma escolha possível de encarar a coisa em modo “leve-leve”. Como digo no vídeo sobre São Tomé, não há paraísos prometidos nem realidades melhor imaginadas. Há paraísos procurados. Como sempre, é tudo uma questão de perspectiva. Ali, o coração leva a vantagem.

Quando estive em Moçambique comentei a um primo que “Aqui as pessoas ficam genuinamente contentes quando agradeço.” África reensina a simplicidade?

Não conheço o continente africano todo. Posso apenas imaginar que existirão hábitos e formas culturais tão diferentes quanto cada país oferece. De São Tomé, trago sem dúvida a palavra simplicidade na memória. E beleza. E liberdade. Não será verdade que andam habitualmente ligadas?

Nas tuas viagens “vais com tudo” e entras no espírito local. Já houve alguma tradição ou algo que tiveste hesitante antes de experimentar?

Que me lembre não. Tudo o que me parecer interessante experimento. Já estive em aviões indignos desse nome e gostava de ir à América do Sul conhecer as propriedades espirituais da Ayahuasca. Sim, a sério. Com o medo todo que isso me convoca.

Não vou negar que sou extremamente medricas e que há duas coisas que não vão bem comigo: falta de higiene e bichos de pele rastejante.

Já escrevi uma crónica inteira sobre a minha experiência de quase-morte a dormir num eco-resort em Bali. Noites em claro com as minhas amigas osgas. Tudo coisas da cabeça, claro. Mas não é assim que tudo é? Não julguem. Estou no caminho. E o humor é óptimo aliado do storytelling.

Viajar é uma egotrip…

Sem dúvida. Às vezes, há aquela ideia de ir viajar para “limpar a cabeça” ou para se fugir de alguma coisa. Na verdade, não há bagagem maior para se levar para qualquer sítio do que a nossa própria carga. E ainda bem. Ainda que não seja preciso chegar a extremos para se sair da zona de conforto, é bom chegar a um sítio novo e entender tudo à luz de um ângulo diferente. Para mim, viajar será sempre isso: descobrir formas novas de compreender o que é isto de ser pessoa, afinal.

E já agora, contar essa história.

Se organizasses uma viagem em que terias de escolher uma figura pública da TVI, uma personalidade histórica e uma personagem de ficção, qual seria o destino e o porquê das escolhas? 

Da TVI – até porque trabalhei lá muito tempo, na direcção criativa – levava imensas figuras não necessariamente públicas. Pegava nesses amigos todos e talvez fôssemos viver como figuras extravagantemente públicas durante uma semana na Polinésia Francesa a existir só. Acho que aceitavam todos o convite.

Entretanto, pegava no Vasco da Gama por um braço e pedia-lhe que descobríssemos o caminho para um lugar completamente novo. Fictício, até. Algum sítio onde pudéssemos cartografar respostas completamente originais para a vida.

Porque estou completamente apaixonada pelo novo filme do Joker, levava o vilão comigo. (Ali está um belo exemplo de storytelling, com a sensibilidade e humanidade que as histórias pedem).

Talvez precisássemos de uma volta ao mundo completa para que ele e eu, à vez, pudéssemos perceber que há sempre um lugar novo – com pessoas como nós – onde a Viagem pode ser vivida de uma forma mais feliz.

Sobre Raquel Oliveira Martins aka Esta Pessoa

Storyteller e editora de vídeos, no seu projeto Esta Pessoa dá a conhecer outros destinos mas também outras vidas e culturas numa auto-descoberta sobre isto de ser pessoa.

Trabalhou vários anos na criação de promos da TVI, atualmente trabalha por conta própria tendo criado vídeos para diversas empresas e municípios.

Facebook Esta Pessoa / Youtube / Instagram

 

“Acho que a palavra certa no contexto certo vale por mil imagens.” – Desconstruindo #1 João Geada e a Publicidade

Desde da primeira vez que levei com uma publicação do João Geada que algo intrigou-me. Como nunca trabalhei numa agência de Lisboa, eu não sabia quem era aquele homem mas achei que tinha de escuta-lo e partir à descoberta no Youtube. Daí a ser o primeiro convidado do “Desconstruindo” foi a escolha mais natural porque o feeling estava certo.

Desconstruindo #1 | João Geada e a Publicidade

Designer, Criativo Publicitário, Copywriter, Estratega. Ser criativo é mesmo uma maldição? Como tem sido o teu percurso “amaldiçoado”? 

Ser criativo é uma coisa natural para todos. Mantermo-nos criativos na sociedade actual é que é uma maldição, porque vem de uma sensibilidade e curiosidade que nos torna mais atentos às imperfeições, e como há muitas, tendemos normalmente para ser pessoas revoltadas.

