Oh não! Mais um Dia Mundial nas Redes Sociais

Nas redes sociais o contexto funciona como rei porque um conteúdo sem contexto transforma-se num sapo difícil de engolir.

As redes sociais dão a conhecer diversos dias mundiais até agora desconhecidos mas em muitos casos sem um encaixe para a marca ou rasgo de criatividade e uso de imagens genéricas do banco de imagens.

Num contexto offline, uma empresa que vende tecnologia não distribui flyers com o dia mundial do bolo de chocolate! (True Story)

tumblr_mbqy6garjn1rnvwt1

Se não existe uma aplicação em contexto de negócio, os dias mundiais distorcem com a atividade praticada na empresa ou as causas sociais apoiadas.

Exemplos

Aquando responsável das redes sociais da Ben Goji, uma marca com um espírito mais irreverente, foi utilizado o dia do sexo para comunicar o quanto confortável são os sapatos mas fazendo uma alusão subentendida a preservativos e a sua não remoção.   

A criação de um contexto trabalha a percepção e serve um propósito para alcançar um objetivo perante o receptor. Em social media, o enquadramento é essencial para “encher” o conteúdo e não torna-lo vazio e inócuo. Ou seja, uma publicação sem contexto perde força e impacto!

No Dia Mundial do Rock, por exemplo,foi criado um “cartaz” de festival com modelos da coleção Helter Skelter, com sapatos inspirados em músicas do mesmo género.

 

Embora não seja possível em alguns setores o uso da criatividade adaptado ao dia festivo + empresa/produtos, contudo torna-se necessário diferenciar para despertar a atenção no feed(Vídeos, etc).

 

Exemplo realizado aquando colaborar da  agência de Marketing – Live4Digital 

O hip hop nacional que gera cliques no Digital

Milhões de views, ads, rádio online, sites e talk shows interactivos, quem disse que o “Hip Hop não sabe nadar yo”? A cultura hip hop nasceu nas ruas mas foi no digital que encontrou um meio para a sua mensagem não se afogar.

O meio é a mensagem? O hip hop nacional fala a linguagem da internet e apresenta-se de diversas maneiras ao público.

Hip Hop tuga

Os sites Rimas e Batidas e H2Tuga trabalham na divulgação de notícias e aos poucos adaptam à necessidade do conteúdo em vídeo, um meio onde o canal Youtube Hip Hop Sou Eu reina com um trabalho visionário, consistente e profissional.

A programação do canal varia entre videoclips, entrevistas, notícias, talk-show e conteúdos originais de sucesso como a Liga Knock Out (Com diversos vídeos acima dos 300 000 views) e Cosp´Acapella onde rappers rimam sem instrumentais.

No talk-show “Talk Shit” o canal aproveita o ritmo da internet e a interactividade.

Um programa de conversa com excertos de músicas que podem ser visionadas através de um clique.

Hip Hop tuga.png

O canal explora o Youtube como poucos em Portugal!  As notícias curtas(3 minutos no máximo) contam com apresentadora, grafismo e captura de vídeo em concertos.

A forma de ouvir música mudou! Ouve-se canções soltas invés de álbuns e a música online gratuita ou a baixo custo(Spotify Premium) substituiu a compra do Cd físico. O barómetro de views no Youtube determina a popularidade + agendamento de concertos. Com mudança de paradigma os concertos tornaram-se a fonte de rendimento dos artistas musicais.

Já ouviram falar de Piruka? Os seus vídeos atingem milhões de visualizações, o single “Ca Bu Fla Ma Nau” superou recentemente as 8 milhões de views. Um caso de sucesso gerado pela internet e que atualmente vive apenas da música.

A concorrência é feroz e há um perigo de se cair no esquecimento ao não existir uma continuidade de novos singles. A utilização de ADS também fazem parte do jogo para alcançar views/escutas de novos e atuais fãs.

0arthip

Os videoclips na era digital são como roletas num jogo de matraquilhos. São um elemento de surpresa que ajudam a disparar nas views. Atualmente, existe um maior investimento na produção, com ou sem apoios estatais. A música Andorinha do rapper Deau é um dos exemplos de produção artística com apoio do Estado(DR Cultura Norte).

O hip hop nacional que gera cliques no digital não tem medo de arriscar! Tal como Cristiano Ronaldo avançam no terreno sem medos.

O músico Sam The Kid criou no verão de 2016,  a”TV Chelas”, um canal de hip hop com Música, Vídeo, Entrevistas e Podcast.  Na rubrica “Três Pancadas”,  de uma forma descomplexada e apaixonada ouvimos conversas sobre a cultura hip hop.

O arriscar e o momento atual do mercado levou à criação da primeira rádio online de hip hop, certificada pela Entidade Reguladora para a Comunicação Social (ERC)

Tendência ou moda? As modas são passageiras e era das redes sociais cimentou o Hip Hop para uma tendência presente/futura. O hip hop que gera cliques no digital aproximou-se da sua audiência porque o meio é a mensagem. A aproximação também surge em forma de documentário, exemplo de Regula, um dos rappers mais populares durante anos.

O hip hop nacional que gera cliques no digital, mais do que música, cria um contacto contínuo com os fãs e surpreende sem “discos pedidos.”

Como criar imagens 360º para o Facebook

Como criar imagens 360º para o Facebook no Photoshop

As imagens 360º são uma boa forma de divulgar produtos ou na criação de um post mais criativo e interativo.

O processo de criação é muito simples e sem necessidade de “softwares especiais”!

1 – Download de um template 360º para Facebook 

2 – Colocar os elementos na imagem com um intervalo de espaço igual

Como fazer uma imagem 360º

3 – Salvar como (Save As) Jpeg

4 – Upload da fotografia no site Exifer para inserção de dados “Meta”. A inserção de dados é necessária para a simulação de imagem 360º.

5 – Colocação dos seguintes dados “Ricoh” e “Ricoh THETA S”. Como fazer uma imagem 360º

6 – Clicar em Go.EXifing no canto inferior direito e em seguida fazer o download da imagem

7 – Upload da imagem no Facebook. Se o procedimento foi realizado de forma correta, a rede social assume automaticamente como uma foto de 360º.

facebook-360

Marketing Nativo, um jogo de estratégia

No marketing nativo o conteúdo é colocado estrategicamente fora dos canais da marca(rede social, site, etc). Uma tendência em crescente que difere do marketing de conteúdos em voga no passado, mas que no presente coexiste com as diferentes formas de marketing.

Passado recente

Exemplo – youtube/site da marca

Em 2009 a Lowe Ativism(agora Lintas) realizou vídeos com o conceito Poster Tagus onde verdadeiros posteres (uma espécie superior de “cromos”) eram entrevistados por “Este Senhor”, celebrizado na MaxMen e nas Noites Marcianas como “Bondage”.

Vídeo “Poster imperactivo” 

Com o sucesso da campanha a Tagus continuou a sua aposta em conteúdos destinados a jovens universitários. No ano seguinte, foi produzido um documentário fictício sobre a vida de “Este Senhor”. Com exibição inicial o canal Youtube da marca e site a série foi exibida posteriormente na Sic Radical.

Case Study

O presente

Passado seis anos, bastante mudou no online além dos algoritmos e diminuição do feed orgânico nas redes sociais. Celebridades, bloggers,youtubers e humoristas apresentam uma comunicação mais estudada e planeada no digital e há uma maior profissionalização e visualizações nos vídeos produzidos para o Youtube/Facebook. O público segue ou aceita mais facilmente pessoas(e o seu conteúdo) em vez do conteúdo da maioria das marcas. Isto cria uma mudança no paradigma onde a maioria das marcas não apresenta força comunicacional ou meios para chegar aos seus alvos através das suas plataformas.

A Swegway aquando proibição das hooverboards na via pública lançou um vídeo com o youtuber Carnage(75 000 subscritores). O vídeo com o nome “Are Swegway Hooverboard ilegal” mostra o youtuber a passear em cima de uma Swegway mas sempre próximo de polícias. O vídeo de humor no fim transforma-se em momento de venda com um call to action e desconto de promoção pela compra do produto no site.

O vídeo conta com 1 milhão de visualizações no canal oficial. Embora o número total de visualizações seja superior devido a uso indevido do vídeo por parte de outros canais ou páginas Facebook.

Porém existem mais meios de camuflar a publicidade no conteúdo.

po

A comunicação social passa por um momento de transformação em Portugal devido aos grupos económicos ao seu controlo. A lógica dos seus accionistas de redução de custos e uma maior obtenção de lucros leva a uma maior aceitação de conteúdo originado através das marcas. Recentemente, a aplicação Happn foi abordada através de uma reportagem “cool” no jornal online Observador.