O meu percurso tem sido exactamente isso (por exemplo, o acordo ortográfico revolta-me, razão porque escrevo exactamente e não exatamente), uma vida com mais ou menos revolta contra os defeitos da humanidade. Claro que com a idade e com mais de 30 anos a trabalhar como criativo publicitário, estou consideravelmente mais tolerante e paciente.

Porque um publicitário irrita-se mais que um “pizzaiolo” que também está continuamente a mudar as suas receitas com pedidos extras ou substituição de elementos?

Acredito que toda a gente que aplica fortemente criatividade no seu trabalho, põe uma paixão pouco comum no que faz, e ninguém gosta de ver o produto da sua paixão a ser transformado para pior, o que acontece quando essa transformação passa por dar uns passos para trás no processo que levou ao resultado que a nossa experiência e intuição dizem ser o melhor.

Isto para dizer que acredito que os “pizzaiolos” também se devem irritar, ainda que o resultado do seu trabalho seja objectivo, provocar uma experiência sensorial em clientes, que saberão seguramente se gostam mais de bacon com ananás do que de anchovas com caracol.

Nós trabalhamos com um produto subjectivo e que não foi encomendado por quem o vai ‘consumir’, que também deve provocar experiências sensoriais e mexer com a percepção que têm de algo. Como tudo isto é dificilmente quantificável, fica só por conta da tal experiência e intuição do criador.

Quando mudam o resultado do nosso processo, muitas vezes com base numa experiência pessoal que não é a de um criador de comunicação, estão a colocar em causa o nosso profissionalismo, o que é obviamente irritante.

As marcas portuguesas entenderam o potencial das redes sociais e do digital?

É difícil generalizar. Umas sim, como o Activobank, outras nem por isso.

A meu ver, as universidades portuguesas que produzem profissionais de marketing e comunicação são fracas, e os profissionais que de lá saem, não só vêm com um desfasamento cultural de uma década, como viram a sua criatividade a ser lentamente destruída no processo formativo.

Isto faz com que as marcas portuguesas ainda tenham uma certa arrogância, provocada pela ignorância, que as impede de se comportarem de uma forma mais transparente, natural e humana. Sem isto, é difícil tirar o melhor partido do digital e das redes sociais.

Um bom exemplo é o comportamento digital de algumas marcas internacionais na web, lá fora e cá dentro, como é o caso do Burger King. Vê-se bem a tal década de desfasamento.

Com o digital há uma ruptura muito grande com o passado criado por Edward Bernays, David Ogilvy e outros? 

Com o digital há uma ruptura enorme na forma de distribuir os conteúdos, nas possibilidades de interacção com os públicos, e no acesso a todo o tipo de informação. Na forma de criar os conteúdos, não há ruptura absolutamente nenhuma, se a coisa for bem feita e não resvalar para a automação de processos ou para o exagero de tempo de antena das marcas, que tiram qualquer humanidade à comunicação.

A grande ruptura está na forma como as marcas devem criar as suas estratégias e aqui precisamos de muito mais maturidade.

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Daí a criação do Faceboot em 2016 para a Timberland?

O Faceboot foi uma proposta aprovada pela Timberland, que acabou por não avançar como previsto, porque os representantes da marca não entenderam a sua dimensão.

Mas sim, a ideia passava por dar relevância ao posicionamento de uma marca conhecida por promover a aventura e o contacto com a natureza, criando uma ‘rede social’ sem dispositivos electrónicos pelo meio, ou como dizia o claim da campanha, ‘Less likes, more hikes’.

Isto não significa que a marca se afastasse das redes sociais no formato normal, era apenas uma forma diferente e pertinente, para uma marca como a Timberland contar a sua história

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No mesmo ano, o teu cartaz (imagem acima) foi um dos vencedores do concurso da ONU de alerta à violência a mulheres. As palavras não são levadas pelo vento como diz o provérbio. Qual o seu verdadeiro poder?

Tenho um fascínio enorme pelas palavras, ditas ou escritas e já que falas em provérbios, ao contrário de outro, acho que é a palavra certa no contexto certo que vale por mil imagens.

Um simples ‘Yes we can’ contém muito mais imagens que todas as fotografias do Obama juntas. Este poder minimal da palavra é de facto impressionante, porque na realidade a palavra faz-nos criar imagens.

Dou um exemplo. Quando vês o filme sobre uma história que leste primeiro o que acontece? Não gostas, porque as imagens que o realizador escolheu são dele e na maioria das vezes, não têm nada a ver com as que tu criaste quando leste o livro.