O artigo também promovido no Facebook alcançou um estado viral. Ao a publicidade encontrar-se camuflada num artigo permitiu o conhecimento da App por parte do seu mercado em Portugal, devido ao estilo da reportagem e segmentação da publicidade na rede social.

Native content gone wrong

No mercado dos simuladores de futebol existem dois jogos que competem há 16 anos, Fifa e Pro Evolution. Atualmente o jogo Fifa domina as vendas, tendo apenas no mercado americano o mesmo número de vendas do seu concorrente no mundo todo.

O segundo lugar no mercado leva a um investimento de marketing por parte dos produtores do Pro Evolution. Entre várias estratégias, a série também aposta no marketing nativo com a dupla de futebol freestyle, os F2Freestylers. O canal  Youtube da dupla apresenta mais de 2 milhões de subscritores e cada vídeo ronda entre os 2 milhões e 4 milhões de espectadores, números perfeitos para uma campanha que envolva futebol.

Como parte da estratégia de marketing foram produzidos uma série de vídeos com a marca Pro Evolution e Neymar(jogador capa do jogo). Mas na verdade, dificilmente um vídeo dos F2Freestylers leva alguém a comprar um jogo com edição anual.

Apesar de ser a nova versão do produto não se trata de um novo produto. No entanto, se os F2Freestylers fossem incluídos no jogo com um modo exclusivo de “Freestyle”,  o novo modo e presença das “estrelas” do canal captaria a atenção por parte dos fãs para o jogo.

Portugal

O jogo de estratégia em Portugal passa por encontrar os alvos certos e criar um conteúdo que crie resultados económicos para a empresa. O estado da comunicação social torna-se propicio para a publicidade nativa e a nível de celebridades, youtubers, bloggers existem personalidades nas várias áreas e segmentos. A estratégia certa aliada a um conteúdo bom e pertinente faz a diferença.

 

Erros na gestão de páginas Facebook (empresas)

 

1 – Convites sem sentido

anigif_enhanced-30334-1434917465-7

“Oh não, mais um convite”

Frequentemente recebemos convites por parte do gestor da página. Por norma não existe uma seleção criteriosa do “alvo”. A massificação dos convites leva a dois problemas: A falta de foco no público alvo e a consequente reação não positiva em caso de convite muito descabido.

Para certos ramos de negócio o número de gostos apresenta um nível de importância, devido a influência em relações comerciais/eventos. Contudo, se o consumidor final são as pessoas ao não existir um público que acrescenta valor na relação a presença nas redes sociais não retira proveitos.

A nível de marketing local, o convite é uma boa oportunidade de dar a conhecer a nova loja aos habitantes.

2 – Empresas que tentam ser jornais

Páginas de empresa não são agregador de noticias. Uma página repleta de noticias de outros sites, é como ser dono de um restaurante  com melhor comida ultracongelada dos hipermercados. Não resulta! Os fãs alimentam-se com “alimentos” frescos e se pretenderem “comida congelada”, “compram de fora” cozinhado a fresco no dinheiro vivo ou público.

3 – Likes do gestor de página/família do gestor/funcionários em diversas publicações

O digital permite analisar dados mas também mudar de estratégia com grande facilidade. Se em diversos posts existirem o mesmo numero de interacção entre funcionários e fãs existe um problema. Os likes dos funcionários ou de familiares são disfarces irrelevantes num contexto de negócio e social media.

O online e offline encontram-se interligados. Ações offline podem gerar problemas online e vice-versa. Todavia, se o offline apresenta falhas a estratégia online não fará milagres.

4 – Rede social do dia mundial

Num contexto offline, uma empresa que vende tecnologia não distribui flyers com o dia mundial do bolo de chocolate!

tumblr_mbqy6garjn1rnvwt1

Se não existe uma aplicação em contexto de negócio, os dias mundiais distorcem com a actividade praticada na empresa ou as causas sociais apoiadas.

 

5 – Utilização de banco de imagens

O facebook encontra-se recheado de selfies e fotos dos nossos amigos. São fotos com pessoas autenticas em contraste da típica foto de pessoas loiras americanizadas, habitualmente retiradas de sites do banco de imagens.

Se não forem utilizadas fotos originais, as fotos não devem parecer estrangeiras. E aqui existe todo um cuidado nas pessoas, ambiente, cenário, etc. A aproximação de um maior realismo com o país faz com que as pessoas sintam mais identificadas. As típicas fotos de banco de imagens são um corpo estranho numa rede social. Contudo, a originalidade é sempre o mais recomendado devido a um maior impacto.