Embora a imagem criada por humanos seja bastante mais antiga que a palavra, continuo a reconhecer mais poder e universalidade na escrita, mas confesso que acredito ainda mais no poder da boa combinação das palavras certas com as imagens certas.

A humanidade caminha para um Lazy Movement ou The Creative Humanity?

A humanidade precisa das duas. Precisa sem dúvida nenhuma de recuperar a criatividade e o tempo pessoal, que nos foram retirados pelas escolas e pela sociedade, ambas ainda com muitas influências do industrialismo.

Em relação à criatividade, é ela que nos permite evoluir enquanto espécie e é a falta dela que está a retardar essa evolução. Porque se por um lado inovamos muito, essa inovação é maioritariamente má, porque não só dá cabo do nosso Planeta como continua a não ser integradora e acaba por contribuir sempre para os desequilíbrios sociais.

O tempo pessoal é outra coisa óbvia. Vivemos em média 70 ou 80 anos e desses, 60 anos são a trabalhar e a estudar 8 ou mais horas por dia, com pressa para acabar a universidade, o projecto, o trajecto para casa, etc. Vivemos a maioria da nossa vida preocupados em acabar qualquer coisa, em ‘despachar’ tudo, e para mim isto deixou de fazer qualquer sentido.

Como digo numa das frases criadas para o Lazy Movement, ‘Começa alguma coisa e nunca a acabes’. O que quero dizer com isto é que, se pensarmos bem, vale muito mais um projecto, pessoal ou profissional, ao qual dedicamos muita paixão e carinho, e que por isso deve levar todo o tempo possível, do que 100 projectos que despachamos apenas para começar outro, mal acabados e que não nos deram prazer nenhum a realizar.

Eu sei que precisamos de dinheiro e que para ter mais é preciso despachar serviço, mas de quanto dinheiro precisamos? Será que não o conseguimos fazer com mais tempo para tudo e com muito mais qualidade de vida? É este tipo de questões que pretendo levantar com o Lazy Movement.

Aliás, recentemente a Microsoft Japão, contrariamente à semana de trabalho também herdada dos tempos da revolução industrial, reduziu-a para 4 dias e a produtividade aumentou em 40%. Isto dá muito que pensar.

Como serão as agências de publicidade no futuro?  

Há muitos anos que penso sobre isso e acredito que vão ser absorvidas pelas marcas. Acho que as empresas terão um director criativo e uma equipa que conhecerá a marca como ninguém e será responsável pela criação da maioria dos conteúdos. Os eventuais perigos da falta de visão externa, serão atenuados por freelancers, ou ‘artistas convidados’ que acrescentarão frescura nos projectos mais relevantes.

Também creio que o formato do qual já vemos alguns indícios, que é a junção de gente com talentos complementares, que formam colectivos, embora hoje em dia tendam ainda a virar agências, como é o caso da Solid Dogma ou d’O Escritório, no futuro acho que será semelhante aos artistas de música, que se juntam e separam consoante o projecto.

Ainda haverá “Efeito Rashomon” entre a percepção de quem contrata e a dos criativos?  

Com as agências dentro das marcas o efeito será seguramente atenuado. E no dia em que a tendência para marketeiros criativos, como Steve Jobs ou Fernando Machado, Director de Marketing da Burger King internacional, se afirmar definitivamente, acredito que o lado mau do efeito, irá lentamente desaparecer.

A tua vida dava um filme? Se sim, qual a sinopse e quem escolherias como realizador? 

Dava. Um filme ou uma série com muitas temporadas.

A sinopse em versão tweet seria algo como ‘Um criativo, com doença bipolar, 8 filhos e uma vida de excessos, encontra finalmente a tranquilidade, o amor e a vida calma’.

O realizador seria uma dupla entre o David Fincher e o Woody Allen porque gostaria que fosse uma comédia negra, com um final feliz.

Sobre João Geada

Foi diretor criativo executivo de agências como a Proximity BBDO Portugal, a Wunderman España, JWT Lisboa e dos projectos pessoais Maxdesign e Lalaland. Consultor para campanhas em todo o mundo, foi também jurado em vários festivais nacionais e internacionais e conquistou quase duas centenas de prémios em praticamente todos os festivais de renome e em todo o tipo de disciplinas, como Design, Filme, Imprensa, Marketing Relacional e Digital.

Em 2017, fundou o The Creative Humanity, um projecto que pretende ajudar toda a gente a usar as suas capacidades criativas para fazer das suas vidas e empreendimentos, coisas mais Humanas e sustentáveis.

https://joaogeada.pt/

legislativas no digital 2019

[Análise] As Legislativas 2019 no Digital

Sabia que o Pan é o partido com mais seguidores nas redes sociais? E que o Bloco investe mais em Facebook Ads do que a soma de todos os partidos da assembleia?

Análise ao digital dos 6 partidos com assento parlamentar, um partido que competiu pela primeira vez nas últimas eleições (Livre) e um partido que compete pela primeira vez nas legislativas (Iniciativa Liberal). Nota: O CNE e o Facebook proíbem conteúdo político direto patrocinado a nível de propaganda  mas os partidos optam geralmente por contornar a situação (Criticas aos adversários, coluna de opinião, anunciar comícios, entre outros conteúdos). 

legislativas no digital 2019

As Legislativas 2019 no Digital – Análise

Redes Sociais

A adaptação a um meio gera evolução e nesse sentido o Pan e a Iniciativa Liberal são os partidos que mais criam conteúdo para o seu público-alvo. A adaptação ao meio representa que o Pan seja o partido com mais seguidores nas redes sociais à frente dos partidos históricos e do agora não tão “fresco” Bloco de Esquerda, que conta com 20 anos de existência. Por outro lado, a comunicação direta e de guerrilha da Iniciativa Liberal tem gerado um aumento de seguidores em todas as redes sociais, sendo o único partido dos analisados com presença no Linkedin e comunicação ativa para inscrição no seu WhatsApp, serviço de chat que não apresenta corte de alcance ao contrário das redes sociais.

De salientar que o Bloco designa-se no digital como Esquerda.net funcionando como um meio noticioso para os temas e causas que defendem.

Anúncios nas Redes Sociais

Com o decréscimo do alcance orgânico, a utilização de anúncios nas redes sociais faz parte de uma estratégia de comunicação online. Contudo no período em análise, o PAN apesar de apresentar um maior número de seguidores, são a par do CDS, partidos sem uma utilização ativa de anúncios.

O PS apesar de atualmente ser governo investiu mais e melhor do que o seu eterno rival PSD, com o uso Pixel de medição e Remarketing.

Segundo os dados do Facebook Ads Library, o Bloco foi o partido que mais investiu em Facebook Ads (15 053€). Ao contrário da CDU não utilizam o Pixel para uma medição mais correta e recolha de dados no site para Remarketing, como o caso do PS, Livre e Iniciativa Liberal.

Além do maior investimento na rede Facebook (Inclui Instagram), o Bloco foi o único partido que já realizou anúncios pagos no Twitter.

Rede Google e Afiliados

Apesar de referidos no site Similar Tech  é impossível enunciar sem suposições e sem ter visto um anúncio. O PS e a Iniciativa Liberal utilizam a rede de afiliados AWIN, possivelmente para a colocação dos artigos do seu blog em sites escolhidos a dedo dos parceiros da plataforma. O suposto uso do Doubleclick por parte do Bloco e da Iniciativa Liberal permite alcançar o público-alvo em sites, redes sociais e apps parceiros da plataforma com uma segmentação precisa ao ponto de ser possível a escolha da afiliação partidária.

Comunicar Offline para ser notícia e partilhável no Online

cartaz iniciativa liberal

De todos os partidos, a Iniciativa Liberal (IL) tem apresentado maior criatividade e guerrilha na sua comunicação. Desde de outdoors como forma de resposta ao outdoor “vizinho” (cumprimos / com primos ) a outdoors que fogem completamente à norma.

Grande parte dos outdoors criativos são idealizados por Manuel Soares Oliveira, Diretor-Geral da agência Mosca e criativo voluntário para a IL.

“Um simples outdoor pode ser mais do um simples outdoor. Vivemos numa época em que todos têm uma máquina fotográfica no bolso e a vontade de partilhar conteúdos nas redes sociais. Por isso, um outdoor em 2019 deve ser pensado no potencial viral que possa vir a ter nas redes sociais. O reach é enorme quando se aposta na criatividade. Este outdoor da Iniciativa Liberal prova este ponto. Foram milhares de partilhas, artigos de jornais e reportagens na TV. Depois disto, fica difícil justificar não apostar na criatividade” refere em publicação no seu Linkedin.

Os partidos no Digital

Na era das fake news e publicações populistas com dados falsos, a comunicação nos canais dos partidos deve ser cada vez mais enquadrada para as pessoas. O combate às fake news apenas se consegue com ideias simplificadas na sua transposição no digital. O Pan e a Iniciativa Liberal são o exemplo que existe pessoas interessadas em partidos e nas suas respetivas ideias.

Fontes: https://www.facebook.com/ads/library/?active_status=all&ad_type=political_and_issue_ads&country=PT

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