6 – Quem quer ser o Gustavo Santos

O produto do Gustavo Santos são mensagens inspiradoras. Por vezes, empresas esquecem do seu negócio e colocam de forma repetida frases inspiradoras. Entram numa espécie de competição indirecta com o Gustavo Santos e perdem porque o público que criou espera ouvir as suas palavras. O cérebro dos seus fãs estão preparados e pretendem receber aquelas mensagens. No campo das citações do Google surgem em grande número no feed devido aos perfis pessoais.  E por mais boa que seja a intenção a mensagem torna-se banal porque o meio encontra-se banalizado.

Dica rápida de gestão de Facebook

O facebook para empresas vive da miscelânea entre criação de conteúdo de valor acrescentado para o recetor ou conteúdo com uma originalidade que provoca reações positivas. Por outro lado, em certos momentos é crucial focar na venda adaptada ao contexto de facebook. Trata-se de uma rede social e não do feed porta a porta! Como nem todos momentos são de venda, existem bons exemplos de como a marca e produto podem estar presente com conteúdos originais. A página da Fruut(gerida pela empresa e a agência Bazooka) faz um uso criativo de produtos utilizados no seu produto final e até mesmo com o próprio produto.

 

facebook

No caso da Fruut podemos observar que existe um conceito gráfico para  certos momentos de comunicação. Um conceito simples mas muito eficaz e de execução não demorada. Um bom planeamento com um conceito de aplicação fácil mas que o toque criativo faz a diferença. O simples pode tornar-se extraordinário mesmo em empresas com menos recursos(como por exemplo PME em que a pessoa do Marketing faz um pouco de tudo).

Tap interage com o comediante mais famoso dos EUA, Jerry Seinfeld no Facebook

Na década de 90, a sitcom onde era protagonista foi líder de audiências, durante 6 anos seguidos. O último episódio, foi visto por 76 milhões de espectadores, quando emitido pela primeira vez no país.

Longe da Tv, Seinfeld em 2012 anunciou o seu regresso através duma websérie, com a premissa de andar de carro com outros comediantes e tomarem um café.

No mais recente trailer, um avião da Tap sobrevoou as filmagens, momento esse, comentado por Jerry Seinfeld através do facebook, onde refere o “avião de carga”.

De uma forma engraçada a Tap interagiu na página do comediante. O comentário aborda ironicamente, o prazer de participar no figurino, e em seguida num acto de relações públicas, esclarecem o tipo de avião e que não importariam de levá-lo a visitar Portugal.

tap seinfeld

Numa altura, em que a companhia área sofre com um lobby de descrédito, salienta-se a acção positiva do gestor de página. O online, especialmente as redes sociais vivem dum ecossistema muito próprio, onde o factor fun faz a diferença.

Não deixa de ser curioso, que o comentário da Tap não sofreu nenhuma repercussão negativa, associado ultimamente comum pelas pessoas ao ouvir o nome da marca. A ousadia recompensou, e acção foi sustentada por portugueses que colocarem gosto no comentário.

Entrevista – Raquel Costa aka A Gaja(personagem fictícia)

“A Gaja” é uma página do facebook criada por Raquel Costa, trata-se duma personagem fictícia que aborda diversas situações do quotidiano mas especialmente relações, homens e mulheres.  A página apresenta diversos tipos de conteúdos, desde imagem, frases rápidas, vídeo a textos mais longos. Geralmente são os textos mais longos e imagens com texto que recebem maior interacção, mas por vezes frases directas e curtas também alcançam bons números. Na página “A Gaja” posta o que apetece apesar de haver muitos fãs a não gostarem conteúdos sobre a casa dos segredos, mas no meio desta anarquia de pensamento existe muito trabalho a nível de social media.

1 – A Gaja nasceu fruto de um grito de revolta contra o politicamente
correcto ou achaste engraçado que as pessoas colocassem like numa
página com um vibrador e rolo da massa na capa(alusão à primeira capa)?

A questão dos número de “likes” nunca foi a parte mais importante. Eu sabia que tinha uma ideia com muito potencial mas, quando comecei a página, não planeei uma meta, fosse ela os 20 mil ou os 2 milhões. A Gaja nasce por uma conjugação de fatores. O primeiro e principal… porque me apeteceu. Escrevo desde os 16 anos, já tive outro blogue (entre 2003 e 2010) e, há três anos, comecei a sentir necessidade de voltar a escrever para outros lerem. Desta vez num registo menos confessional, mais divertido. Menos críptico e mais acessível. E positivo.

A ideia do rolo da massa e do vibrador surge após alguma reflexão. Queria retratar, de forma divertida mas também provocadora, o que é ser mulher em Portugal no século XXI. A dicotomia, muitas vezes antagónica, entre o que a sociedade espera de nós e a aquilo que nos apetece fazer. O rolo da massa simboliza a mulher mais sensual que sexual, mais submissa do que ativa, que rege a sua vida na busca do homem que a complemente. O vibrador é o símbolo da mulher sexual e independente, que vai atrás daquilo que quer, que não precisa de um homem para legitimar a sua existência. O mais engraçado é que estas duas mulheres coexistem dentro de cada mulher!

2 – Desde do inicio a página apresenta um cuidado a nível estético, ou
seja houve um trabalho de planeamento. Quanto tempo demorou da
concepção até à realização e quais as maiores dificuldades que
encontraste pelo caminho?

Esta é uma boa questão, sobretudo porque mudei recentemente o visual da página, introduzindo os logotipos e uma imagem mais estilizada. Numa primeira fase, foi tudo muito orgânico. As duas primeiras sessões fotográficas d’A Gaja (a inicial e a especial Mundial, com a bola de futebol e os cartões) foram feitas na cozinha de minha casa, com uma parede branca como fundo. Esta última (da qual ainda só dei a conhecer um bocadinho…) envolveu uma maior preparação. Entre juntar colaboradores, encontrar um estúdio e uma data em que toda a gente estivesse disponível, reunir roupas e acessórios, acho que demorou um mês e meio. Ao contrário de alguns comentários feitos na página, não creio que aprimorar a imagem d’A Gaja lhe retire autenticidade. Tal como estou sempre à procura de novos temas, para satisfazer os leitores que já lá estão e chamar novos, também acho interessante introduzir novidades do ponto de vista estético.

3 – Em menos de 1 mês, os posts mordazes, sem papas na língua fizeram
com que a página chegasse aos 5 mil likes. Criaste estratégias de
divulgação ou o boca a boca online e offline foram o teu melhor
aliado?

Uma vez que sou jornalista, tenho, no meu perfil pessoal, amigos e amigas muito ativos nas redes sociais e na blogosfera que tiveram a gentileza de partilhar a página. Isso criou um buzz inicial muito interessante, que ajudou a criar uma base sólida desde o início. Em relação a estratégias, penso que a regularidade e a diversidade dos posts foi determinante. Quem segue a página sabe que pode contar com pelo menos um post por dia.

4 – Tens uma linha editorial? Se sim, sofreu transformações com o
decorrer da página?

Não sei se tenho propriamente uma linha editorial. Inicialmente, a ideia era escrever apenas e só sobre relações. Mas depois comecei a pensar que A Gaja (ou qualquer gaja) não vive apenas e só a pensar em relacionamentos. Por isso fui introduzindo gradualmente outros temas, como futebol, política, televisão (quando há uma transmissão de um jogo importante, ou programas de grande audiência que eu ache que tenham momentos passíveis de serem comentados). Tento, apesar do estilo de escrita sarcástico, não ser negativa ou, pelo menos, conjugar posts mais pesados com outros mais leves.

5 – E vais ao encontro do que público gosta ou postas o que te apetece sem pensar em “likes”?

Existe uma tensão permanente entre esses dois fatores. Às vezes caio na tentação de fazer textos sobre um determinado tema, de determinada maneira, porque sei que vou ter uma reação imediata. Mas depois dou um estalo em mim mesma e volto ao registo d’AGaja. Em última instância, faço o que me apetece.

6  – Com o crescimento da página também cresceu uma mulher na Gaja?

A mulher que escreve A Gaja está em permanente crescimento. É preciso não esquecer que A Gaja é uma personagem fictícia.

7 – A Gaja criou novas oportunidades profissionais para a Raquel?

Para já, apenas situações pontuais (como o prefácio do novo livro da Ana Garcia Martins, autora do blogue A Pipoca Mais Doce). Mas haverá certamente novidades em breve…

8 – Com uma base de milhares de fãs, tens em mente alargar o projecto?
Quem sabe uma linha de rolos da massa com frases mordazes, ou um
programa televisivo?

Como se diz na gíria futebolística… prognósticos só no fim do jogo!